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Norma alerta para conduta em casos de engasgo ou asfixia


Imagine que você está em um restaurante com amigos. De repente, um deles começa a ficar agitado, sem conseguir falar e tossindo muito. Dá para perceber que ele está engasgado, mas o que fazer?

A situação é mais comum do que se imagina, mas a demora na prestação do socorro ou a realização de procedimentos errados, como tapas nas costas, podem gerar sequelas e até mesmo resultar em morte. Para instruir a população sobre como reagir, restaurantes, bares e lanchonetes do Estado deverão cumprir a Lei Estadual nº 15.714/ 2016, que determina a afixação de cartazes com o procedimento correto para essa situação: a Manobra de Heimlich. A lei foi originada de um projeto de lei de autoria do deputado Beto Accioly (PSL).

Caracterizado por compressões abdominais, o procedimento foi desenvolvido, há 42 anos, pelo médico estadunidense Henry Heimlich. Estima-se que, no início da década de 1970, cerca de 4 mil pessoas morriam, por ano, vítimas de asfixia causada por alimentos e pequenos objetos nos Estados Unidos. Pelas contas do médico, mais de 100 mil pessoas foram salvas pela manobra.

Após aproximadamente 15 segundos sem conseguir respirar, o engenheiro Marcelo Pinheiro foi resgatado graças à realização do procedimento por um colega de trabalho. “Fiquei engasgado ao rir enquanto comia. Por sorte, a empresa onde trabalho realiza treinamento de primeiros socorros. Assim, todo mundo estava apto a realizar a Manobra de Heimlich”, conta. Ao tomar conhecimento da lei, Pinheiro a avaliou como “importantíssima”. “É muito válida uma legislação que dissemine esse conhecimento, capaz de salvar vidas”, ressaltou.