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Alagamentos trazem risco de doenças

Com a chegada das chuvas, é importante ficar atento em relação às doenças típicas do período

Pernambuco já começa a sofrer com os problemas causados pela chuva e pelos alagamentos, que trazem, além dos problemas socioeconômicos, doenças infectocontagiosas típicas da temporada como, por exemplo, leptospirose, diarreia e hepatite A. A médica Andrezza de Vasconcelos, infectologista do Hospital Jayme da Fonte, alerta que muitos dos registros dessas doenças acontecem com o início das chuvas. Por isso, é importante ficar atento às formas de transmissão e tratamento.

Leptospirose - é causada por uma bactéria presente na urina dos ratos. As chuvas trazem à superfície toda a água contaminada nos esgotos, córregos e galerias pluviais o que propicia a disseminação da bactéria causadora da doença nas águas das enchentes. “Em caso de inundações, deve ser evitada a exposição desnecessária à água ou à lama. Pessoas que se expuserem ao contato com água e terrenos alagados devem utilizar roupas e calçados impermeáveis”, alerta a médica. No caso de exposição, deve-se estar ciente se há presença de pequenos ferimentos na pele, pois estes facilitam a penetração da bactéria, que pode ocorrer também através da pele íntegra, quando a exposição é prolongada. 

A maioria das pessoas infectadas desenvolve manifestações discretas ou não apresenta sintomas. Os sintomas iniciais são febre alta de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça constante e acentuada, dor muscular intensa, cansaço e calafrios. Dor abdominal, náuseas, vômitos e diarréia podem levar à desidratação. É comum que os pacientes mais graves apresentem icterícia. Trata-se de uma doença com baixa letalidade, porém quando relacionada às complicações dos casos graves como hemorragia pulmonar, insuficiência renal aguda, tem letalidade de até 50%.

Diarreias infecciosas – podem acontecer por ingestão de água de enchentes ou contato dessas águas com pele e mucosas. O quadro clínico é composto por aumento do número de evacuações, dor abdominal, febre, náuseas, vômitos. Pode complicar com desidratação. Em relação ao tratamento, deve-se reforçar a hidratação, tratar a dor, febre e os vômitos. Só o médico pode avaliar quanto à necessidade de antibióticos.

Hepatite A – como se trata de uma doença de transmissão fecal-oral, a água das enchentes pode estar contaminada pelo vírus da hepatite A e transmitir essa patologia. O quadro clínico varia bastante podendo chegar à hepatite fulminante, que é potencialmente fatal. Os sintomas característicos são febre baixa, cansaço, falta de apetite, icterícia, dor abdominal, náuseas, vômitos, fezes amareladas ou esbranquiçadas e urina escura. Não tem tratamento específico e nos casos fulminantes está indicado o transplante de fígado.

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