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Após desabamento, Defesa Civil registra número recorde de denúncias e faz mutirão para vistoriar imóveis  

Uma semana depois do desabamento de um primeiro andar no bairro de Maranguape II, que vitimou uma criança de oito anos, mutilou a mãe dele e feriu o padrasto, a Defesa Civil do Paulista registrou um aumento significativo no número de denúncias sobre a situação estrutural de imóveis na cidade. Ao longo desse período, pelo menos 150 chamados foram contabilizados pelo órgão municipal, quando a média histórica não passava de cinco por semana. Diante do crescimento da demanda, as equipes da prefeitura estão atuando num regime de mutirão. Nesta quarta-feira (02.08), os profissionais realizaram algumas vistorias no bairro de Maranguape I.

Dos quatro endereços fornecidos na denúncia, apenas dois foram inspecionados pela equipe da Defesa Civil. Nos demais, os proprietários não estavam em casa, nem atenderam as chamadas telefônicas. Neste tipo de situação, os técnicos do órgão realizam um novo agendamento para que a denúncia não deixe de ser investigada. Em média, dez vistorias estão sendo feitas por dia, em diversos bairros da cidade. Esse mutirão acontece de forma paralela às ações preventivas, como a aplicação de lonas plásticas nas áreas de risco.

No apartamento visitado nesta manhã, que fica na Rua 82, Quadra 60, Bloco 4, a equipe da Defesa Civil foi recebida pela moradora Marluce Pontes. Na ocasião, ela contou que uma vizinha abriu o chamado por conta de uma fissura na parede do quarto. “Aproveitamos a situação para passar diversas orientações. A principal delas é que não se deve mexer em paredes estruturais, seja por estética ou ampliação de um cômodo, por exemplo. Isso pode ter um impacto significativo na estrutura do imóvel com o passar do tempo, prejudicando a estrutura do prédio como um todo”, argumentou o engenheiro da Defesa Civil, Roberto Wanderley.

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