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Conheça as principais diferenças entre asma e bronquite

Apesar de semelhantes, as duas doenças têm peculiaridades que devem ser levadas em conta para garantir o sucesso de seus tratamentos
São Paulo, 13 de junho de 2017 – No dia 21 de junho de cada ano é comemorado, no Brasil, o Dia Nacional do Controle da Asma. No país, grande parte da população apresenta problemas respiratórios, seja por fatores climáticos, de poluição ou de hábitos, como o fumo e o uso amplo de fogões a lenha em algumas regiões. A data, portanto, foi criada com o objetivo de alertar a população brasileira sobre a asma, uma doença de alta prevalência[i], e coincide, no hemisfério sul, com o início do inverno, período em que seus sintomas se agravam por conta de temperaturas mais baixas e maior permanência da população em ambientes fechados.
Mas o que é asma? O primeiro passo para que se conheça melhor a doença é diferenciá-la de outras doenças respiratórias comuns, como a bronquite, que pode se manifestar de diferentes formas. Essas doenças são frequentemente confundidas por apresentarem sintomas semelhantes, o que torna importante a discussão sobre o tema, já que têm especificidades importantes que devem ser levadas em conta para não comprometer seus tratamentos.
ASMA
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que acomete mais de 300 milhões de pessoas no mundo[ii]. Leva a um estreitamento das vias aéreas, prejudicando o fluxo de ar que entra e sai dos pulmões, provocando falta de ar e chiado no peito. O desenvolvimento da asma costuma estar associado a uma causa genética, ou seja, algumas pessoas apresentam uma predisposição a desenvolver a doença e, ao entrarem em contato com fatores que sensibilizam as vias aéreas, como ácaros, pólen e pelos de animais, entre outros, a asma pode se manifestar.
Seus sintomas mais comuns, além da falta de ar e do chiado, incluem uma sensação de aperto no peito, tosses constantes e catarro, que podem surgir durante as crises. É importante, no entanto, lembrar que a doença é crônica e que as crises são apenas uma manifestação pontual. De acordo com o Dr. Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, “As crises de falta de ar provocadas pela asma são apenas a ponta do iceberg e é comum que o tratamento da doença seja feito apenas de forma paliativa. No entanto, um tratamento sério de asma deve ser diário e envolve o controle da doença com agentes antiinflamatórios e broncodilatadores de longa duração”.
De acordo com a pesquisa "Panorama da Saúde Respiratória do Brasileiro", encomendada pela farmacêutica Boehringer Ingelheim do Brasil ao Ibope, embora 91% dos asmáticos considerem a doença como "controlada"[iii], 72% percebem consequências da asma em atividades de rotina[iv]. Isso mostra que a percepção geral da população é que pessoas com asma devem conviver com os sintomas e limitações por conta da doença, quando na verdade a asma, quando controlada por meio de tratamento adequado, não deve impor limitações na vida das pessoas. Para saber se a asma está controlada é preciso atentar para a frequência e a intensidade de seus sintomas. De acordo com o GINA (Global Initiative for Asthma)[v], sabe-se que a asma não está controlada quando o paciente apresentou qualquer um dos itens abaixo nas últimas quatro semanas:
  • Sintomas diurnos mais de duas vezes por semana;
  • Qualquer despertar noturno causado pela doença;
  • Uso de medicamentos para alívio da falta de ar mais de duas vezes por semana;
  • Se a asma estiver limitando as suas atividades cotidianas.
BRONQUITE
A bronquite também é uma inflamação dos brônquios, que, no entanto, pode ser aguda (geralmente provocada por um vírus e acompanhada de um quadro gripal, com duração de, em média, duas semanas) ou crônica (uma inflamação geralmente causada pelo fumo). A bronquite crônica, apesar de apresentar sintomas semelhantes ao da asma, entre os quais o chiado, a falta de ar e a tosse, não é uma doença com a qual se nasce, e pode vir acompanhada de uma destruição das células do pulmão, chamada de enfisema pulmonar. Essa destruição forma pequenas bolhas no pulmão, que vai gradativamente perdendo a capacidade de absorver oxigênio. O enfisema pulmonar e a bronquite crônica, geralmente associados, recebem o nome de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), doença que, de acordo com dados do Ministério da Saúde, afeta cerca de 7 milhões de pessoas no Brasil[vi], além de ser a quarta principal causa de morte no Brasil[