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Creches e pré-escolas no Recife estão superlotadas

Além do descumprimento da Resolução 001/2013 do Conselho Municipal de Educação- CME- que provoca uma superlotação de crianças nas creches e pré-escolas municipais, mantidas e administradas pela Prefeitura do Recife há uma intenção do próprio Conselho para que sejam alterados os artigos 4º e 5º no sentido de aumentar o número de crianças por sala de aula. Na prática, esta resolução não foi cumprida durante os anos de 2013 e 2014 e hoje, nas crechese pré-escolas, encontra-se um número muito superior ao que ficou determinado. A previsão é de que a votação ocorra durante a reunião da próxima terça(11), às 10h no CME, localizado na Rua Oliveira Lima, 824, no prédio do antigo Colégio Nóbrega..
A alegação da Prefeitura é que não há creches suficientese nem recursos para construção ou aluguel e contratação de professores e Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI’s) para possibilitar a matrícula de todas as crianças da cidade, porém durante mais de um ano de descumprimento da resolução não foram tomadas medidas que pudessem solucionar este problema, como uma solicitação de auxílio ao Governo do Estado, por exemplo.
A pedido de alguns conselheiros, no dia 07/10/2014 o CME promoveu um Fórum, para ouvir os setores da sociedade que possuem um representante no próprio Conselho. O Fórum aconteceu no Centro de Formação de Educadores Professor Paulo Freire, em um auditório com capacidade para 120 pessoas. Durante o evento, 100% das pessoas que solicitaram a fala foram contra a alteração da Resolução n.º 001/2013. Fizeram uso da palavra, dentre outros, professores da rede municipal, ADI’s, estudantes universitários, professores universitários, membro do Conselho Tutelar e membros do Fórum em Defesa da Educação Infantil de PE.Após o Fórum, apenas o dia 28/10 foi dedicado à discussão daquele evento, em que os representantes da Secretaria de Educação municipal insistiam para que houvesse a votação a favor da alteração. Depois de muita discussão, o CME acatou continuar a discussão no dia 11 de novembro, a partir de propostas apresentadas pelos conselheiros, também de alteração e, proceder a votação. Conclui-se que o CME quer que seja feita a votação o mais rápido possível, desconsiderando, desta forma,a unanimidade das opiniões expressas no Fórum.
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