Curta o Paulista Atualizado no facebook e receba todas as nossas atualizações!

Compartilhar

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

Em Paulista, população é sensibilizada contra a exploração e o abuso sexual de crianças e adolescentes


As ruas do Centro do Paulista foram tomadas na tarde desta quarta-feira (18.05) por crianças e adolescentes das ONG´S, CRAS E CREAS municipais. Na ocasião, os jovens participaram da IV Caminhada Contra a Violação dos Direitos Sexuais de Crianças e Adolescentes. O evento, que é coordenado pela Secretaria Municipal de Políticas Sociais, Esportes e Juventude, tem o intuito de conscientizar e sensibilizar as pessoas sobre as consequências trazidas as crianças e jovens vitimados pela exploração e abuso sexual.
Durante o percurso foram distribuídos aos comerciantes e a população panfletos educativos sobre o tema. De acordo com a coordenadora do CREAS Centro, Wilna Rocha, a melhor maneira de combater a violência sexual é a prevenção.
“É necessário que façamos esse trabalho informativo junto aos pais e responsáveis desses jovens. Como também a sensibilização da população em geral e dos profissionais das áreas de educação e jurídica. Essa questão não pode apenas ser lembrada no dia 18 de maio, considerado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, mas sim durante todo o ano. Nossa luta não pode parar ”, completou. A mesma ação foi realizada, também na tarde desta quarta-feira (18), pelas ruas do bairro do Janga.     

Por que 18 de maio?
Neste dia, em 1973, uma menina de 8 anos, de Vitória (ES), foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada. Seu corpo apareceu seis dias depois, carbonizado e os seus agressores nunca foram punidos. Com a repercussão do caso, e forte mobilização do movimento em defesa dos direitos das crianças e adolescentes, 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Desde então, esse se tornou o dia para que a população brasileira se una e se manifeste contra esse tipo de violência.

Paulista discute sobre recursos para o Fundo Municipal de Segurança na Alepe


Por meio da Secretaria de Municipal de Segurança Cidadã e Defesa Civil, a Prefeitura Paulista deu o pontapé inicial na busca de recursos para a área de segurança no município. Na manhã desta quarta-feira (18.05), o secretário da pasta, Manoel Alencar, se reuniu com a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), e ressaltou a importância de, assim como já instituído em Paulista desde o ano passado, criar o Fundo Municipal de Segurança em todas as cidades do Estado.

Durante o encontro, que envolveu os deputados Zé Maurício (presidente), Lucas Ramos, Ângelo Ferreira, Henrique Queiroz e Odacir Amorim, foram discutidos e votados alguns Projetos de Lei. Dentre eles, foi aprovado pela comissão o PL n° 786/2016, que pretende realizar mudanças na Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental de Pernambuco (TFAP).

A proposta, que é de autoria do poder Executivo Estadual, visa fortalecer as ações das equipes da Organização Militar Estadual (OME), que também atuam com prevenção e combate às práticas de degradação ambiental. Caso seja aprovado nas demais comissões e no projeto no plenário da Casa, a Secretaria de Defesa Social de PE (SDS) receberá 30% do valor da TFAP. Atualmente, esse valor é recebido pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

Para Alencar, o percentual deveria ser destinado ao Fundo de Segurança dos Municípios, investindo o recurso na capacitação dos guardas municipais, para que eles atuem no intuito de educar, preservar e fiscalizar. De acordo com ele, Pernambuco conta hoje com mais de 10 mil guardas municipais e em Paulista, são quase 200.
Segundo o secretário, essa garantia é importante para valorizar mais a categoria em todos os municípios. “Hoje, o município teria todo o interesse de valorizar, mas já gasta 50% com folha de pessoal, 25% com Educação, 15% com saúde, e fica aí cerca de 5% para toda a infraestrutura, limpeza e muito mais. Então, a gente quer que seja prioridade no país a questão do lidar com as pessoas, e assegurar às pessoas o direito de ir e vir, e isso se faz com segurança”, completou Manoel Alencar.

Movimentos culturais lançam manifesto pelo retorno do Cine Olinda

Com reivindicações aos governos municipal, estadual, IPHAN e outras instituições, documento recolhe assinaturas pelo retorno imediato de cinema centenário do Sítio Histórico de Olinda


Os movimentos #CineRuaPE, #OcupeCineOlinda e Ponto de Cultura Cinema de Animação lançaram um manifesto direcionado às instituições responsáveis pela reforma e gestão do Cine Olinda, cinema centenário do Sítio Histórico, fechado há mais de 50 anos.

O manifesto veio a público durante sessão do Cineclube CineRua, promovida ao lado do Cine Olinda, com o objetivo de questionar os descaminhos e reivindicar sua reativação imediata. Durante o evento foram obtidas mais de 350 assinaturas. Agora o mesmo documento está sendo lançado na internet nesta quarta (18), para que possa ser assinado e compartilhado.

Link da petição: 

Uma vez coletadas as assinaturas, o manifesto será protocolado na Prefeitura Municipal de Olinda, IPHAN, Secretaria Estadual de Cultura e Ministério Público, este último, requisitando uma audiência. 


MANIFESTO EM DEFESA DO CINE OLINDA
 Olinda, 5 de maio de 2016

O Cine Olinda é patrimônio histórico, cultural e afetivo, exemplar remanescente da arquitetura de cinemas de rua que existiram por boa parte do século 20 e 21 em diversos países. Em muitas cidades alguns foram preservados, se mantendo em atividade ininterrupta ou reativados, como parte de um movimento mundial de retomada dos cinemas de rua.

Na França eles são chamados de cinéma du quartier (cinemas de bairro). Lá, alguns bairros ainda possuem seus cinemas. No Brasil muitos cinemas de rua foram extintos, demolidos ou reutilizados com usos que descaracterizaram totalmente ou quase toda a arquitetura do cinema. A cultura da demolição, que vem de tempos remotos, ainda predomina. A Região Metropolitana do Recife já perdeu inúmeros sobrados, igrejas, arcos, casas e edifícios modernistas e quase uma centena de cinemas de rua. 

Localizado na entrada da cidade, no bairro do Carmo, o edifício do Cine Olinda é um exemplar da arquitetura Art Déco, típica da fase pré-modernista das décadas de 20 a 40 do século passado. Apresenta planta retangular, simétrica, sala da plateia com tela e palco ao fundo, moldura para a tela com reentrâncias, estruturas da coberta em ferro, hall de entrada e bilheterias, marquises na fachada frontal, prolongando-se pelas laterais, cabine no pavimento superior, em destaque na fachada e janelas altas, podendo funcionar sem ar condicionado por estar localizado à beira-mar de Olinda. Estas mesmas características foram encontradas em outros cinemas de rua do Recife e Olinda, o que aumenta a importância de se preservar esta sala.

Acreditamos em cinemas de rua como espaços de cidadania. Eles são modos de pensar e vivenciar as cidades; garantem vida aos centros e bairros; contribuem com a requalificação de espaços urbanos; valorizam a rua, os espaços públicos e de uso público; são pontos de encontro e sociabilidade; oferecem acesso à educação e cultura. Sem eles, uma cidade perde referências e o caráter simbólico no meio urbano. São edifícios que apresentam valores históricos, arquitetônicos, artísticos, contribuem com a preservação da memória urbana e deveriam estar na rota turística das cidades. 

Pernambuco se tornou um dos principais polos de produção cinematográfica do Brasil, sobretudo em se falando de filmes que partem do respeito à nossa inteligência para construir narrativas críticas sobre o mundo em que vivemos. Estes filmes dificilmente serão vistos em cinemas comerciais, pois salas localizadas em shoppings são unicamente interessadas no lucro fácil e se deixam levar pelo “tsunami” de filmes americanos, um maçante e violento bombardeio cultural. Neste sentido, reivindicamos o Cine Olinda como mais do que uma opção de exibição de filmes num sítio histórico e sim como um cinema público, com o dever de dar espaço a produções independentes do Brasil e do mundo, além de abrigar atividades de formação e aglutinação da produção criativa. 

Após 51 anos de seu fechamento, 37 anos de sua desapropriação, durante a gestão do prefeito Germano Coelho, e 35 anos de reformas malsucedidas, nos sentimos no dever de cobrar esclarecimentos e um maior compromisso dos gestores públicos responsáveis pela condução das obras e pelo equipamento em si. Tendo isso em vista, solicitamos ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Eram e à Prefeitura Municipal de Olinda um esclarecimento público sobre a gestão do equipamento, prestando satisfação sobre a atual situação e que se coloque em discussão estratégias e soluções para que ele seja entregue à população ainda este ano. Solicitamos que esta audiência seja feita nas dependências do Cine Olinda, com participação do Ministério Público, seguida de deliberações sobre formas de ocupação e um plano de reinício das obras. Solicitamos também a criação de um comitê de fiscalização civil para acompanhamento tanto da obra quanto dos trâmites burocráticos para a viabilização da mesma. 



Assinam:
Movimento #CineRuaPE