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Reutilização de resíduos na produção de tijolos ecológicos

Em constante busca pela inovação em seus processos e produtos, para manter todas as atividades realizadas cada vez mais sustentáveis, a Brasil Kirin, indústria de bebidas, implanta dois novos projetos de reutilização de resíduos em suas unidades fabris em Pernambuco. O lodo proveniente do processo fabricação da cerveja, que antes era descartado em aterros sanitários, agora é utilizado na construção civil como componente para a fabricação de tijolos. A iniciativa traz um ganho ambiental enorme já que os resíduos não são mais descartados; além de diminuir significativamente a quantidade de argila utilizada na fabricação de tijolos, aumentando a vida útil das jazidas naturais.

Após realizar inúmeros testes para identificar todas as possibilidades de reutilização dos resíduos, a equipe de Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA) da unidade fabril do Recife observou que o lodo é um resíduo classe II, sendo passível de ser reutilizado para outros fins mais sustentáveis e seguiu em busca de parcerias para viabilizar o projeto até encontrar a Cerâmica Bom Jesus (CBJ). O coordenador de SSMA, Rodrigo Trajano, explica que a parceria entre a Brasil Kirin e a CBJ foi firmada após o acompanhamento da atuação e a verificação da responsabilidade sócio ambiental da empresa. 

Hoje, a CBJ, localizada no município de Paudalho (45 km do Recife), utiliza 5% do lodo como matéria-prima na produção de cada tijolo. Na produção, os tijolos ecológicos passam pelo processo de extrusão com alto vácuo, atingindo resistência as compressões muito superiores às mínimas exigidas pelas normas técnicas vigentes no Brasil. Ainda assim, o produto final é conduzido à análise de controle de qualidade do SENAI, que emite um laudo de usabilidade do produto, acreditados pelo IMETRO e ABNT.

Marivaldo Oliveira, biólogo ambiental e técnico de segurança do trabalho da Cerâmica Bom Jesus, explica como são realizados os testes com os tijolos ecológicos: “A resistência dos blocos é avaliada no laboratório especial do SENAI. Para blocos de aplicação na horizontal a resistência deve ser de 1,5 MPa. Para blocos na aplicação vertical, a partir de 3 MPa. Isso significa que nossos blocos são submetidos, durante a análise, à uma pressão de aproximadamente 1.500kg. ” O biólogo ainda ressalta a importância do projeto que reduz o uso de recursos naturais não renováveis, como a argila, contribuindo para a sustentabilidade.

Christian Carvalho, gerente da fábrica da Brasil Kirin, explica que antes do projeto ser implantado, cerca de 12 toneladas de resíduos gerados pela fabricação de cerveja eram enviadas mensalmente para aterros sanitários. Com a implantação do projeto, o lodo proveniente da Estação de Tratamento de Dejetos Industriais (ETDI), tem um destino mais sustentável para o resíduo. “