Curta o Paulista Atualizado no facebook e receba todas as nossas atualizações!

Compartilhar

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

Mostra de cinema atual espanhol em cartaz no Recife


Entre os dias 10 e 14 de novembro, será exibida no Recife a edição 2015 da “Mostra de Cinema Atual Espanhol” realizada pelo Escritório Cultural da Embaixada da Espanha no Brasil, a Sociedade Cultural Brasil-Espanha e o Instituto Cervantes. Este ano, a mostra traz uma seleção de cinco filmes que representam a pluralidade de formatos no cinema espanhol. As sessões têm entrada gratuita e acontecem sempre às 19h, no auditório da Livraria Cultura do Paço Alfândega.

Comédia, drama, documentário e ficção compõem a mostra, que inclui longas premiados e aclamados pela crítica como o filme “Viver é fácil com os olhos fechados”, do diretor David Trueba, vencedor de seis prêmios Goya. A comédia conta a história de um professor de gramática que usa músicas dos Beatles para ensinar inglês na Espanha em 1966 e descobre que John Lennon vai visitar a província da Almeria durante as gravações de um filme. Também serão exibidos o drama financiado por crowdfunding  ‘Stockholm’, do diretor Rodrigo Sorogogyen; a ficção ‘Pessoas em lugares’, com direção de Juan Cavestany; o documentário ‘A praga’, do diretor Neús Ballús e o longa ‘A ferida’, que tem a direção de Fernando Franco.

A crise econômica na Espanha teve várias consequências na indústria. No âmbito cinematográfico houve uma diminuição na produção de filmes, aumento na pluralidade de conteúdos e formatos, maior atenção às preferências do público e novas formas de financiamento. O risco virou oportunidade e os diretores espanhóis começaram a propor filmes mais pessoais e originais com produtos finais admiráveis, apesar das dificuldades.

Belo Horizonte foi a primeira cidade a receber a mostra que depois passou por Porto Alegre, Belém, Aracaju, Florianópolis, Vitória, Brasília, Salvador, Curitiba e Manaus. Após esta semana no Recife, será a vez do Rio de Janeiro e São Paulo, que encerra o giro desta edição no Brasil.

A livraria cultura fica na Rua Madre de Deus, s/n, no Recife Antigo. A entrada é gratuita e sujeita à lotação do espaço. Mais informações com o Instituto Cervantes através do telefone (81) 3334-0450 ou com a Livraria Cultura no (81) 2102-4033.

PROGRAMAÇÃO

10/11 terça-feira 19h

Viver é Fácil Com os Olhos Fechados (108 min /12 anos)
Direção: David Trueba
Sinopse: Antônio, um professor de gramática que usa músicas dos Beatles para ensinar inglês na Espanha em 1966, descobre que John Lennon vai visitar a província da Almeria durante as gravações de um filme. Determinado a conhecê-lo, ele dirige pela estrada em sua jornada. No caminho, dá carona a um garoto de 16 anos que fugiu de casa e uma garota de 21 que também parece estar fugindo de algo.

11/11 quarta-feira 19h
Stockholm  (89 min /16 anos)
Direção: Rodrigo Sorogoyen
Sinopse: Em uma noite em uma balada, você vê uma mulher e fica apaixonado imediatamente. Você fala com ela, mas não acredita. Teima em acompanhá-la e consegue ficar com ela o resto da noite. O que aconteceria se na manhã seguinte ela não é a mulher que parecia ser? Uma noite, numa balada, você está cansada e aparece o típico homem que fala que se apaixonou por você. Você fala para ele ir embora, mas ele insiste. Você percebe que não é o típico homem: é engraçado e charmoso. O que aconteceria se na manhã seguinte não é o homem que parecia ser?

12/11 quinta-feira 19h

Pessoas em Lugares (77 min /Livre)
Direção: Juan Cavestany
Sinopse: Um conto “caleidoscópico”, como define o próprio diretor Juan Cavestany, este experimento parece fazer aleatoriamente o seu caminho através da comédia, do drama, da crônica social, do horror e do surrealismo, com um único denominador comum: a poesia intransigente da condição humana contra a investida do inusitado e do caótico. Um filme ambicioso, composto por 20 cenas curtas, com diferentes tons e temas. Não há nenhuma ligação entre elas, muito pelo contrário. A arbitrariedade por si só dá um sentimento de unidade ao discurso.

13/11 sexta-feira – 19h

A Ferida (99 min/16 anos)
Direção: Fernando Franco
Sinopse: Ana é uma motorista de ambulância de 28 anos. Apesar de eficiente em seu trabalho, ela tem problemas sérios em se relacionar com os outros sendo socialmente desajeitada e até agressiva com os que são próximos a ela. Isso a deixa infeliz e muito culpada o que a leva até a violência. O que ela não sabe é que sofre do que os psiquiatras chamam de Transtorno de Personalidade Limítrofe.

14/11 sábado – 19h

A Praga (85 min/Livre)
Direção: Neús Ballús
Sinopse: Raul é um agricultor que quer plantar alimentos orgânicos. Para ajudá-lo, ele contrata Iurie, um lutador de luta-livre da Moldávia (Europa) que ganha a vida com o que aparece à sua frente. Aos poucos, suas histórias cruzam a vida de três mulheres solitárias: Maria, uma senhora obrigada a deixar sua casa no interior e viver em um asilo; Rose, uma enfermeira filipina que acaba de chegar ao país; e Maribel, uma prostituta com cada vez menos clientes.

Serviço
O quê: Mostra de Cinema Atual Espanhol 2015
Data: 10 a 14 de novembro de 2015
Horário: 19h
Local: Livraria Cultura do Paço Alfândega – Rua Madre de Deus s/n, Recife Antigo - Recife.
Entrada Gratuita

Agassiz Almeida: Onde se encontra aquela revolucionária da década de 1970?



Presidenta, reaja a essa elite corrupta e covarde. Olhe a história que é imortal, e não o efêmero cargo presidencial.

Ubi est illa, aquela valente que varou as montanhas mineiras e disse ao Brasil que a liberdade não tinha preço.

Ubi est illa, aquela guerrilheira que frente aos carrascos da ditadura militar não se curvou, como milhares de companheiros presos, torturados e mortos não delataram e nem se acovardaram.

Ubi est illa, aquela combatente cuja postura na prisão retratada em foto marcou a sua personalidade.

Onde... onde... onde se encontra? Um profeta do Tibete falou: ocupa o cargo de presidente da República do Brasil, encurralada e perdida nos fios de Ariadne, debatendo-se entre os Eduardo Cunha e uma rede de corruptos e oportunistas que sangra o país.
Presidenta, fale à nação com destemor, sem medo dos panelaços vindos dos apartamentos luxuosos de ricaços empanturrados de privilégios como os de Ponta Negra, Natal, Praia de Belas, Porto Alegre, Cabo Branco, João Pessoa, Copacabana, Rio de Janeiro e Morumbi, São Paulo.

Presidenta, fale à nação e tenha coragem de assumir os seus erros que tiveram a aprovação silenciosa da sociedade e de uma oposição oportunista.
Presidenta, fale à nação antes que um furacão da demagogia cínica lhe abata.
Qual o comportamento dessa oposição bufônica quando o Governo Federal adotou ações de grandes impactos orçamentários?

Muitos aplaudiram e outros tantos silenciaram.

Onde estava e o que falou a burlesca oposição quando o Governo Federal, do qual todos fazem parte direta ou indiretamente, gastou e perdeu recursos orçamentários excessivos com congelamento de tarifas, desobrigações fiscais, inclusive construção de estádios de futebol, isenção do IPI para veículos automotores e isenção de impostos sobre dividendos e lucros de empresas, totalizando um montante em torno de 300 bilhões de reais?
Diante dessas enormes despesas como agiam os corifeus da oposição? Bajulando os EUA e o grande capital com afrontosas agressões a estes líderes sul-americanos do porte de Cristina Kirchner, Nicolás Maduro, Evo Morales, Rafael Correa e Michelle Bachelet.
E como uma das tantas peraltices os sanchos panças da oposição fizeram uma viagem à Venezuela no propósito de se solidarizarem com o terrorista de Estado Leopoldo López.
O que resultou dessa peça quixotesca? Uma gargalhada universal.

Paremos um pouco. Olhemos num olhar shakespeariano o burlesco drama dos bilionários encarcerados pela Operação Lava Jato, lá em Curitiba. Que tipos sórdidos! Neles está escancarada a cara da poderosa elite do país. Cevados nas tetas do Estado, de governo a governo, e presos flagrados na partilha do butim, e de forma infame, traem uns aos outros, num dedurismo cretino alcunhado com o pomposo nome de Delação Premiada. Este cenário torpe me lembra uma passagem da Divina Comédia de Dante Alighieri, no inferno, quando um bando de cachorros são lançados numa jaula e se mordem entre eles, com latidos e uivos aterrorizantes.

Quando o Golpe Militar de 64 desabou sobre a nação milhares de companheiros foram presos, torturados e assassinados. Poucos deles se fizeram delatores. Que contraste com os avacalhados bilionários da Operação Lava Jato.

Presidenta, levante-se! Olhe a História! Nela ressoam os passos daqueles que lutaram e fizeram a humanidade caminhar.

Obs.: Ubi est illa, expressão latina usada por Cícero no Senado Romano, há mais de 2.000 anos, que significa Onde se encontra.


Nota: Agassiz Almeida é escritor, ativista dos direitos humanos, deputado federal constituinte de 1988, autor das obras 500 anos do povo brasileiro, A república das elites, A ditadura dos generais; e recentemente lançou o livro O fenômeno humano. É considerado pela crítica como um dos grandes ensaístas do país (Dados colhidos na Wikipédia).