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Superação do luto é mote do filme A Cabana

Após a morte trágica da filha mais nova, um homem passa os dias atormentado pelo sentimento de culpa, sem perceber que sua atitude compromete ainda mais o drama vivido pela esposa e os outros dois filhos do casal. A situação, porém, toma outro rumo quando ele vivencia uma experiência mística em uma cabana perdida no meio da floresta, mesmo local onde foram encontrados os últimos vestígios da criança.

A trama do filme A Cabana, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros, serve para ilustrar uma situação na qual a pessoa não consegue passar com facilidade pelo luto causado pela perda de um ente querido. Para a psicóloga do luto do Morada da Paz, Mariana Simonetti, apesar de todos termos a capacidade de ultrapassar esses momentos de dor, algumas pessoas podem ter mais dificuldade nesse sentido. “Essas pessoas, de forma geral, não conseguem se desapegar da perda e ressignificar a vida e o futuro sem aquele ente querido que faleceu”, explica a psicóloga. “Isso diz muito da dificuldade da pessoa de reconstruir os planos que precisaram ser interrompidos no momento da perda”, completa Mariana.

A profissional explica que, assim como mostrado no filme, esse luto prolongado pode contribuir para desgastar os relacionamentos. “As pessoas que acabam prolongando esse luto, ficam muito presas ao passado, não conseguindo construir planos para o futuro ou mesmo se relacionar”, alerta. O natural, explica a profissional, é que o luto vá sendo amenizado com o tempo, transformando a saudade dolorida em uma saudade de lembrança. “A superação passa pela questão da aceitação da dor, de reconhecer que é um momento de tristeza e que ele precisa ser vivenciado para que a pessoa possa seguir adiante”, afirma Mariana. Nesse ponto, amigos e familiares podem contribuir bastante. “Estar junto e mostrar que está disponível já ajuda muito quem está passando por um processo de dor”, conclui Mariana Simonetti.

“O filme traz uma mensagem de autoajuda bem impactante, destacando as influências dos sentimentos de culpa, ódio e perdão”, avalia Raniery Melo, Marketing do Grupo Vila. A propósito da mensagem passada pelo filme, Raniery chama a atenção para projeto desenvolvido pelo Grupo Vila: “Nosso grupo tem um projeto muito bacana voltado para essas famílias que passam por uma perda enorme e, de alguma forma, não entendem o processo do luto, como no filme. Nossa terapia auxilia as pessoas enlutadas através do suporte emocional, apoio e orientação”. “As pessoas precisam de um tempo para aprender a lidar com a nova realidade. E também de entender que um dia a morte vem para todos, e que nós precisamos entender que isso faz parte do ciclo da vida”, completa Raniery Melo.


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