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Oposição volta a cobrar resposta do Governo sobre Itaquitinga

A Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco cobrou, na sessão desta segunda-feira (19), um posicionamento do Governo do Estado sobre o futuro do Centro Integrado de Ressocialização (CIR) de Itaquitinga e as denúncias, divulgadas pela versão online da Revista Veja, sobre o repasse de recursos da Odebrecht para o financiamento da Reintegra Brasil, sociedade de propósito específico constituída para a construção e operação do complexo prisional.

Em meio às denúncias apresentadas pela Veja, termina em dez dias o prazo para definir a caducidade do contrato com a Reintegra Brasil, sem que o Estado tenha, até agora, sinalizado como vai resolver o imbróglio que se tornou a PPP de Itaquitinga. Ao todo, foram 180 dias desde que foi decretada a intervenção do Estado no contrato e mais um prazo extra de 90 dias, anunciado pelo secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, mas nenhuma medida prática foi anunciada.

No Plenário, o deputado Edilson Silva (PSOL) criticou nesta segunda (19) o silêncio do Governo e da Bancada Governista e anunciou que, já que o Governo não esclarece a situação da PPP de Itaquitinga, os parlamentares da Oposição vão atrás das informações. “Enquanto o Governo silencia, novas informações aparecem na Imprensa. Estamos estudando a possibilidade de ir a Salvador para escutar o empresário Eduardo Filho (diretor da construtora Advance), que têm feito as denúncias na imprensa nacional”, destacou. A Advance foi a vencedora da licitação da PPP, mas próximo ao término das obras parou os trabalhos por dificuldades financeiras.

De acordo com o líder da Bancada de Oposição, deputado Silvio Costa Filho (PTB), o envolvimento da Odebrecht já havia sido citado na última audiência pública realizada para discutir o tema. “O Estado diz que vai assumir a obras, mas não diz como fará isso no atual cenário de restrições financeiras. O Governo precisa esclarecer o futuro de Itaquitinga e como ficará a situação dos fornecedores e dos trabalhadores?”, indagou.