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Blitz educativa e atendimento em Unidade Móvel marcam chegada da Caravana do Detran em Paulista

Os motociclistas que passaram nesta terça-feira (1º.12) pela Avenida Marechal Floriano Peixoto, no Centro do Paulista, receberam uma série de orientações sobre segurança no trânsito. Uma blitz educativa foi montada em frente à Igreja Matriz de Santa Isabel com a participação dos palhaços da Turma do Fon Fon. Os arte educadores do Detran e os agentes de trânsito do município distribuíram panfletos informativos e deram dicas em geral aos condutores de motos.
            O autônomo Felipe Campos, que pilota há pouco mais de dois anos, estava a caminho do trabalho quando foi abordado pelos arte educadores. “Gostei muito dessa ação aqui no Centro do Paulista porque tive a oportunidade de saber mais detalhes sobre segurança no trânsito”, destacou. O jovem foi apenas um dos 200 condutores abordados durante a ação, que está sendo coordenada no município pela Secretaria de Mobilidade e Transportes.
            Além da blitz educativa, o público também pode aproveitar para tirar dúvidas, obter informações e resolver pendências na Unidade Móvel do Detran, que está instalada na Praça Agamenon Magalhães, em frente à Prefeitura do Paulista. O atendimento no local acontece também nesta quarta-feira (02.12) das 09h às 16h. A ação faz parte da Caravana Detran nos municípios, que também conta com outras ações, dentre elas, a capacitação de professores da rede municipal e inspeção aos Centros de Formação de condutores (CFC’s) da cidade.
            O secretário de Mobilidade e Transporte do Paulista, Evanil Belém, participou das atividades nesta terça-feira. Ele destacou a importância da parceria com o Governo de Pernambuco. “Essa é uma iniciativa muito importante para a cidade porque traz uma série de serviços para os condutores. Vamos manter esse contato permanente com o pessoal do Detran para viabilizar outras ações tão importante quanto essa da Caravana nos Municípios”, adiantou.  

DEBATE – Em parceria com o Detran-PE, a Prefeitura do Paulista promove nesta quarta-feira (02.12) o Fórum de Educação no Trânsito. O evento, que acontece, às 10h, no auditório da Faculdade Joaquim Nabuco, no Centro da cidade, conta com a participação de especialistas na área de saúde e mobilidade urbana. Os profissionais vão discutir, entre outros pontos, sobre a questão da segurança no trânsito e os acidentes envolvendo condutores de motos. As palestras ficam por conta de gestores do Departamento Estadual de Trânsito, Gabriela Porto e Ivson Correia. 

Fernando Bezerra Coelho sai em defesa do projeto Pontal do Sequeiro de agricultura familiar

Brasília01/12/2015- O senador Fernando Bezerra Coelho fez nesta terça-feira (01/12) um pronunciamento em defesa do projeto Pontal do Sequeiro, que beneficia milhares de famílias na região de Petrolina e Juazeiro (BA). Os colonos do pontal estão enfrentando a ameaça de ter o projeto interrompido, em função dos cortes orçamentários da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf).  Durante o final de semana o senador esteve em Petrolina para uma série de compromissos e recebeu do Sindicato dos Trabalhadores Rurais uma carta com reivindicações do setor, para que o Pontal continue produtivo e gerando empregos e renda.   
 “Esperamos, através de pronunciamentos como este, mobilizar a vontade dos governos estaduais e federal, para o desenvolvimento de projetos como o Pontal Sequeiro, iniciativa que pode seguramente inscrever-se como mais um importante passo para garantir vida digna a milhares de famílias que, enfrentando todo tipo de dificuldades, não abandonam a terra dos seus antepassados e não abdicam de produzir no semiárido nordestino”, afirmou Fernando Bezerra, que encaminhou cópia da pauta dos trabalhadores à presidência da Codevasf e ao Ministério da Integração Nacional.
 Apesar da grave seca que o Vale do São Francisco está enfrentando, o Pontal do Sequeiro vem colhendo bons frutos. O projeto tem como fundamento o associativismo e a produção em condomínio. Cada propriedade mede 50 hectares, sendo 40 manejados como caatinga e 10 dotados de água permanente, permitindo a produção de ração à base de capim e palma, além de apicultura e fruticultura nativa. Os colonos contam ainda com uma faixa irrigada, que é utilizada para complementar a ração dos pequenos rebanhos.
“Os resultados são animadores e nos estimulam a difundir essa concepção. É o caso de aproveitar áreas contíguas a outros projetos de irrigação, terras próximas a açudes de maior porte e, por que não, áreas vizinhas a canais, como o da Transposição e outros já citados, que estão sendo planejados e construídos”, afirmou. Bastante envolvido com a causa da irrigação, Fernando Bezerra destacou que a agricultura familiar se apoia em técnicas que vem sendo utilizadas há milênios, em diversos territórios do planeta, mas que podem ser melhoradas, garantindo mais produtividade graças às novas tecnologias.
“Os grandes açudes permitiram reservar água e regularizar rios, como o próprio São Francisco. Os perímetros irrigados de grande porte criaram empregos e viabilizaram a consolidação de concentrações urbanas modernas. Os canais contribuirão para a segurança hídrica. E projetos como o Pontal Sequeiro poderão permitir o desenvolvimento da produção rural sustentada em vários nichos espalhados pelo semiárido”, disse. Confira abaixo a íntegra do pronunciamento do senador.

Mais informações – Assessoria de Imprensa:
Aquiles Lopes: (81) 98115-4953
Renatha Melo: (61) 3303-2133
John Kennedy Gurgel: (61) 3303-2184


DO SENADOR FERNANDO BEZERRA COELHO (PSB – PE)


Senhor presidente,

         Senhores senadores, senhoras senadoras,


         Já no século XIX, o Brasil mobilizou-se para enfrentar os efeitos dramáticos da seca no semiárido. Diz-se que D. Pedro II teria garantido empenhar as joias da coroa para socorrer a região.

                   Na primeira iniciativa de envergadura, resolveu-se construir os grandes açudes. De maneira otimista, imaginava-se poder influenciar inclusive o clima, a partir da evaporação possibilitada pelo surgimento dos grandes espelhos d'água. A construção de Orós, com todos os seus percalços, é um marco desta fase. As secas, porém, não respeitaram os grandes açudes e continuaram a vitimar a população sertaneja.

                   O próximo grande capítulo desta saga envolveu o lançamento dos primeiros grandes projetos de irrigação, o Jaíba em Minas e o Nilo Coelho em Petrolina, acompanhados de vários outros perímetros de médio e pequeno porte. Os resultados colhidos foram muito importantes. O desenvolvimento do polo Petrolina-Juazeiro é um testemunho disso.

                   O desafio agora é outro. Enquanto se recupera a capacidade de investimento estatal, para poder tocar a próxima geração de projetos de grande porte, como o canal do Sertão e o Entremontes, em Pernambuco, o Eixo Sul, na Bahia, e o canal de Xingó, em Sergipe, temos que conceber projetos que possam atender a população difusa.
                   A irrigação clássica exige solos aptos e muita vazão. Um perímetro como o Nilo Coelho consome mais água do que a região metropolitana do Recife. A proposta agora é promover o desenvolvimento rural do semiárido através da garantia do fornecimento de pequenas dotações d'água. É difícil, para quem não vive as dificuldades da região, imaginar o efeito que um pouco d'água pode fazer na vida de uma família que ali se dedica à pequena pecuária ou à agricultura de sustento.

                   O primeiro projeto, de iniciativa da Codevasf, já está instalado e funcionando. Trata-se do Pontal Sequeiro, um projeto baseado no fornecimento de pequenas vazões d'água a produtores assentados nas áreas não irrigadas do perímetro do Pontal, no município de Petrolina.

                   O projeto lida fortemente com o associativismo e a produção em condomínio. Cada família conta com 50 hectares. Destes, 40 hectares são manejados como caatinga e 10 hectares se beneficiam de uma pequena dotação d'água, que permite a produção de ração, à base de capim, palma e leucena, apicultura, laticínio e processamento de frutas silvestres, nomeadamente, o umbu. Além dos 50 hectares de propriedade individual, os produtores contam com uma área irrigada - um pulmão verde -, explorado em condomínio, para complementar a produção de ração para os pequenos animais.

                   Os resultados são animadores e nos estimulam a difundir essa concepção. É o caso de aproveitar áreas contíguas a outros projetos de irrigação, terras próximas a açudes de maior porte e, por que não, áreas vizinhas a canais, como o da Transposição e outros já citados, que estão sendo planejados e construídos.
                   A agricultura familiar se apoia em técnicas que se desenvolveram ao longo de milênios, em regiões tão remotas para nós como a Mesopotâmia, o Vale do Nilo, os alagados da Indochina ou os terraços dos Andes peruanos. Nós haveremos de dominar também a tecnologia da produção familiar no semiárido, quem sabe agora com a vantagem de contar com recursos de engenharia, de tecnologia e de assistência técnica bem mais sofisticados.

                   Os grandes açudes permitiram reservar água e regularizar rios, como o próprio São Francisco. Os perímetros irrigados de grande porte criaram empregos e viabilizaram a consolidação de concentrações urbanas modernas. Os canais contribuirão para a segurança hídrica. E projetos como o Pontal Sequeiro poderão permitir o desenvolvimento da produção rural sustentada em vários nichos espalhados pelo semiárido.
                  
                  Não faz sentido, senhor presidente, que a Codevasf em função de restrições orçamentárias esteja virando as costas para os produtores do Projeto Pontal Sequeiro e ameaçando interromper esta iniciativa que tive a honra de propor quando Ministro da Integração Nacional.

                   Neste último final de semana, em visita que fiz a sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina, me reuni com dezenas de produtores que me entregaram uma pauta de reivindicações que estou encaminhando ao Presidente da Codevasf, Felipe Mendes e ao Ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi.


                   Esperamos, através de pronunciamentos como este, mobilizar a vontade dos governos estaduais e federal, para o desenvolvimento de projetos como o Pontal Sequeiro, iniciativa que pode seguramente inscrever-se como mais um importante passo para garantir vida digna a milhares de famílias que, enfrentando todo tipo de dificuldades, não abandonam a terra dos seus antepassados e não abdicam de produzir no semiárido nordestino.

A Dieta Prometida.