Curta o Paulista Atualizado no facebook e receba todas as nossas atualizações!

Compartilhar

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

Na COP22, em Marrakech, Pernambuco articula parcerias para fomentar economia de baixo carbono

Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Sérgio Xavier, apresentou na COP22 programa de atração de soluções sustentáveis para compor arranjos de negócios inovadores no Estado.
Várias empresas globais de veículos elétricos, energia solar, internet das coisas, aplicativos de compartilhamento e armazenamento de energia já confirmaram participação. Anúncio oficial dos resultados será realizado na próxima semana, na abertura do Festival uPlanet. 
Após o Acordo de Paris (COP21), já ratificado por mais de 100 países, que formalizou metas de redução de emissões de gases de efeito-estufa, a Conferência do Clima da ONU - COP22, em Marrakech, que termina hoje (18), visa definir mecanismos para viabilizar ações práticas. Desenvolver rapidamente uma nova economia de baixa emissão de carbono é o grande desafio. 
Em sintonia com as oportunidades deste cenário, o Governo de Pernambuco, representado pelo secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier, apresentou na COP22, em Marrakech, um programa de atração de soluções sustentáveis para compor arranjos de negócios inovadores. O programa está integrado à parceria firmada entre o governo do Estado, Governo da Califórnia e o Consulado Geral dos Estados Unidos no Recife, para desenvolver ações de cooperação técnica e prospecção de negócios disruptivos que estejam alinhados aos objetivos globais de combate às mudanças climáticas e redução das desigualdades.
Transformar a Ilha de Fernando de Noronha em modelo de gestão sustentável e novos negócios colaborativos, interconectados e com baixa emissão de carbono é um dos objetivos da parceria. A ação faz parte do Global Leadership Memorandum of Understanding - memorando de entendimentos assinado em 2015 pelo Governador de Pernambuco, Paulo Câmara e o Governador da Califórnia, Jerry Brown e mais de 170 governos subnacionais, que compõem uma grande rede de governos comprometidos com a construção de uma nova economia de baixa emissão de carbono.
“Estamos formulando arranjos inovadores que sirvam de modelo de desenvolvimento sustentável para Fernando de Noronha, mas que possam ser replicados em outros lugares e em larga escala, considerando os desafios globais de reduzir as emissões de gases que poluem nossa atmosfera e provocam as mudanças climáticas”, destaca o secretário Sérgio Xavier. 
O Programa busca promover ações de cooperação internacional para atrair as melhores práticas, negócios e tecnologias sustentáveis para Pernambuco e, em especial, para a Ilha de Fernando de Noronha, transformando o local no primeiro território de carbono neutro do Brasil. A ideia é prospectar empresas para desenvolverem produtos e serviços inovadores alinhados com a economia de baixo carbono para os eixos de mobilidade, energia, resíduos, água, gestão sistêmica, educação, solo, arquitetura e urbanismo.
O foco é transformar Noronha em um laboratório vivo de soluções sustentáveis, que possa ser replicado em outros lugares do Brasil e do mundo. O projeto também será ampliado para o Recife e municípios do semiárido, região que mais sofrerá impactos com o aquecimento global.  
Cadeias produtivas interconectadas 
“O programa incentiva a criação de arranjos inovadores, promovendo uma nova economia interconectada de baixo carbono, implantando e testando modelos de negócios inéditos. Estamos integrando empresas, Governos, como o da Califórnia, institutos de pesquisa, ONGs e a sociedade para, juntos, criarmos modelos disruptivos para uma economia com menos impacto ambiental”, explica Sérgio Xavier.
Sete plataformas integradoras estão em construção:
Mobilidade (elétrica e compartilhada), Água, Reciclagem (coleta seletiva e economia circular), Retrofit (Arquitetura verde), Energia Renovável (incluindo Biocombustíveis) eGestão Sistêmica (Novas ferramentas de gestão pública integrada em Rede).
Cada plataforma está desenvolvendo inovações práticas na sua cadeia produtiva e tem um Conselho de Inovação, formado por todos os parceiros (empresas, governos, ongs, setor acadêmico) e convidados (inovadores) para ligar e consolidar as ideias a serem implantadas. 
O governo incentiva os arranjos, mas a ideia é viabilizar parcerias e investimentos privados, criando soluções sustentáveis de mercado, sem a necessidade de aplicação de recursos públicos.
Após implantação em Fernando de Noronha, o passo seguinte é replicar o modelo em larga escala no Recife e em outras cidades. Também está prevista a aplicação em outras ilhas e locais de grande relevância ambiental e turística. A participação de empresas de presença global facilitará a exportação dos modelos ‘made in Pernambuco-california’. 

Lançamento no Festival uPlanet
A plataforma de Mobilidade é a mais avançada. Já está integrando: fabricantes de veículos elétricos, fornecedores de internet das coisas, empresas geradoras de energia solar, fabricantes de baterias, aplicativos de compartilhamento, bancos financiadores, locadoras e uma rede de parceiros que estarão conectados, oferecendo serviços interligados. As empresas integrantes da plataforma de mobilidade  serão anunciadas  no Festival uPlanet – um conjunto de exposições, debates, apresentações e roda de negócios,  que ocorrerá na próxima semana (24 a 27 de novembro), na Av. Rio Branco, em frente ao Marco Zero, no Recife Antigo. 
Os próximos passos da cooperação serão construídos de forma colaborativa com a população de Noronha, Recife e de outros locais onde o programa será implantado. “Após a integração das empresas e parceiros interessados e antes de estabelecer as ações, faremos reuniões com diversos setores representantes da população de Noronha para um debate propositivo, visando aprimorar e implementar as ideias, considerando que o sucesso dos novos modelos dependem diretamente do envolvimento das pessoas. Eficiência energética, uso racional de água, reciclagem de lixo, mobilidade compartilhada, utilização de aplicativos, novas metodologias de uso do solo e retrofit de estruturas antigas exigem acesso a novos conhecimentos e mudanças de atitudes individuais e coletivas. Portanto, o plano considera fundamental o envolvimento da comunidade e conta com ações de educação ambiental e oficinas colaborativas-criativas”, ressalta Sérgio Xavier. 
Biocombustíveis  
Na área de bioenergia, entre outras ações previstas, está a busca de apoio de investidores e companhias aéreas para a implantação de uma plataforma pernambucana para a produção de bioquerosene de aviação. Com a produção em larga escala, necessária para atender um crescente mercado internacional, todos os voos para a Ilha poderão usar o combustível “verde” e assim reduzir as emissões de CO2 (dióxido de carbono), responsável atualmente por 54% do total emitido pelas atividades econômicas do arquipélago. Outras ações previstas para a redução das emissões preveem investimentos e pesquisas para o aumento da matriz de energias renováveis, circulação de carros elétricos, produção de aplicativos e tecnologias sustentáveis e o uso da internet das coisas. 
 

0 comentários:

Postar um comentário

Comentários ofensivos não serão publicados.