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Adolescentes do Case e Cenip Petrolina participam de oficina de modelagem em argila

Alunos aprenderam a esculpir e modelar bustos com instrutores do Centro Cultural Ana das Carrancas

TEXTO: Jeffrey Vila Nova 


Cinquenta e oito socioeducandos, sendo 45 do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), e 13 do Centro de Internação Provisória (Cenip), ambos em Petrolina, participaram de uma oficina de modelagem em argila. As aulas foram ministradas pelo Centro Cultural Ana das Carrancas, por meio de uma parceria até então inédita. Além de ser uma ótima oportunidade de encontrar novos talentos artísticos e culturais, a atividade visa criar mais uma oportunidade de profissionalização.

Durante quatro horas, os alunos aprenderam a esculpir e modelar bustos, que são representações da cabeça e da parte superior do tronco humano. A artesã Ângela Lima, filha da renomada escultora Ana das Carrancas, esteve ao lado dos alunos nesse processo. “Não sabíamos como os meninos iriam receber as atividades. Mas fomos surpreendidos, pois foram as turmas mais calmas que já vimos e eles gostaram tanto que nem quiseram pausa para a hora do lanche. Foi muito gratificante”, lembrou.

Para a Coordenadora Técnica do Case Petrolina, Marineide Barbosa, a oficina se mostra, além de tudo, como uma importante atividade terapêutica. “Os socioeducandos ficaram muito surpreendidos e relataram que nunca imaginavam que um pedacinho de barro poderia virar arte”, destacou. O pedagogo do Cenip Petrolina, Amós Lemos, compartilha o mesmo sentimento. “Essa atividade foi uma novidade de extrema importância na rotina dos jovens”. 

A oficina, além de ser uma atividade profissionalizante, tem o papel de ajudar na autoestima, inspirando nos socioeducandos a certeza de que são capazes de fazer tudo o que quiserem. “Esta oficina tem um papel muito importante que é a quebra de crenças. Contando a minha própria história, eu mostro que qualquer pessoa é capaz de aprender tudo. Eu nunca tinha esculpido na vida, e, depois de muito trabalho, consegui terminar meu primeiro busto. É porque eu tive a força de vontade dentro de mim, e a verdadeira transformação parte de dentro para fora”, conta um dos responsáveis pela oficina, o artista plástico Ranilson Viana.


Os bustos que os socioeducandos aprenderam a fazer podem ser vendidos entre R$ 50 e R$ 100, dependendo da complexidade da peça. Para o futuro, Ângela Lima espera fechar uma parceria semanal no Case e no Cenip em Petrolina, e continuar esse trabalho, contribuindo para ampliar as oportunidades de futuro desses jovens e adolescentes.​

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