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Resgatada por biólogos do Paulista, tartaruga marinha tem cabeça reconstituída após cirurgia inédita na cidade





A luta pela sobrevivência de uma tartaruga marinha da espécie “Oliva”, resgatada com ferimentos graves na cabeça, na praia de Maria Farinha, mobilizou biólogos da Prefeitura do Paulista. Após receber um chamado, os funcionários da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) conseguiram socorrer o animal com segurança e leva-lo a uma clínica especializada no bairro do Janga. No local, o veterinário Jadson Queiroz realizou uma intervenção cirúrgica que possibilitou a reconstituição da cabeça do animal, que agora está em fase de recuperação na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
            A expectativa é de que nesta sexta-feira (25.09) a tartaruga seja submetida a uma nova avaliação, e dependendo da situação, poderá fazer outra cirurgia. O animal continua sendo acompanhado por profissionais da prefeitura. Essa foi a primeira vez que um bicho desse porte passou por uma cirurgia de reconstituição na cidade.
            Os funcionários do município envolvidos no resgate da tartaruga acreditam que o ferimento na cabeça do animal pode ter sido provocado por uma moto aquática (Jet-ski). Essa constatação faz parte das experiências adquiridas com o trabalho de monitoramento da orla, através do Programa Praia Viva. Essa iniciativa conta com o apoio da ONG EcoAssociados.   
            Ele teve início no final do ano passado, tendo registrado a ocorrência de mais de 12 ninhos de tartarugas da espécie “Pente” no litoral, principalmente, nas praias de Enseadinha e Pontal de Maria Farinha, totalizando o nascimento de mais de mil filhotes.
            “O Programa Praia Viva tem uma importância de grande relevância para a preservação das tartarugas marinhas no Estado de Pernambuco. Atualmente, apenas Porto de Galinhas possui uma base de monitoramento da EcoAssociados, que realiza esse trabalho no Estado, com condições de resgatar os animais feridos e submetê-los a reabilitação” comenta o secretário municipal de Meio Ambiente, Leslie Tavares.
            A tartaruga Oliva é uma espécie carnívora e alimenta-se de peixes, moluscos, crustáceos, águas-vivas, ovos de peixe e eventualmente algas.  Seu habitat natural é principalmente nas águas rasas, mas também aparecem em mar aberto. A área de desova está localizada entre o litoral sul do estado de Alagoas e o litoral norte da Bahia com maior densidade de desovas no estado de Sergipe. Segundo o Projeto Tamar, existem cerca de 800 mil fêmeas em idade reprodutiva.
NOVIDADE NO LITORAL - De acordo com o diretor de Unidades de Conservação e Biodiversidade da SEMMA, Murilo Chagas, a espécie encontrada em Maria Farinha ainda não tinha sido localizada no município. “E por ser uma espécie ameaçada de extinção e pouco encontrada no litoral pernambucano, as ações do Programa Praia Viva torna-se uma importante ferramenta de educação ambiental para informar e sensibilizar a população para a preservação das praias e do manejo das embarcações”, destaca.

Base Nacional Curricular: senador Fernando Bezerra propõe audiência pública com ministro da Educação

Brasília, 22/09/15 – Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) sugeriu, nesta terça-feira (22), que o Senado Federal realize audiência pública para o aprofundamento das discussões sobre a Base Nacional Curricular, documento apresentado pelo Ministério da Educação (MEC), semana passada, que pretende unificar as bases dos ensinos infantil, fundamental e médio em todo o país. “Será, certamente, um momento extremamente rico, em que poderemos apresentar as nossas contribuições e ouvir tanto o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, quanto pesquisadores e estudiosos”, defendeu o senador, durante pronunciamento na Tribuna do Senado.
De acordo com o MEC, mais de 190 mil escolas brasileiras serão abrangidas pela Base Nacional Curricular, que vai definir 60% da grade em quatro grandes eixos: Linguagens. Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. “É, portanto, uma discussão fundamental para o futuro e a formação das próximas gerações no Brasil”, reforçou Fernando Bezerra. Ao lembrar os 32 anos de vida pública – tendo sido prefeito de Petrolina por três vezes – o senador destacou as “enormes” diferenças entre as escolas do país.

“Sei que os municípios e as cidades mais ricas conseguem proporcionar um ensino melhor que o das regiões mais pobres”, afirmou. “Esta distorção reforça as desigualdades no Brasil, criando estudantes de segunda e terceira classes, que recebem pouco conhecimento, aprendem menos ainda e acabam condenados ao subdesenvolvimento”, acrescentou Fernando Bezerra Coelho.

Na avaliação do senador, a proposta do MEC em criar uma Base Nacional Curricular chega com alguns anos de atraso; “mas, deve ser elogiada” porque, segundo Bezerra Coelho, o projeto representa um avanço para o país. “Temos nas mãos uma grande oportunidade para colaborar com a educação de forma direta, reunindo homens e mulheres dispostos a empregar seus melhores esforços em prol da mais transformadora ferramenta social que existe: o ensino”, disse. “Com um currículo unificado de Norte a Sul, poderemos ter os mesmos parâmetros de qualificação profissional dos corpos docentes e melhorar a qualidade do material didático”, completou.

PROJETOS – O senador relembrou que apresentou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 80/2015, que cria a Carreira Nacional de Magistério para os professores do ensino básico no país. “A ideia é justamente unificar o padrão do ensino público para que o aluno de uma escola estadual do Pará, estado que teve a pior avaliação pelo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, possa ter a mesma educação que outro estudante de São Paulo, onde estão os melhores resultados”, explicou Fernando Bezerra.

Para corrigir tal realidade, o senador também apresentou o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 338/2015. O PLS eleva de 60% para 70% a parcela dos recursos anuais totais do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb) para o pagamento da remuneração dos profissionais do Magistério da Educação Básica.

DIÁLOGO – Durante o pronunciamento na Tribuna do Senado, Fernando Bezerra Coelho fez um apelo ao governo federal para que seja retomado o diálogo com os servidores das universidades e dos institutos federais de ensino. “Há unidades em que a greve dos trabalhadores já se estende por mais de 120 dias, desmontando todo o calendário letivo deste ano”, observou. “Uma gestão deve ter a sensibilidade de compreender que não é possível fazer cortes bruscos num setor como a Educação, para não correr o risco de comprometer o futuro”, acrescentou o senador, referindo-se ao corte de 75% no Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap).
PETROLINA – Ao final do pronunciamento, Fernando Bezerra homenageou a cidade de Petrolina (PE) pelos 120 anos de antecipação política do município, comemorados ontem, dia 21 de setembro. “Ao longo de sua trajetória, pela força do trabalho de seus filhos – trabalhadores, empresários, comerciantes, profissionais liberais – (Petrolina) se transformou em uma referência para o desenvolvimento de Pernambuco, do Nordeste, do Brasil”, ressaltou. “Quero, da Tribuna do Senado Federal, levar os nossos aplausos a toda a gente boa e o generoso povo da minha querida Petrolina”, acrescentou o senador.
Confira a íntegra do pronunciamento:

“Senhor Presidente,
Senhoras Senadoras e Senhores Senadores,
Na semana passada o MEC - Ministério da Educação, apresentou a primeira versão da Base Nacional Curricular, o documento que pretende unificar as bases dos ensinos infantil, fundamental e médio em todo o país.
Mais de 190 mil escolas brasileiras serão atingidas com o projeto, que vai definir 60% da grade curricular em quatro grandes eixos: Linguagens. Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. É, portanto, uma discussão fundamental para o futuro e a formação das próximas gerações no Brasil.
O documento, segundo o próprio MEC deixa claro no seu portal da internet, está aberto a críticas e sugestões. É algo para ser construído com a colaboração de professores, estudantes, movimentos sociais e todos os interessados em colaborar com uma melhor qualidade de ensino.
Por isto, senhor presidente, colegas de Senado, proponho desde já que realizemos aqui nessa casa uma audiência pública para discutir o texto apresentado pelo MEC. Será, certamente, um momento extremamente rico, em que poderemos apresentar as nossas contribuições e ouvir tanto o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, quanto pesquisadores e estudiosos.
Senhor Presidente,
Estou na vida pública há 32 anos, já tendo sido prefeito da minha cidade por três vezes. Tenho, portanto, conhecimento das enormes diferenças entre as escolas no Brasil. Sei que os municípios e cidades mais ricas conseguem proporcionar um ensino melhor que o das regiões mais pobres.
Esta distorção reforça as desigualdades no país, criando estudantes de segunda e terceira classes, que recebem pouco conhecimento, aprendem menos ainda e acabam condenados ao subdesenvolvimento.
Apresentei aqui no Senado a Proposta de Emenda Constitucional número 80/2015, que cria a carreira nacional de magistério para os professores do ensino básico no país. A ideia é justamente unificar o padrão do ensino público, para que o aluno de uma escola estadual do Pará, estado que teve a pior avaliação pelo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB, possa ter a mesma educação que outro em São Paulo, onde estão os melhores resultados.
Essa é uma responsabilidade que recai sobre nós, que assumimos nas ruas o compromisso de lutar por uma educação mais qualificada para nossos jovens.
No entanto, sabemos que estados e municípios estão estrangulados, com poucos recursos e quase nenhuma capacidade de investimento. Para corrigir tal realidade também apresentei o Projeto de Lei do Senado número 338/2015 que eleva de 60 para 70% a parcela dos recursos anuais totais do Fundo Nacional da Educação Básica, o FUNDEB, para pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em exercício.
Senhor Presidente,
A proposta do Ministério da Educação em criar uma Base Nacional Curricular chega com alguns anos de atraso, é verdade, mas deve ser elogiada. É um avanço para o Brasil que precisamos aproveitar. Temos nas mãos uma grande oportunidade para colaborar com a educação de forma direta, reunindo homens e mulheres dispostos a empregar seus melhores esforços em prol da mais transformadora ferramenta social que existe: o ensino.
Com um currículo unificado de Norte a Sul poderemos ter os mesmos parâmetros de qualificação profissional dos corpos docentes e melhorar a qualidade do material didático que é entregue. Hoje, há escolas que recebem livros didáticos com conteúdo que jamais será trabalhado em sala de aula, devido as grandes divergências curriculares.
Uma boa definição sobre o ensino no país foi dada pelo gerente de conteúdo da Organização Não Governamental Todos pela Educação, Ricardo Falzetta, em entrevista ao jornal Correio Braziliense da semana passada. Ele classificou a condição de estudante no Brasil como uma roleta russa. Se a criança nasce numa região mais organizada, se dá bem. Caso contrário, terá pouquíssimas chances de competir às melhores vagas.
Quero reforçar minha proposta para que façamos aqui essa audiência pública de forma democrática e com ampla participação social. Neste momento em que o Senado propõe uma nova agenda ao Brasil é primordial que poss