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Museu Murillo La Greca abre o calendário de exposições 2016 com a mostra “Em espera”

A partir desta quarta-feira (17), o Museu Murillo La Greca, no Parnamirim, abre suas portas para apresentar a exposição “Em espera”. Com curadoria do paulistano Douglas de Freitas, a mostra é realizada através do edital Amplificadores, e traz o trabalho de oito artistas distribuído em 22 peças. A abertura acontece às 19h. “Em espera” abre oficialmente o calendário 2016 de exposições de arte do Museu Murillo La Greca, um equipamento cultural da Prefeitura do Recife. Ela fica aberta ao público até o dia 28 de março.
Os artistas que estarão expondo são: Amanda Melo da Mota (São Lourenço da Mata-PB), Ana Sario (São Paulo-SP), Bruno Faria (Recife-PE), Guilherme Portela (Rio de Janeiro-RJ), Laura Vinci (São Paulo-SP), Marina Weffort (São Paulo-SP), Martinho Patrício (João Pessoa-PB) e Tatiana Blass (São Paulo-SP). A proposta da mostra é promover uma discussão em torno da situação de espera, de “perda“ de tempo, ou ainda de colocar o visitante em uma situação de espectador, aguardando para que algo se revele, ou em alguns trabalhos, falhe e chegue a sua ruína. 
A distorção do tempo aparece nos trabalhos de Laura Vinci e Ana Sario. Na escultura de Laura, a distorção na construção de uma ampulheta impede a contagem do tempo, uma nova medida é criada, e se torna impossível marcar o tempo com ela. As pinturas de Ana Sario tratam de lugares não específicos, construídos entre um existir e apagar, com base em imagens e referências atribuídas à paisagem, reconhecíveis, mas que de algum modo, demandam o repertório de imagens do espectador.
É também de uma imagem pulsante, que não se firma por completo que trata o trabalho de Marina Weffort. As obras são três leves tecidos retangulares, que são desfiados, tem sua matéria parcialmente removida pela artista a fim de revelar uma nova e delicada construção geométrica, que se movimenta com o menor movimento de ar do espaço, em um espetáculo silencioso. Já a obra de Guilherme Portela a Geometria se dá pela adição. O artista veda com tinta óleo preta as imagens e textos de livros de história da arte, as imagens passam a ser vistos como layout de diagramação, uma imagem abstrata, que algumas vezes deixa revelar algum dos elementos que antes existia na imagem. 
A fotografia de Amanda Melo da Mota, e os objetos de Martinho Patrício apresentam em comum austeridade, vias cerimoniais e solenes. Em Round IV, de Amanda, tanto a artista quanto animal aparecem desarmados, a artista aparece sobre o touro, com os saltos em uma mão, e os chifres do bicho na outra, com se em um pós combate, os dois repousassem em comunhão. Os objetos de Martinho Patrício são formas moldadas e atadas em renda e linho, que remetem a máscaras cerimoniais. Estes objetos, colocados um ao lado do outro, nos encaram como entidades.
Tatiana Blass apresenta um concerto em um teatro vazio. Aos poucos cera derretida é derramada no piano, vai emudecendo até que o pianista fique impossibilitado de tocar e o concerto para definitivamente. O vídeo de Bruno Faria é a compilação dos créditos de 100 filmes eleitos como os melhores da história do cinema segundo o crítico de cinema Roger Ebert. Credito após credito, o vídeo é um fim constante, nunca nenhum filme se inicia.
Douglas de Freitas (SP) - É bacharel em Artes Plásticas, desde 2008 trabalha na curadoria de artes visuais Museu da Cidade de São Paulo, rede de exemplares arquitetônicos tombados pelo patrimônio histórico. Foi contemplado com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2013 – Sala Nordeste de Artes Visuais, pela exposição Porção, e pelo PROAC artes visuais, com o projeto Fachada 2e1 2014, com intervenções de Débora Bolsoni, Wagner Malta Tavares e Laura Vinci. Foi um dos seis finalistas do prêmio Marcantonio Vilaça na categoria curadoria.

Serviço:
Abertura da Mostra “Em espera”
Quando: quarta-feira, 17 de fevereiro
Horário: às 19 horas
Local: Museu Murillo La Greca, Rua Leonardo Bezerra Cavalcante, 366 - Parnamirim, Recife – PE.
Telefone: (81) 3355-3126
Período de exposição: de 18 de fevereiro a 28 de março de 2016
Horários de visitação: de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h
sábados e domingos, das 13h às 17h
Entrada gratuita

Pernambuco recebeu 1,7 milhão de turistas durante o Carnaval. Impacto econômico foi de R$ 1,2 bilhão

O Carnaval de Pernambuco nunca recebeu tantos turistas como em 2016. No total, o Estado foi visitado por 1,7 milhão de foliões do Brasil e do exterior. O número é 12% superior ao de 2015. O fluxo de visitantes significou um impacto de R$ 1,2 bilhão na economia, valor que supera em 4,3% o do último ano. Os hotéis atingiram 96,5% dos leitos ocupados, contra 94,5% em 2015. A permanência foi de aproximadamente 7 dias no Estado.
Os brasileiros gastaram R$ 183 (2% a mais do que em 2015) por dia, enquanto o estrangeiro, R$ 195 (22% a mais do que em 2015). Entre os estrangeiros, destaque para os argentinos, que aumentou em 246% sua fatia no número de turistas que desembarcaram no Estado, chegando a 33% do total. Os norte-americanos ficam em segundo lugar, com um incremento de 10% e 9,62% do total.
O Aeroporto Internacional do Recife superou a marca de 310 mil passageiros circulando pelo local, 9% a mais que em 2015. Ainda tiveram 113 voos extras (71,2% a mais do que em 2015) vindos do Ceará e de São Paulo, que permaneceu no topo dos emissores nacionais, com 25,13% do total, à frente do Rio de Janeiro, com 17,5%, do Ceará, com 10,36%, e Bahia, com 10,32%.
No TIP, cerca de 70 mil pessoas desembarcaram para curtir os dias de Carnaval em Pernambuco. Eles vieram, principalmente, da Paraíba, do Ceará, de Alagoas, do Rio Grande do Norte e da Bahia. O investimento em toda a festa foi de R$ 15,5 milhões.
“Tivemos um grande Carnaval, com números expressivos e com um impacto importantíssimo na economia. Conseguimos reunir pessoas de várias partes do mundo em uma grande celebração, divulgando nosso Estado de várias formas antes e durante os dias de festa. Os trabalhos impactaram diretamente os nossos visitantes. Tanto que 96,5% informaram que voltarão e indicarão o nosso Carnaval para amigos. Isso é muito importante e demonstra claramente que o trabalho desenvolvido pelos municípios e pelo Governo do Estado tem agradado não apenas os pernambucanos, mas também os turistas”, declarou o secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras.
Por ser um estado vocacionado para o Carnaval, a folia de Momo não ficou restrita apenas à Região Metropolitana do Recife. Os municípios de Arcoverde, Belém de São Francisco, Bezerros, Catende, Ipojuca, Itamaracá, Nazaré da Mata, Paudalho, Pesqueira, Petrolina, Salgueiro, Surubim, Tamandaré, Timbaúba, Trindade, Triunfo e Vitória, além do Recife e Olinda montaram polos com apoio na contratação de artistas por meio do Governo de Pernambuco.
Confira os números