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Sílvio Costa: “É revoltante o comportamento do PSB”

Estou indignado com esta atitude oportunista e covarde do Partido Socialista Brasileiro. É revoltante ouvir o PSB tentar dar lição de ética e moral quando todo o Brasil sabe que um dos focos da operação Lava Jato, lamentavelmente, é o Estado de Pernambuco, onde figuras expressivas deste partido estão sendo investigadas.

Todo o Pernambuco tomou conhecimento da Operação Fair Play,  um dos braços da Lava Jato, que investiga a construção da Arena Pernambuco, onde mais uma vez integrantes relevantes do  PSB estão sendo investigados pela Polícia Federal.

O governador Paulo Câmara jamais poderia ter tido este comportamento, jamais poderia ter compartilhado e assinado esta nota, de forma  menor  e em um ato tão desleal, num momento difícil da vida pessoal do ex-presidente Lula.  Nunca vi tamanha ingratidão.

Pelo que eu conhecia do ex-governador Eduardo Campos, se aqui estivesse não autorizaria a nota do PSB.  Todos nós temos defeitos, mas entendo que, entre os do ex-governador, não estava a ingratidão.

Tenho 22 anos de vida pública e considero esta a maior deslealdade que já vi em todo este período. Todos os pernambucanos sabem que, desde que o PSB assumiu o governo, em 2007, foi o presidente Lula quem ajudou a levantar a economia do Estado, a ponto de provocar ciúmes em governadores da Região.

Nunca vi tanto cinismo. O PSB sabe que a presidente Dilma é uma mulher digna. Sabe, também, que a presidente tem trabalhado diariamente para ajustar a economia brasileira. Como vice-líder do governo, jamais irei me curvar e deixar de rebater qualquer partido político brasileiro que ousar agredir a honra da presidente Dilma.

Dilma rechaça abusos contra Lula e pede respeito à Constituição

Em pronunciamento à imprensa nesta sexta-feira (4), a presidenta Dilma Rousseff manifestou o “mais absoluto inconformismo" e a sua “indignação” em relação à condução coercitiva realizada contra o ex-presidente Lula pela Operação Lava Jato.

   “Quero manifestar o meu mais absoluto inconformismo com o fato do ex-presidente Lula, que por várias vezes compareceu de forma voluntária para prestar esclarecimentos perante as autoridades competentes, seja agora submetido à desnecessária condução coercitiva para prestar mais um outro depoimento”, enfatizou Dilma, destacando que o respeito à Constituição e aos direitos individuais exige a adoção de medidas proporcionais numa investigação.

“No ambiente republicano e democrático, o protagonismo da Constituição sob orientação do Supremo Tribunal Federal constitui importante salvaguarda e, segundo entendimento de nossa Suprema Corte, o respeito nas investigações pelos direitos individuais passa pela adoção de medidas proporcionais que jamais impliquem em medidas mais fortes que aquelas necessárias para o esclarecimento dos fatos”, pontuou.

A presidenta expressou ainda “inconformismo com o vazamento de uma hipotética delação”, publicada pela revista IstoÉ nesta quinta-feira (3), que traz um suposto depoimento atribuído ao senador Delcídio do Amaral (PT-MS), negadas posteriormente pelo próprio parlamentar e pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem caberia tomar os depoimentos de Delcídio, que tem direito a foro privilegiado.

Lula não se intimida: “Bateram no rabo da jararaca, não na cabeça”


Ao lado de lideranças políticas e sociais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento à imprensa nesta sexta-feira (4), na sede do diretório nacional do PT, em que manifestou a sua indignação ao que chamou de “falta de respeito ao direito” e “autoritarismo do judiciário”, mas avisou: “Se queriam matar a jararaca, não conseguiram. Bateram no rabo, não na cabeça”.

   “Hoje é o dia da indignação, da falta de respeito e do autoritarismo do Judiciário”, disse Lula que foi alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta. Além do depoimento, foi realizada busca a apreensão em sua casa e na sede do Instituto Lula, entre outras ações. A operação foi lançada sob o frágil argumento de que as palestras feitas pelos ex-presidente foram em sua maioria pagas por empresas investigadas pela Lava Jato. 

Lula desmontou o factoide dos procuradores. Chamado pelo presidente norte-americano Barack Obama de “o cara”, Lula é reconhecido em todo o mundo pela gestão que promoveu a inclusão social do Brasil e tirou milhões de brasileiros da miséria.

“Ninguém queria que eu discutisse sexo dos anjos. As pessoas queriam que o Lula falasse das coisas que fez no Brasil. Que milagre fez para aprovar o Prouni, o Fies, para levar energia a 15 milhões de pobres nesse país... Por isso me transformei no conferencista mais caro do mundo junto com o Bill Clinton... Não tenho complexo de vira-lata. Eu sei o que fiz pelo país”, disse.

Ele também repeliu as ilações sobre o sítio em Atibaia e o apartamento em Guarujá. Ele citou um barco comprado pela sua esposa, Marisa Letícia, e os pedalinhos em um sítio em Atibaia. 

“Uso a chácara de um amigo porque os inimigos não me oferecem. Se quiserem me emprestar, aceito. Se a Globo me oferecer o tríplex em Paraty eu vou. Se me oferecerem o apartamento em Paris ou Nova Iorque eu vou”, disse. E completou: "Eles dizem que o apartamento [Guarujá] é meu, mas não é. Eu quero saber quem é que vai me dar esse apartamento quando esse processo terminar porque o apartamento não é meu", afirmou.



Sobre os pedalinhos no sítio, Lula ironizou: "Se preocupam com pedalinho que ela [Marisa] comprou por R$ 2 mil para os netos? Se pudesse eu dava um iate para ela".

O ex-presidente demonstrou que apesar da tristeza, a atuação do consórcio direitista não lhe tirou o ímpeto de continuar lutando pelo Brasil. “Fiquei indignado com esse processo de suspeição. Se a PF encontrar um real de desvio na minha conduta, eu não mereço fazer parte deste partido... Não vou abaixar a cabeça. O que fizeram com esse ato hoje foi fazer que, a partir da semana que vem eu estarei disposto a percorrer esse país”.

Ainda sobre a operação, Lula chamou a operação desta sexta de “espetáculo”. “Não precisava ter mandado coerção na minha casa hoje de manhã, na casa dos meus filhos. Mas lamentavelmente eles preferiram utilizar a prepotência, a arrogância, e fizeram um show, um espetáculo de pirotecnia. É lamentável que uma parcela do MP esteja trabalhando em associação com a imprensa", disse Lula.

Ele salientou que os vazamentos evidenciam a relação da operação com a imprensa, ferindo o direito de defesa e o Estado Democrático de Direito. “Enquanto os advogados não sabiam nada, alguns meios de comunicação já sabiam. É lamentável que uma parcela do poder Judiciário brasileiro esteja trabalhando em associação com a imprensa... Antigamente você tinha a denúncia de um crime, ia investigar se existia e prender o criminoso. Hoje a primeira coisa que se faz é determinar quem é o criminoso”.

Lula disse ainda que sempre manifestou sua disposição em atender as solicitações dos investigadores. Destacou que chegou a depor por seis horas respondendo pacientemente as mesmas perguntas. Ele também manifestou sua indignação com a violência cometida contra sua família e pediu perdão aos parentes.

“Queria pedir desculpas a Marisa e meus filhos pelos transtornos que eles passaram. Não há nenhuma explicação de irem atrás dos meus filhos a não ser o fato de eles serem meus filhos’”, repeliu.

Segundo o ex-presidente, o fundamento dessas ações está longe de uma investigação para apurar possíveis ilícitos, pois a principal motivação dessas operações é o inconformismo com a vitória da presidenta Dilma Rousseff em 2014. 

“Deixei a Presidência e achei que tinha cumprido com a minha tarefa. Ao eleger a Dilma achei que tinha consagrado minha tarefa. Mas desde o dia 26 de outubro de 2014 não permitem que a Dilma governe esse país”, frisou.

Lula defendeu que o país não pode ficar “amedrontado e reafirmou: "Eu sou um homem que acredito em instituições de Estado forte. Estado forte é a garantia do estado democrático. E desde a Constituinte briguei para ter um Ministério Público forte. Mas é importante que os procuradores saibam que uma instituição forte tem que ter pessoas responsáveis".