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O Arco Metropolitano e política

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Aldo Amaral – Presidente da Força Sindical de Pernambuco
A prática política é republicana. Esta frase está presente nos variados livros que abordam a teoria política. Contudo, na vida real, tal frase não é necessariamente encontrada no dia a dia da política. Por isto, o mais adequado é olhar a prática política como recomenda Maquiavel, ou seja, “a verdade efetiva das coisas”.
Nem sempre, infelizmente, a prática política é republicana, pois conflitos, os quais caracterizam a dinâmica política, possibilitam que o fim não seja o bem-estar da população, mas a conquista de benefícios privados. Quando esta prática passa a ser costumeira e intensa, Brasil e Pernambuco perdem.
A discussão sobre a construção do Arco Metropolitano está equivocada. Variadas pessoas desejam dar conotação eleitoral à discussão. Quem assim faz, erra, pois age de forma contrária aos interesses da população.  De um lado, está o Governo do Estado. Noutro lado, está o Governo Federal. Ambos iniciaram a discussão sobre o Arco Metropolitano. Em dado momento, o Governo Federal assumiu a obra. Observo que o diálogo entre eles está presente. Portanto, a expectativa é que o Arco Metropolitano saia do papel.
A construção de obras de infraestrutura é obrigação do estado. Tais obras podem ser realizadas em parceria com a iniciativa privada. Estados modernos e sábios fazem isto quando existe limitação de recurso financeiro. O Brasil, e em particular, nas regiões metropolitanas, sofre com a ausência de mobilidade eficiente. Hoje, a locomoção pela Região Metropolitana do Recife é um desafio para os trabalhadores.
Carlos mora em Recife. Mas precisará se deslocar até Goiana para trabalhar. Como ele fará? Certamente, hoje, ele sairá por volta das cinco da manhã para chegar ao seu trabalho às sete. E ele retornará de Goiana às dezessete horas. E, chegará à sua residência, por volta, das dezenove horas. Viagem cansativa. E o cansaço afeta o rendimento do trabalhador. Mas esta é, infelizmente, a realidade.  
A construção do Arco Metropolitano tem o objetivo de proporcionar mobilidade eficiente. Deste modo, Carlos poderá sair de casa às seis da manhã. E reencontrar a família às dezoito horas. Com isto, ele terá tempo de descansar, estudar e render mais no trabalho. Portanto, o debate sobre a construção do Arco Metropolitano não deve servir para disputas políticas. Mas, para o bem estar dos pernambucanos.