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Superlotação adia enterros em Santo Amaro, maior cemitério do Recife

Local tem 19.400 túmulos e ampliação prevê a construção de mais 1.740.
Prefeitura diz que não nega sepultamentos, mas local é o mais procurado.
 
Estão faltando vagas no maior e mais antigo cemitério do Recife, o de Santo Amaro. Inaugurado em 1851, tem 19.400 túmulos e, desses, 3.400 são jazigos perpétuos. Como fica na área central da cidade, muitas famílias preferem enterrar os mortos no local.

O presidente do Sindicato das Casas Funerárias de Pernambuco, Ubirajara Félix dos Santos, confirma o problema. "Lamentavelmente, a família também fica numa situação muito delicada na hora da perda de seu ente querido”, disse.

A professora Bernadete Souza perdeu o pai na madrugada da segunda (22) para terça-feira (23). Queria ter feito o enterro na terça, mas só conseguiu vaga no Cemitério de Santo Amaro para esta quarta-feira (24). "Não tinha vaga. De lá do hospital mesmo foi parente para tudo quanto foi cemitério e não tinha vaga", contou ela.
Diante dessa escassez de túmulos, a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), responsável pela administração dos cemitérios da cidade, começou no início do ano passado a fazer uma ampliação em Santo Amaro. Serão construídos 1.740 novos jazigos. A ampliação deverá estar concluída em outubro deste ano. No mesmo espaço, também estão sendo feitos 680 ossuários.
Além da ampliação, o cemitério concluiu em setembro do ano passado uma reforma que criou mais 396 jazigos e 168 ossuários. O gerente de Necrópoles da Emlurb, Petrus Tejo, comentou a dificuldade que algumas famílias estão encontrando para fazer enterros em Santo Amaro. "Recife não nega sepultamento a ninguém, mas todos só querem Santo Amaro devido à localização, ao fato de ser próximo de funerárias... Peço que as pessoas procurem [o cemitério da] Várzea, de Tejipió", sugeriu.