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Livro conta a história do Rio de Janeiro através dos meios de transportes

Mais de 150 fotos garimpadas dos principais acervos iconográficos cariocas, como os Arquivos Geral da Cidade e Nacional, Biblioteca Nacional, Fundação Casa de Rui Barbosa, os institutos Moreira Salles e Pereira Passos e da Rio Trilhos prometem levar o leitor a uma verdadeira viagem no tempo. Nas 280 páginas do livro também há charges e anúncios publicados em jornais de antigamente e de coleções particulares. De 1808 aos dias de hoje. Do transporte mais primitivo como cadeirinhas ou bicicletas aos modernos Metrô, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e, de novo, as bikes. A Costura da Cidade - A Construção da Mobilidade Carioca é um livro de arte, de design arrojado, produzido pela editora Bazar do Tempo e deve se tornar objeto de desejo de quem curte a história do Rio de Janeiro, de suas culturas e da sua sociedade, costurada pela mobilidade. O lançamento será no próximo dia 27/10, às 19h, na Livraria Argumento (R. Dias Ferreira, 417 – Leblon).

O livro acompanha o desenvolvimento urbano da cidade, a abertura de suas vias, a ocupação das áreas e as transformações provocadas, no espaço público e também na vida cotidiana, a cada novo invento de transporte. Tudo de maneira muito atraente. Para isso, o autor Antônio Edmilson Martins Rodrigues, historiador, escritor e professor da PUC-Rio, mescla história e ficção, ao narrar esse percurso a partir de várias gerações de uma família fictícia, que atravessam o tempo e testemunha as mudanças na cidade.

“Hoje, temos o skate e as bicicletas como modos de locomoção bastante contemporâneos, alternativas individuais que levam as pessoas de um lugar a outro. Na Orla Conde – muitos andam a pé entre a Praça XV e a Praça Mauá, forma bastante particular de percorrer a cidade. Destaco que é importante que a população, hoje com 6 milhões de habitantes, repense a mobilidade, principalmente pelos transportes coletivos”. Professor universitário e especialista na história do Rio de Janeiro, o autor comemora as recentes transformações na área. “Ficou mais fácil chegar e sair da Barra da Tijuca, para onde o Rio está se expandindo. Demos uma arrancada. Nossa cidade só passou a ter metrô nos anos 1970, enquanto Buenos Aires, por exemplo, dispõe desde o final do século XIX”. Ele lamenta que os trens atualmente transportem muito menos passageiros que o fazia em seu auge, nos anos 1980. “Os nove ramais da Rede Ferroviária foram fundamentais para a integrar o Centro com os subúrbios e o interior do estado”.

"A partir da história da mobilidade urbana do Rio, o livro acaba por revelar temas preciosos da cidade, como desenvolvimento urbano, costumes, cultura. A ideia foi, assim, apresentar um panorama do Rio em seu caráter essencialmente mesclado: histórias que se cruzam, territórios que se ampliam, tempos que são ecos de uma mesma trajetória. Mas a história só teria relevância se mostrasse seus efeitos na vida das pessoas. Por isso optamos por um texto que mostrasse os reflexos das mudanças em personagens da cidade e convidamos a Valda Nogueira para encarnar esse sentido do permanente movimento carioca – apresentando o contexto contemporâneo dessa história que continua em curso", sublinha Ana Cecilia Impellizieri Martins, editora do livro.

A fotógrafa Valda Nogueira produziu um ensaio exclusivo para a edição, percorrendo a cidade de ônibus, metrô, trem, moto-táxi, bicicleta, teleférico, plano inclinado, barca e a pé. Ex-moradora da Maré, ela revela em suas imagens um olhar ora do passageiro ora do pedestre, criando uma série de sobreposições que criam o que ela chama de A Terceira Cidade.

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