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Prefeitura lança plano de baixo carbono para o Recife

Transporte e mobilidade urbana são o setor estratégico para a redução de gases de efeito estufa

A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, lançou nesta segunda-feira (26) o Plano de Redução de Gases de Efeito Estufa (GEE). O documento, de 96 páginas, foi elaborado com o apoio da Organização das Nações Unidas e aponta as principais ações de combate às mudanças do clima a serem adotadas na cidade.
São quatro setores estratégicos, elencados nesta ordem em função do grau de importância: transporte e mobilidade urbana, resíduos e saneamento, energia e desenvolvimento urbano sustentável.
O plano foi elaborado a partir dos dados constantes nos últimos inventários, com o apoio do Iclei, rede global de Governos Locais pela Sustentabilidade, e ONU Habitat (no âmbito do projeto Urban LEDS, apoiado pela União Europeia) ambos vinculados à Organização das Nações Unidas.
“Inicialmente quantificamos as emissões do Recife. Já temos três inventários que apontam quais os setores da economia que mais contribuem com as mudanças climáticas”, diz Inamara Mélo, secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife. “Agora, com o plano, vamos poder adotar as medidas para reduzir as emissões”, esclarece.
Ela lembra que o efeito estufa é um fenômeno natural, sem o qual não haveria vida no planeta. “A Revolução Industrial, no entanto, aumentou a emissão de GEE, provocando mudanças climáticas globais”, esclarece.
O último inventário, concluído em 2016, mas ainda não publicado, compreende os dados de 2014 e 2015. Em 2014 foram emitidos 3.175.075 tCO2e e em 2015, 2.908.384 tCO2e, o que aponta uma redução de 266.691 tCO2e, o correspondente a 8%. A sigla tCO2e significa toneladas de CO2 equivalente e inclui não apenas o dióxido de carbono como também outros gases de efeito estufa convertidos em CO2.
A metodologia, ao contrário da utilizada nos anos anteriores, contabiliza as reduções de emissões provenientes do projeto de queima do metano pela CTR Candeias, aterro sanitário que recebe o lixo do Recife, e não inclui as emissões através da utilização de biocombustíveis (etanol e biodiesel). Isso ocorreu devido à revisão da metodologia adotada pelo Iclei.
A Copa do Mundo FIFA 2014 promoveu um crescimento de 4,3% (128.828 tCO2e) nas emissões em relação a 2013 devido, principalmente, ao aumento de números de voos. Em 2013 o transporte aéreo emitiu 595.207 tCO2e (31% do total do setor). Em 2014, as emissões do transporte aéreo subiram para 714.106 tCO2 (49% do setor). 
O setor de resíduos contribuiu com 20,7% (657.240,5 tCO2e) em 2014 e 19,7% (572.951,6 tCO2e) em 2015 no total das emissões de GEE do Recife - redução de pouco mais de 1% (83.926 tCO2e).
As emissões pelo consumo de eletricidade tiveram a participação de 25,2% do total das emissões nos anos 2014 e 2015:      em 2014 essa fonte emitiu 800.118,9 tCO2e e            em 2015, 732.912,7 tCO2e. A redução de menos de 8% das emissões de 2015 em relação a 2014 ocorreu devido a uma pequena queda no consumo.
As emissões do Recife para o ano 2014 e 2015 representam aproximadamente 0,1% das emissões do Brasil, comparadas com o informado pelo BID. A pegada de carbono, como também é chamada a emissão de GEE, per capita (tCO2e/habitante) apresentou uma tendência de queda a partir de 2013, mantida nos anos seguintes: 2012 foi de 2,03 tCO2e/hab; 2013 foi de 1,98 tCO2e/hab; 2014 foi de 1,9tCO2e/hab; e 2015 foi de 1,8 tCO2e.            
No geral, explica Inamara Mélo, o cenário de composição das fontes emissoras manteve o transporte como a principal fonte de emissão de GEE. “Porém, ao contrário dos anos anteriores, o setor de resíduos foi ultrapassado pelo setor de energia (consumo de eletricidade), que teve um aumento médio de 10% na sua participação total em relação aos dois primeiros Inventários e ocupa a segunda posição como maior fonte de emissão de GEE na cidade do Recife.”

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