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SES alerta para risco de leptospirose no período chuvoso

Nota técnica com informações de prevenção foi encaminhada aos municípios
O período chuvoso em Pernambuco, além de alertar para os casos das arboviroses, também precisa de atenção para evitar as ocorrências de leptospirose. Em Pernambuco, é a partir do mês de março que, normalmente, começa a aumentar as notificações da doença, transmitida aos seres humanos pelo contato da pele ou conjuntivas com água ou lama contaminadas pela urina de animais portadores de leptospira, principalmente ratos.
Apesar da redução de 81,96% no número de casos neste ano, em relação ao mesmo período de 2016, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) está vigilante e encaminhará, nos próximos dias, nota técnica para que todos os municípios fiquem atentos para a ocorrência de novos casos e para que a população fique ciente das medidas preventivas.
Durante todo o ano de 2016, foram 626 notificações de leptospirose, com 152 confirmações e 17 óbitos. Em 2017, até o dia 1º.04, foram 44 notificações, uma redução de 81,96% quando comparados os dados do mesmo período de 2016 (224 casos suspeitos), com 3 confirmações.
“Mesmo com a queda nas notificações, precisamos estar sensíveis para chamar a atenção dos municípios para evitar a subnotificação e para que façam a vigilância correta dos casos. Também precisamos avisar a população para que todos possam se prevenir e fazer as medidas necessárias para evitar a doença após o contato com água de chuva ou lama”, diz o coordenador de Zoonoses da SES, Francisco Duarte.
No caso de contato com água contaminada, a indicação é lavar bem a área do corpo com água limpa e sabão. O hipoclorito de sódio a 2,5% (água sanitária) mata as leptospiras e deve ser usado para desinfetar reservatórios de água (um litro de água sanitária para cada 1.000 litros de água do reservatório), locais e objetos que entraram em contato com água ou lama contaminada (um copo de água sanitária em um balde de 20 litros de água). Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulho e esgoto devem usar botas e luvas de borracha para evitar o contato da pele com água e lama contaminadas.
Também é importante ficar atento aos sintomas da doença: febre, dor de cabeça, dor muscular (principalmente nas pernas, na área das panturrilhas). Os sintomas podem aparecer até 30 dias após o contato com a água ou lama. Também podem ocorrer vômitos, diarréia e tosse. Nas formas graves, pode aparecer icterícia (pele olhos amarelos), sangramento e alterações urinárias.
“Apresentando a sintomatologia suspeita, é necessário procurar, de imediato, o serviço de saúde mais perto, não se esquecendo de relatar ao médico sobre o contato com água ou lama”, reforça Francisco Duarte. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), nos casos graves, o percentual de letalidade chega a 40%.

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