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No Senado, Fernando Bezerra faz homenagem aos 70 anos do Hospital do Câncer de Pernambuco


Brasília, 10/11/15 – Na tarde deste 10 de “Novembro Azul” – mês dedicado à prevenção do câncer de próstata –, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) subiu à Tribuna do Senado Federal para homenagear os 70 anos do Hospital do Câncer de Pernambuco/Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer, comemorados ontem (9). Ao observar que a renomada unidade de saúde é fruto do voluntariado, Fernando Bezerra destacou que o hospital vivencia “uma nova fase de gestão, sólida e sustentável, em sua missão de proporcionar um tratamento humanizado, integral e de excelência em saúde”.

Mais cedo, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o parlamentar homenageou a instituição durante análise de projeto de lei (PLS 645/2011) que concede benefícios fiscais, na declaração de imposto de renda, a serviços de saúde que atuam na prevenção e no tratamento oncológico. Na CAE, Fernando Bezerra também destacou a construção do Hospital Dom Tomaz, em Petrolina (PE), terra natal do senador. Administrado pela Associação Petrolinense de Amparo à Maternidade e à Infância (Apami), a unidade oferecerá tratamento preventivo, exames, cirurgias, quimioterapia e radioterapia na área oncológica.

Já o Hospital do Câncer de Pernambuco – segundo destacou o senador, na Tribuna do Senado – conta com estrutura capacitada para atender cerca de 55% dos pacientes oncológicos do estado. Mantido com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), do Governo de Pernambuco e de doações de pessoas físicas e jurídicas, a unidade filantrópica realiza cerca de 1,2 mil procedimentos diários, entre cirurgias, consultas, sessões de quimioterapia e radioterapia, além de atendimentos multiprofissionais.

“A partir da década de 1980, a crise começou a bater às portas do hospital”, lembrou o senador, ressaltando a dedicação de diferentes lideranças pernambucanas – entre elas, Eduardo Campos –, que se empenharam para o restabelecimento da qualidade dos serviços atualmente oferecidos à população. “Revigorado depois da crise mais grave, o Hospital do Câncer vivencia, agora, novos desafios e superações diante do quadro nacional de dificuldades e escassez de recursos no setor de saúde pública”, afirmou.

Durante a homenagem, Fernando Bezerra Coelho defendeu que o Hospital do Câncer de Pernambuco adote uma nova denominação “mais condizente com a moderna terminologia na área médica”. Segundo o senador, admiradores da instituição – entre eles, estudiosos de saúde e comunicadores – propõem que o nome da unidade seja alterado para Hospital de Oncologia Esther Souto Carvalho. “Em homenagem a uma das mais notáveis beneméritas e filantropas de Pernambuco”, destacou o senador.

Confira a íntegra do pronunciamento:

            “Venho a esta tribuna para fazer uma homenagem a Instituição filantrópica e beneficente, a Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer - Hospital do Câncer que completou 70 anos de existência no dia de ontem, vivenciando uma nova fase de gestão, sólida e sustentável, em sua missão de proporcionar um tratamento humanizado, integral e de excelência em saúde.
           O embrião da Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer foi gerado em um movimento social no ano de 1945, sob a liderança de duas bravas mulheres: dona Dília Henriques, esposa do médico José Henriques, e dona Esther Souto Carvalho, casada com o empresário e esportista Aldemar da Costa Carvalho. Juntas, elas mobilizaram comerciantes, médicos e profissionais liberais de diversas áreas em favor da causa.
            A Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer, uma entidade jurídica, é a mantenedora e administradora do Hospital do Câncer, criado inicialmente como Clínica do Câncer.
 Senhor presidente,
           O ponto de origem de todo este legado foi o voluntariado. A família Costa Carvalho doou o terreno da Av. Cruz Cabugá onde foi instalado o primeiro pavilhão de atendimento com 15 leitos. Com espírito visionário e humanitário, as pioneiras da Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer realizaram mutirão junto às classes empresariais para angariar recursos destinados à edificação do hospital e aquisição de equipamentos.
           O voluntariado, aliás, está incorporado à tradição do Hospital do Câncer de Pernambuco. No mês de julho deste ano, um grupo formado por 18 arquitetos sensibilizou comerciantes e fornecedores para a doação de materiais aplicados em reformas e melhorias de 19 ambientes do hospital, para oferecer mais comodidade e conforto aos pacientes e visitantes. A cultura de donativos também faz parte da tradição do Hospital do Câncer como forma de angariar receitas, sempre contando com credibilidade e receptividade por parte da população.
            Com estrutura capacitada para atender cerca de 55 por cento dos pacientes oncológicos do Estado, o Hospital do Câncer é um hospital filantrópico mantido com recursos do SUS, Governo do Estado e doações de pessoas físicas e jurídicas e realiza atualmente cerca de 1.200 procedimentos diários, entre cirurgias, consultas, sessões de quimio e radioterapia e atendimentos multiprofissionais. Para tanto dispõe de 274 leitos, 9 enfermarias, 22 leitos nas emergências, 16 leitos nas UTIs, 14 leitos de pediatria e 8 salas de cirurgia. O setor de urgência funciona 24 horas. 
            Senhor presidente,
           Entre as décadas de 1950 e 1970, o Hospital do Câncer pôde levar ao Recife palestrantes e especialistas internacionais, implementando novas tecnologias e dispondo de equipamentos modernos no combate à doença, transformando-se numa referência nacional.
            A partir da década de 1980 a crise começou a bater às portas da unidade. O acúmulo de dívidas com fornecedores, a falta de recursos para manutenção e atrasos no pagamento do funcionalismo geraram uma situação de insolvência nas atividades do HCP, única emergência oncológica de Pernambuco. O montante da dívida chegou a R$ 54 milhões. Mais grave era a dívida social para com os pacientes mais necessitados.
            As obras do prédio anexo ficaram paralisadas durante 17 anos. No limite da sobrevivência, mantenedores e funcionários do Hospital apelaram ao então governador Eduardo Campos em busca de uma solução.