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Usina Cruangi volta a moer e gera quatro mil empregos na Mata Norte


Após quatro anos inativa, a Usina Cruangi, em Timbaúba, retomou as atividades nesta terça-feira, 15, com a previsão de geração de quatro mil empregos diretos e de beneficiamento de 500 mil toneladas de cana-de-açúcar na próxima safra. O Governador Paulo Câmara e o secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Nilton Mota, acompanhados de parlamentares e representantes do setor, participaram da solenidade de reabertura da unidade, que será comandada pela Cooperativa da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco -COAF.

A reativação da Cruangi e da Pumaty, em Joaquim Nabuco, na Mata Sul, sob o comando de pequenos e médios fornecedores tornou-se realidade com o apoio do Governo de Pernambuco que reduziu em 50% a carga tributária nas operações com Álcool Etílico Hidratado Combustível (AEHC),  para usinas em recuperação judicial inativas há mais de um ano e que estejam arrendadas as cooperativas de produtores de cana-de-açúcar.

O governador, Paulo Câmara ressaltou que o mecanismo de incentivo fiscal e o cooperativismo vão facilitar a reabertura de outras usinas, impulsionando a economia canavieira do Estado. "Hoje tivemos a oportunidade de dar continuidade a esse trabalho, que é o sonho de muita gente. Sonho que foi construído junto. E um sonho, quando é construído junto, já dizia Dom Hélder, acontece. Doutor Arraes fez o que vocês já sabem em relação ao homem do campo. Eduardo herdou isso, e eu não posso ser diferente dessa escola que quer o bem de Pernambuco", enfatizou Camâra. 

Pernambuco é o segundo maior produtor de cana do Nordeste com uma produção estimada em 22 milhões de toneladas/ano. Já contabilizou 42 usinas em operação e, hoje, apenas 15 estão em atividade. “Este ato mostra o compromisso deste Governo em juntar as pessoas que querem o bem de Pernambuco e que fazem as coisas darem certo.  No Sudeste, uma  região mais próspera, cerca de 80 usinas foram fechadas. No entanto aqui, estamos fazendo a diferença e vamos mostrar para o país que na adversidade a gente transforma dificuldades em oportunidades”, explicou o Secretário de Agricultura e Reforma Agrária Nilton Mota.

Para o presidente da Coaf, Alexandre Andrade Lima,  reativar a usina Cruangi é a realização de um sonho. “A retomada das atividades deu uma sobrevida a indústria sucroalcooleira no estado, pois antes a cana estava indo para a Paraíba, e os impostos estavam sendo recolhidos lá. Com a reativação da vamos gerar riquezas na nossa terra. Só tenho que agradecer ao secretário Nilton Mota e ao Governador pelo apoio que nos foi dado” declarou Lima, esclarecendo que a Cruangi vai moer a cana fornecida pelos produtores dos municípios de Vicência, Bueno Aires, Nazaré, Aliança, Condado, Goiana, Macaparana, Timbaúba, Itambé, Ferreiros e parte de Carpina. 

Oposição e Simepe denunciam colapso da Saúde


Os cortes no orçamento do Estado, ainda não detalhados pelo Governo de Pernambuco, atingiram os serviços prestados à população, como a Saúde, embora o secretário da Fazenda, Márcio Stefani, incumbido da missão de anunciar a ampliação dos cortes em R$ 600 milhões, no último dia 24 de agosto, ter garantido que as áreas essenciais à população seriam preservadas.
Levantamento realizado pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), recebido pela Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco, faz um raio-X da saúde pública do Estado. “Segundo o relatório, 60% das cirurgias eletivas estão sendo suspensas por falta de fios, materiais cirúrgicos e antibióticos. Isso reforça a necessidade urgente de se encontrar saída para a área de saúde”, destacou líder da Bancada de Oposição, Silvio Costa Filho (PTB).
O parlamentar ocupou, na tarde desta terça-feira (15), mais uma vez a tribuna do plenário da Alepe para denunciar o descaso do Governo com a saúde do Estado e cobrar a apresentação de medidas concretas para solucionar a situação enfrentada pela população. “Diante desse quadro, não dá para apenas repassar as responsabilidades para o Governo Federal. Devemos evitar esse debate inócuo e procurar alternativas. Se é pra se corta verba, que se corte de uma obra, que pode esperar mais um ano, e não de uma cirurgia ou do atendimento à população”, criticou.
Embora o Governo do Estado atribua a crise na saúde do Estado ao corte nos repasses da União, o presidente do Simepe, Mário Jorge Lobo, afirma que não está claro se essa situação se deve, de fato, aos cortes do Governo Federal ou ao Governo do Estado. Lobo cita como exemplo o Hospital Regional de Palmares, que atrasou o pagamento aos profissionais de saúde embora os repasses da União estejam sendo feitos. “Nesse caso, o problema é a falta de repasse do Estado ao gestor do hospital, o Hospital Maria Lucinda. Quando foi para inaugurar, não faltou quem quisesse assumir a paternidade das obras. Agora, que faltam recursos, a culpa é sempre do outro”, comparou.
Para o deputado Edilson Silva (Psol), o que o relatório do Simepe deixa claro é que falta gestão política ao Governo do Estado. Área em que o governador Paulo Câmara já demostrou ser completamente inábil. “Temos exemplos de problemas em várias áreas, mas quando falamos na saúde a situação é sempre mais preocupante”, reforçou.
Os dados apresentados pelo Simepe revelam ainda demissões de médicos nas UPAs da Imbiribeira e do Cabo, além de expectativa de futuras demissões nas unidades do Torrões e Sotave, em Jaboatão. As restrições financeiras também resultaram no fechamento das pediatrias das UPAs do Cabo, Imbiribeira, Jaboatão, Olinda e Torrões.
Segundo a deputada Teresa Leitão (PT), o que chama a atenção nesses dados é o fato de o Simepe ter respaldado o programa de saúde do Estado nos dois governos de Eduardo Campos. “O fato de as críticas terem chegado a esse ponto mostra que a saúde do Estado está, mesmo, a caminho da UTI”, afirmou.
O estudo também revela, como fato preocupante, o fechamento de diversas UTIs nos hospitais pernambucanos, a exemplo da UTI 2 do Hospital Getúlio Vargas; UTI Coronariana do Hospital Agamenon Magalhães; UTI 3 do Hospital Metropolitano Miguel Arraes; além de dez leitos de UTI adulta no Hospital Barão de Lucena. Vale lembrar que estes hospitais atendem à população não só do Recife e Região Metropolitana, mas também de todo o interior do Estado.
No Hospital Miguel Arraes, uma das marcas do Governo Eduardo Campos, houve ainda a demissão de sete radiologistas do plantão noturno e redução do plantão desses profissionais de 24 horas para 12 horas diurnas. “Infelizmente estamos assistido a uma situação de calamidade e, se nada for feito, até o fim do ano vamos sofrer com o colapso da saúde do Estado. Além de não apresentar nada novo, o governador Paulo Câmara não está conseguindo sequer, manter os serviços herdados de seu padrinho político”, avaliou Costa Filho.





Principais pontos destacados pelo levantamento do Simepe:



Unidade                                           Problema



Hosp. Getúlio Vargas                   Fechamento da UTI 2, restando duas em funcionamento.





Hosp. Agamenon Magalhães     Fechamento da UTI Coronariana





Hosp. Miguel Arraes                     Fechamento da UTI 3

                                                           * Desativação de enfermaria de Cirurgia Geral

                                                           * Fechamento de 30 leitos de Ortopedia

                                                           * Redução de plantão dos radiologistas

                                                           * Demissão de sete radiologistas

                                                           * Fechamento de 30 leitos de traumato-ortopedia



Hosp. Barão de Lucena              Fechamento de 15 leitos de clínica médica

                                                           * Fechamento de 5 leitos  de clínica cirúrgica

                                                           * Fechamento de 10 leitos de UTI adulta

                                                           * Fechamento de 8 leitos de enfermaria pediátrica





UPAs                                        

(Cabo, Imbiribeira,                          Fechamento da Pediatria

Jaboatão, Olinda e Torrões)



IMIP                                                   Fechamento da reprodução humana e do bloquinho