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Ministro defende taxação de etanol dos EUA no Ethanol Summit, diz Feplana


Embora seja defensor do mercado livre entre as nações, o ministro de Minas e Energias, Fernando Filho, defendeu, nesta segunda-feira (26), durante o Ethanol Summit, no Sheraton Hotel, na capital paulista, a volta da tributação da importação pelo Brasil do etanol de milho dos EUA. Nos próximos dias, o governo definirá a questão. O setor sucroenergético nacional, a exemplo da Federação do Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), que participa do evento, defende a retomada da taxação de 17%, sobretudo diante da significativa entrada do produto estrangeiro, que tem prejudicado produtores locais, em especial na região Nordeste, onde o combustível de fora tem sido majoritariamente comercializado.

"Além de defender a volta da taxação, sem dizer, na ocasião, o referido índice, o ministro também defendeu a regulamentação do Renovabio; e, como este programa do governo federal visa estimular a produção de etanol para atender demandas ambientais do Brasil definidas no Acordo de Paris, o gestor chamou atenção para distorções que o país pode criar se não taxar o etanol de fora", diz Alexandre Andrade Lima, presidente da Feplana, que também preside a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, presente no primeiro dia do evento Ethanol Summit 2017.

O dirigente fala que o ministro frisou que ao não taxar, tende-se a elevar ainda mais a quantidade da importação, já que o Renovabio estimulará o consumo de etanol. Assim, produtores locais não serão beneficiados, apesar do Renovabio se tornar na avaliação de Fernando Filho, o cartão de visita brasileira em relação ao seu protagonismo sobre o Acordo de Paris, definido durante a COP 21 - evento da ONU referente ao clima. Lima descreveu ainda que o ministro garantiu que a Petrobras está em acordo com a regulação do Renovabio, não sendo contrária à medida.  

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