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A realidade do sertão em forma de contos

Composto por treze narrativas curtas ambientadas no semiárido baiano, o romancista Carlos Barbosa lança seu primeiro livro de contos intitulado “O chão que em mim se move”. Editado pela Penalux, a obra aborda temas comuns a realidade do sertão como seca, migração, disputas familiares e políticas, violência e miséria.

Os contos foram escritos ao longo de doze anos, entre 2000 e 2012. Alguns são narrados em primeira pessoa, como “Era uma vez o Bendiá”, que mostra memórias de infância de um narrador não identificado. Todas as histórias apresentam forte interação entre os desdobramentos do cenário e as situações vivenciadas pelas pessoas que moram no sertão.

- ‘O chão que em mim se move’ é um título que remete à terra natal, berço, território que deixamos para trás fisicamente, mas que jamais nos abandona, de tão entranhado em nós. As histórias são recortes do que foi vivido, ouvido, espiado, embaralhado nos recônditos da memória e trabalhado pelo esforço da imaginação e invenção. A vida é muito crua e desgraciosa, precisa da literatura para ganhar cor, emoção e, principalmente, verdade – relata 
Com esse livro, Carlos quer levar aos leitores sensações de emoção, alumbramento, revelação, inquietação e dor. “O livro deve ser um mar revolto para quem o ler. Só assim faz sentido sua existência”, explica.

Para os editores Tonho França e Wilson Gorj, o livro de contos do autor baiano traz um conjunto de narrativas que se mostram coesas tanto no teor quanto na qualidade.  “Carlos Barbosa é um escritor que tem pleno domínio do seu ofício. Em sua escrita, ele alinha com maestria, simplicidade e profundidade”.
  
Sobre o autor: 
Carlos Barbosa nasceu em 1958 e foi criado no interior da Bahia. Estudou o secundário no Colégio Central da Bahia e graduou-se em Jornalismo pela UFBA e em Direito pela UniCeub, do DF. Escreveu letras de música, participou de festivais e teve seu primeiro conto premiado no Concurso de Contos do Jornal da Bahia, em 1977. É parceiro de Dominguinhos em duas canções. Com “O chão que em mim se move”, já são seis livros publicados. Em 2001, foi premiado pelo Ministério da Cultura no Concurso de Desenvolvimento de Roteiros, com o roteiro de “A Dama do Velho Chico”.

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