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Na Tribuna do Senado, Fernando Bezerra destaca admiração e gratidão pelo baiano Lomanto Júnior

Brasília, 04/05/17 – A um Plenário lotado, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) subiu à Tribuna do Senado, nesta quinta-feira (4), para homenagear a memória do senador Antonio Lomanto Júnior pelos 49 anos de vida pública do também governador da Bahia. Durante a sessão especial, Fernando Bezerra destacou a liderança, alegria e importância de Lomanto Júnior para o desenvolvimento do Vale do São Francisco ao levar o asfalto da capital Salvador a Juazeiro (BA) – vizinha de Petrolina (PE), cidade-natal do socialista pernambucano – por meio da BR-407.

“Ele tinha uma determinação na vida, muito grande, que era unir Petrolina e Juazeiro. Porque ele entendia que aquela ponte e aquele rio não separavam as duas cidades; mas, unia as duas comunidades em defesa do Vale do São Francisco”, contou o líder do PSB e vice-líder do governo no Senado. Ao lembrar que a decisão de estudar em Salvador deveu-se à iniciativa de Lomanto Júnior em construir a BR-407, Bezerra Coelho ressaltou a gratidão pela coragem do então governador baiano, que, segundo o parlamentar, contribuiu para “empurrá-lo” à trajetória política.

“Eu precisava vir a essa tribuna para dar o testemunho de como este governador da Bahia, este senador, este homem público marcou a história da minha cidade e marcou a minha história”, ressaltou Fernando Bezerra, durante a sessão especial, conduzida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA) e que também contou com a presença de familiares e amigos de Lomanto Júnior, além de autoridades do governo federal, a exemplo do ministro (baiano) da Secretaria de Governo da Presidência da República, Antonio Imbassahy.

“Que ele sirva de exemplo e de inspiração para os que, hoje, marcham na vida pública para servir ao seu povo e à sua gente”, saldou o líder. Nascido em 1924, em Jequié (BA), Antonio Lomanto Júnior faleceu em novembro de 2015, em Salvador, aos 91 anos. Foi vereador e, por três vezes, prefeito de Jequié. Também elegeu-se deputado estadual e deputado federal (por duas vezes), além de senador e governador do Estado da Bahia.
Confira a íntegra da homenagem prestada a Lomanto Júnior pelo senador Fernando Bezerra Coelho:

“Meu caro presidente e amigo, senador Otto Alencar.
Minha amiga, companheira de partido, senadora pela Bahia, Lídice da Mata.
Prezado amigo, senador Garibaldi Alves Filho.
Queria aqui também cumprimentar o amigo, deputado Federal José Carlos Araújo, em nome dele cumprimento todos os parlamentares da Bahia presentes a esta sessão de homenagem.
E quero registrar aqui a presença dos ministros de Estado, do chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, ministro Antonio Imbassahy; e do meu ex-ministro, Geddel Vieira Lima.
Queria cumprimentar a todos os familiares do nosso homenageado na pessoa do meu amigo, deputado federal Leur Lomanto.
Eu não poderia me ausentar desta tribuna. Fui um dos primeiros a chegar a esta sessão. Abracei os filhos de Lomanto Júnior e disse a Leur que ia à Comissão de Relações Exteriores; mas, para cá voltaria porque eu acho que através de mim, nesta manhã, vão falar muitos petrolinenses, vão falar filhos da minha terra que tiveram o privilégio de conhecer e conviver com Lomanto Júnior.
Eu falo aqui, senador Otto Alencar, do meu tio, o ex-governador de Pernambuco, Nilo de Souza Coelho.
Eu falo aqui do meu tio, ex-deputado federal Osvaldo de Souza Coelho. 
Mas eu falo nesta manhã, sobretudo, em nome do meu pai, Paulo de Souza Coelho, rotariano como Lomanto. E ele tinha uma determinação na vida, muito grande, que era unir Petrolina e Juazeiro. Porque ele entendia que aquela ponte e aquele rio não separavam as duas cidades; mas, unia as duas comunidades em defesa do Vale do São Francisco.
E naquela época em que Lomanto governava a Bahia, meu pai, ao lado do então Bispo de Juazeiro, Dom Tomás Murphy; ao lado de Américo Tanuri, prefeito de Juazeiro; ao lado de Giuseppe Muccini, ao lado de João Freitas, todos baianos e juazeirenses, fundaram e criaram a Codevasf – a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba –, fundada em Juazeiro e Petrolina e que nascia com duas grandes bandeiras. A primeira, implantar uma companhia telefônica entre Petrolina e Juazeiro para que as ligações entre as duas cidades não fossem interestaduais; mas, ligações locais. E a companhia se constituiu, se criou e serviu, durante muitos anos, à comunidade de Petrolina e Juazeiro. E a segunda bandeira era a estrada asfaltada de Feira de Santana até Juazeiro/Petrolina.
Eu era menino, senador Otto, tinha pouco mais de 10 anos, e nunca irei me esquecer da inauguração dessa estrada, a estrada que Lomanto trouxe da capital baiana até as margens do São Francisco.
Juazeiro se engalanava para receber o seu governador. Mas, eu aposto que a maior festa que Lomanto teve foi em Petrolina, no Iate Clube, quando o governador já eleito de Pernambuco, Nilo Coelho, o recebeu em Pernambuco, agradeceu pela estrada e disse que Lomanto o estava colocando numa situação de desafio, porque se ele, sertanejo de Jequié, tinha feito o asfalto chegar a Juazeiro, ele, sertanejo de Petrolina, haveria de ligar Petrolina até o Recife, no asfalto. 
Por isso é que eu precisava vir a essa tribuna para dar o testemunho de como este governador da Bahia, este senador, este homem público marcou a história da minha cidade e marcou a minha história, porque o asfalto que ligou Juazeiro a Salvador me levou a estudar na Bahia.
Em vez de fazer o curso de ginásio e científico no Recife, era mais próximo ir pela estrada de Lomanto, no ônibus leito da São Luís, para poder fazer o curso de ginásio e científico nos Maristas de Salvador. E, aí, eu tive o privilégio de me tornar também meio-baiano. Convivi na Bahia durante sete anos. Devo a minha formação aos professores, às instituições de ensino, que me empurraram para a trajetória política que hoje abraço.
Por isso, senador Otto, minha amiga senadora Lídice, meu amigo deputado Leur Lomanto, é uma belíssima homenagem que o senado presta hoje ao governador Lomanto Júnior. É um dos grandes nomes da história da política da Bahia e é um homem que tinha um temperamento alegre, como Lídice aqui bem colocou.
Depois, eu cruzei com Lomanto aqui, neste Senado, ainda à época de Nilo Senador. Cruzei com ele aqui e só via nele o sorriso, o desejo de bem viver, de bem servir e sempre a paixão pela Bahia e a paixão, sobretudo, pelo interior da Bahia.
Portanto, salve Lomanto, viva Lomanto e que ele sirva de exemplo e de inspiração para os que, hoje, marcham na vida pública para servir ao seu povo e à sua gente.
Parabéns.”


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