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Congresso internacional de hemofilia discute avanços no tratamento

De 24 a 28 de julho acontece em Orlando, EUA, o congresso anual da World Federation of Hemophilia (WFH), o maior encontro internacional sobre distúrbios e doenças relacionadas ao sangue que reúne especialista de diversos lugares do mundo em torno do tema.

Entre os destaques na agenda do evento deste ano estão a aplicação de abordagens inovadoras e da ciência de ponta para atender as necessidades dos pacientes com hemofilia, incluindo futuros avanços no tratamento. Entre eles estão os fatores de coagulação recombinante de longa duração, considerados o avanço mais significativo no tratamento da hemofilia em quase duas décadas.

Esses medicamentos diminuem a frequência de infusões para menos da metade, em comparação aos tratamentos atuais, trazendo conveniência, autonomia e praticidade e facilitando a adesão do paciente que depende do tratamento para a vida toda. No Brasil, o Fator IX recombinante de longa duração recebeu aprovação da Anvisa no começo do ano e deve começar a ser comercializado no segundo semestre.

Para adiantar esse e outros temas que serão abordados no congresso, sugiro entrevista com:
Dra. Margareth Ozello, hematologista da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH).
O que acha da sugestão? Para complementar, envio abaixo alguns dados sobre a doença.


Sobre a hemofilia

Estima-se que 400 mil pessoas tenham hemofilia em todo o mundo, sendo que cerca de 12 mil vivem no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

A hemofilia é uma doença genético-hereditária associada à ocorrência de mutações nos genes dos fatores VIII ou IX da coagulação – ambos localizados no cromossomo X –, afetando, desde o nascimento, a produção normal desses fatores e comprometendo o processo natural de coagulação do sangue. Esses fatores (ou proteínas) são ativados quando ocorre o rompimento de algum vaso sanguíneo, mas, nas pessoas com a doença, essas proteínas apresentam baixa atividade. Por isso a coagulação é interrompida e os sangramentos demoram muito mais tempo para serem controlados. Essa deficiência da coagulação pode ser leve, moderada ou grave. Embora carreguem o gene que transmite a hemofilia, as mulheres raramente manifestam a doença, mas podem transmiti-la para seus herdeiros.

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