Curta o Paulista Atualizado no facebook e receba todas as nossas atualizações!

Compartilhar

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

Oposição cobra construção de escolas na Mata Sul

Recife - No dia 05 de janeiro, o governador Paulo Câmara (PSB), ao lado de todo seu secretariado, realizou no município de Palmares, na Mata Sul, um ato de assinatura de ordens de serviço para a construção e reforma de 13 escolas estaduais da Região. Hoje, quase cinco meses depois, a maior parte destas escolas encontra-se com as obras paralisadas ou em ritmo muito lento.



A denúncia foi feita no plenário da Assembleia Legislativa pelo líder da Bancada de Oposição, deputado estadual Silvio Costa Filho (PTB), na tarde desta quarta-feira (20).  “O governador Paulo Câmara, nos primeiros dias de sua gestão, foi a Palmares para assinar a ordem de serviço de reforma e construção de 13 escolas. Deste total, no entanto, apenas 05 unidades estão com suas obras em andamento. Já oito escolas enfrentam problemas, com obras em ritmo extremamente lento ou totalmente paralisadas”, afirmou Silvio.



O parlamentar lembra que as escolas devem atender a municípios como Primavera Bonito, Água Preta, Cortês, Quipapá, Sirinhaém, Barreiros e Palmares. “O que os professores, a população e lideranças da Mata Sul têm denunciado é que, desde a assinatura das ordens de serviço, oito das unidades enfrentam problemas na execução dos serviços”, lamenta Silvio. Ele citou os exemplos das escolas Carlos de Lima Cavalcanti, em Cortês, e Fernando Augusto Lima, em Palmares.



“Isto é muito preocupante porque é um investimento da ordem de mais de R$ 28 milhões. Estas obras deveriam inclusive ter sido realizadas desde 2010, dentro da Operação Reconstrução realizada pelo Governo do Estado para recuperar a região após as enchentes”, observou. Lançada pelo então governador Eduardo Campos, a iniciativa previa a realização de um conjunto de ações para reestruturar os 41 municípios da Mata Sul e Agreste pernambucano atingidos pelas enchentes de 2010.



Silvio informou que a Bancada de Oposição organizará uma visita às obras das escolas, para vistoriar a situação e cobrar que elas sejam aceleradas. “Nós já solicitamos uma ida de representantes do governo, da oposição, de membros da Comissão de Educação, para fazer uma vistoria destas obras e verificar em que estágio estão. Para que tenhamos os devidos esclarecimentos sobre esta paralisia”.



Serro Azul – Silvio aproveitou o pronunciamento para também cobrar a conclusão da barragem de Serro Azul, no município de Palmares, e anunciar uma visita dos deputados à obra agora no mês de junho.



“O governo federal já repassou mais de R$ 200 milhões para a obra. Já o Governo do Estado, que tinha pelo projeto uma contrapartida de R$ 140 milhões, só repassou R$ 70 milhões. E a obra anda a passos lentos porque infelizmente a gestão estadual não está tendo a capacidade de poder cobrir este passivo. Todos nós estamos na expectativa. Esta barragem era para ter sido entregue desde 2014“, cobrou.



Crédito da foto: João Bita / Alepe

Junior Matuto concede reajuste acima do piso e garante outras conquistas para os professores



Uma reunião na sede do Sindicato dos Professores da Rede de Ensino do Paulista (Sinprop), na tarde desta quarta-feira (20.05),  selou o entendimento entre a categoria e a gestão municipal. No encontro, o prefeito Junior Matuto assinou o acordo que concede reajuste salarial de 13,01% aos professores da rede, retroativo ao mês de abril e atende outros pleitos.

A medida beneficiará quase 1,3 mil funcionários, entre servidores e contratados, colocando Paulista entre os municípios que pagam o piso salarial da categoria. O retroativo ao mês de abril, período em que os filiados ao Sindicato dos Professores iniciaram as discussões sobre a data-base, será dividido em duas parcelas, a serem pagas nos meses de maio e junho.

Agora, com o fim das rodadas de negociação, o governo municipal prevê que o vencimento dos funcionários fique em torno de 3% acima do piso nacional, estipulado pelo do Ministério da Educação. Ao longo das negociações com a prefeitura, intermediada pela Secretaria Municipal de Administração, os professores não realizaram greve, o que dispensa a elaboração de um calendário de reposição de aulas. 

“O que fizemos aqui hoje foi reafirmar um compromisso estabelecido com o povo do Paulista de cuidar da educação. Não estamos só consolidando o piso dos professores, mas assumindo um compromisso de estabelecer um diálogo permanente com a categoria, para atender as reivindicações de melhorias das condições de trabalho. Acredito que com esse diálogo não teremos mais momentos de turbulência com a categoria”, analisou o prefeito.

Para o presidente do Sinprop, Gilberto Sabino, mais do que os 13,01%, houve outras conquistas para a categoria. “Fomos contemplados não apenas com o reajuste, mas conseguimos negociar um pacote de reivindicações. A partir do momento que o prefeito começou a participar das negociações consideramos que houve um grande avanço, pois o diálogo agora está aberto de forma permanente”, afirmou.

Também participaram do encontro os secretários municipais Carlos Júnior (Educação), Lúcio Genu (Administração) e Francisco Padilha (Assuntos Jurídicos), além do chefe de Gabinete, Carlos Barbosa da Silva.