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Na Tribuna do Senado, Fernando Bezerra destaca bicentenário da Revolução Pernambucana

Foto: Divulgação
Brasília, 06/03/17 – O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) subiu à Tribuna do Plenário do Senado, nesta tarde (6), para lembrar a celebração dos 200 anos de início da Revolução Pernambucana. “Um dos mais importantes movimentos libertários da história do Brasil”, destacou. “Revolução que tinha como pilares alguns valores que até hoje nos sãos extremamente caros: liberdade religiosa, liberdade de imprensa e a igualdade de todos perante a lei”, completou o senador.

Ao observar que o movimento fez nascer a primeira república do país e também reuniu os (então) territórios da Paraíba, do Rio Grande do Norte e de parte do Ceará, a revolução resultou em importantes frutos para o Brasil. “Ela foi o vapor da inspiração para uma série de outros movimentos revoltosos, incluindo a Confederação do Equador, que também teve em Pernambuco seu epicentro”, ressaltou o socialista.

Confira, abaixo, a íntegra do pronunciamento de Fernando Bezerra Coelho:

“Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Senadores,
Este dia seis de março de 2017 é uma data muito especial para todos nós cidadãos pernambucanos, é quando celebramos duzentos anos do início da Revolução Pernambucana.
Um dos mais importantes movimentos libertários da história do Brasil. A Revolução Pernambucana tinha como pilares alguns valores que até hoje nos sãos extremamente caros: liberdade religiosa, liberdade de imprensa e a igualdade de todos perante a lei.
Liderados por Domingos José Martins, Antônio Carlos de Andrada e Silva e pelo frei Joaquim do Amor Divino, o Frei Caneca, os revolucionários tiveram a coragem de enfrentar a Coroa Portuguesa, que cobrava altíssimos impostos e levava as principais riquezas da então província de Pernambuco. 
Após tomar o poder, convocaram para o dia 29 de março uma assembleia constituinte e estabeleceram leis extremamente avançadas para a época. O centro do governo provisório era composto por cinco integrantes, cada um representando um segmento distinto, garantindo sua pluralidade.
Os três poderes, executivo, legislativo e judiciário, passaram a ser independentes, numa clara demonstração do espírito vanguardista daquele movimento.
Nascia ali uma república, a primeira do Brasil, que também reunia os territórios da Paraíba, Rio Grande do Norte e parte do Ceará. As ideias dos revolucionários foram fortemente inspiradas nos princípios da declaração dos direitos do homem, publicada anos antes na França.
Senhor Presidente,
Mesmo com a violenta repressão dos dominantes, a Revolução Pernambucana resultou em importantes frutos para o Brasil. Ela foi o vapor da inspiração para uma série de outros movimentos revoltosos, incluindo a Confederação do Equador, que também teve em Pernambuco seu epicentro.
Em 2007, o seis de março foi oficializado como a “Data Magna de Pernambuco”, marcando de forma definitiva o início da revolução.
O bicentenário será comemorado ao longo de todo mês em Pernambuco. Hoje pela manhã o governador Paulo Câmara deu início às celebrações, descerrando uma placa alusiva ao marco histórico.
Acontecerão exposições, palestras, debates e um concurso de redação para estudantes do ensino médio, que tem a revolução pernambucana como tema central. Justas homenagens aos heróis que até hoje nos estimulam a manter acesa em Pernambuco a chama da indignação diante das injustiças.          Como disse certa vez o jornalista e historiador Manoel Oliveira Lima, “foi com a Revolução de 1817 que a nação brasileira verdadeiramente aprendeu a combater e morrer pela liberdade”.
Muito obrigado.”

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