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Histerectomia Vaginal e seus benefícios

Será realizado no Hospital Memorial São José – Rede D’Or São Luiz,  nos dias 26 e 27 de maio,  o II Curso de Histerectomia Vaginal na Ausência de Prolapso (HVT). A capacitação tem como público alvo, médicos ginecologistas e enfermeiras que trabalham com instrumentação cirúrgica. O evento tem o apoio da Cogire e contará com a presença dos médicos Dr. Aguinaldo Fonseca e Dra. Rosilene Reis, como professores convidados, e também com a Dra. Marlizete Bezerra, coordenadora do curso.

A histerectomia é uma das cirurgias ginecológicas mais realizadas no mundo. As indicações mais frequentes são as doenças benignas (leiomiomatose uterina, endometriose, hiperplasias), ao passo que as doenças malignas representam em torno de 10% das indicações. As vias de acesso para sua realização são: abdominal, vaginal, laparoscópica e robótica, podendo-se usar duas vias associadas como histerectomia vaginal (HV), com assistência por via laparoscópica. As vias vaginal, laparoscópica e robótica são consideradas minimamente invasivas, por estarem associadas a menor tempo cirúrgico, menor dor no pós-operatório, menor frequência de solicitação de analgésicos, tempo de internação hospitalar mais curto e uma melhor recuperação das pacientes quando comparadas à via abdominal. “Outras vantagens são o menor sangramento durante a cirurgia, cerca de 85% à menos do que histerectomia por via abdominal, a ausência de cicatriz abdominal e a capacidade de voltar às atividades mais precocemente, sem falar do menor custo em relação as outras cirurgias.”, afirma a ginecologista Marlizete Bezerra.

A Histerectomia vaginal, tem as mesmas indicações que a histerectomia abdominal. A cirurgia é realizada pelo orifício natural, minimamente invasiva, com baixas frequência de complicações e morbidade, sendo segura para o tratamento de doenças uterinas benignas. Apesar da indicação mais comum da HV ser o prolapso genital, seu uso não deveria estar limitado às cirurgias de reconstrução do assoalho pélvico. A HV tem se mostrado benéfica também no tratamento de úteros com miomas e no sangramento uterino anormal, que são as mais frequentes indicações de histerectomia. A via vaginal ainda é pouco utilizada no Brasil para tais indicações o que tem motivado a realização do curso em HVT, na ausência de prolapso uterino.

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