Curta o Paulista Atualizado no facebook e receba todas as nossas atualizações!

Compartilhar

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

Projeto Eu Vivo Minha Morada coleta depoimentos dos moradores do Conj. Residencial Luiz Bonaparte

A terceira etapa do projeto “Eu Vivo Minha Morada” teve início nesta quarta-feira (09.03) com a coleta de vídeos-depoimentos dos moradores da Conjunto Residencial Luiz Bonaparte. As histórias de vida dos condôminos serão transformadas num curta-metragem produzido pela Secretaria Municipal de Habitação. A ideia é exibir o vídeo durante um evento que será realizado no dia 20 de março (domingo) na área externa do residencial. A ação vai contar com oficinas de danças, teatro, atividades recreativas e esportivas.     
Nesta tarde, o primeiro apartamento visitado pela equipe da prefeitura foi o da auxiliar de cozinha, Theogina Soares, 34 anos. Durante a gravação, ela contou que mora no residencial com o esposo e mais dois filhos menores. A moradora revelou que adora curtir a residência dela porque é confortável e acolhedora. “Já morei de aluguel em outro bairro até mais estruturado, mas é no meu apartamento que eu me sinto bem e segura”, disse.
Assim como a auxiliar de cozinha, outros condôminos farão depoimentos voluntários sobre a sensação de pertencer ao Bonaparte. Essa é uma das missões do “Eu Vivo Minha Morada”, que busca estreitar a relação dos moradores, trazendo um olhar deles sobre a própria moradia e a comunidade. O projeto também tem o intuito de trabalhar o conceito de coletividade, descobrindo potencialidades, interesses comuns, talentos culturais e artísticos na vizinhança, dentro da perspectiva da habitabilidade.
O trabalho de coleta será feito até a próxima terça-feira (15.03). Antes disso, as equipes da Secretaria de Habitação visitaram os apartamentos para entrevistar os moradores. Em seguida, os dados passaram por uma triagem, que encontrou as personagens mais interessantes para a elaboração do vídeo.
A ideia é que o projeto também beneficie outras comunidades do Paulista.

MP 707: setor produtivo defende linhas de crédito diferenciadas e normas mais seguras para a retomada da produção

Brasília, 09/03/16 – A Comissão Mista da Medida Provisória (CMMPV) 707 realizou nesta quarta-feira (9), no Senado, a primeira audiência pública para o aprimoramento do texto da MP, que prorroga, até o final deste ano, o prazo para refinanciamento do crédito rural e também dos contratos para aquisição de caminhões e máquinas agrícolas. Durante o debate, presidido pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), representantes dos agricultores e dos transportadores autônomos ressaltaram a necessidade de regulamentação de critérios que confiram maior segurança para que os dois setores possam enfrentar a crise econômica nacional e voltar a produzir. Uma das demandas foi a criação de linhas de crédito rural diferenciadas para as regiões semiáridas; especialmente, do Nordeste, que tem enfrentado grandes períodos de secas rigorosas.

“Os agricultores do semiárido nordestino merecem uma atenção especial porque eles vêm de quatro anos consecutivos de forte estiagem ficando, portanto, privados de sua capacidade produtiva para poderem honrar os compromissos assumidos com instituições financeiras; sobretudo, como os bancos do Brasil, do Nordeste e da Amazônia, no caso dos agricultores; e com o BNDES, em relação aos contratos feitos pelos caminhoneiros”, defendeu o senador Fernando Bezerra. O principal objetivo da audiência de hoje foi ouvir a opinião do setor produtivo em relação ao que pode ser razoável quanto a prazos e taxas de juros para a renegociação dos contratos e possível rebate sobre o montante das dívidas.

“O que se pretende é não só ajudá-los a honrar os débitos contraídos como também oferecer possibilidades para que os agricultores e transportadores possam voltar a contratar novos financiamentos, investir nas suas propriedades e atividades e poderem gerar emprego e renda”, destacou Bezerra Coelho. Também participaram da audiência pública, o deputado Marx Beltrão (PMDB-AL), relator da CMMPV 707; o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Cunha Bueno; o coordenador-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf/Brasil), Marcos Rochinski; o assessor da Secretaria de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Paulo de Oliveira Poleze; e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Paraíba, representando a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Mário Borba.

O presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, Diumar Bueno, afirmou que a CNTA é “totalmente favorável a qualquer regulamentação que possa dar mais segurança aos transportadores autônomos”. Marcos Rochinski, da Fetraf, defendeu, além da renegociação dos débitos, o redimensionamento do crédito como também a inclusão das cooperativas de agricultores familiares entre os beneficiários da MP 707.

Paulo Poleze, da Secretaria de Política Agrícola da Contag, disse que o governo federal, ao editar medidas provisórias ou outras normas, precisa considerar os riscos climáticos que envolvem o setor agrícola. “Especialmente, os produtores do Nordeste”, destacou. Poleze também observou que muitos agricultores só se atentam, tardiamente, aos prazos para adesão ou renegociação dos financiamentos. “Se a pessoa tem melhor condição financeira e está mais próxima dos bancos, as informações fluem. Mas, nem sempre isso acontece”, afirmou.

Para Mário Borba, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Paraíba, linhas de crédito diferenciadas ao semiárido – “compatíveis e competitivas” – poderão permitir que a região se desenvolva mais rapidamente. “A exemplo do que fazem outros países, como o México e a Austrália”, ilustrou Borba.