Curta o Paulista Atualizado no facebook e receba todas as nossas atualizações!

Compartilhar

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

Telona do cinema São Luiz exibe filme-cartas produzidos e protagonizados por internos da Funase

Evento apresentou a quase 300 pessoas o resultado do trabalho realizado pelo projeto Cartas ao Mundão em unidades socioeducativas

Na última terça-feira (08), a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) viveu, no Cinema São Luiz, uma manhã de celebração, muita emoção e aplausos. Cerca de 40 socioeducandos se uniram a uma plateia de quase 300 pessoas para assistir à exibição dos filme-cartas produzidos e protagonizados por eles mesmos. O material é resultado do trabalho realizado, durante sete meses, pelo projeto de cinema e educação, Cartas ao Mundão, em cinco unidades de atendimento socioeducativo. 
Além dos filme-cartas, foram exibidos exercícios de produção de cinema e fotografia. Pelas lentes do cinema os alunos relataram o cotidiano dentro das unidades, mostraram a indiferença com que são muitas vezes tratados pela sociedade, o acolhimento, a espera pela liberdade, a euforia da juventude, a esperança de dias melhores, o desejo de seguir um novo caminho, entre outros sentimentos. 
Muitos dos adolescentes presentes na Mostra Audiovisual nunca tinham ido ao cinema, como foi o caso de R.L​.​X​.​S​., de 16 anos. “Senti uma grande emoção em ver um vídeo que a gente nem sabia que ia ter tanto interesse assim, e que acabou vindo parar aqui. Muitas pessoas podem achar que isso não é nada, mas com essa oportunidade sentimos que estão dando valor às nossas qualidades e quebrando um pouco o preconceito da sociedade”, disse o adolescente que sonha em ser advogado. “Quero ajudar outros adolescentes assim como estou sendo ajudado”. 
Segundo o coordenador geral do projeto, Caio Sales, é muito simbólico que essa Mostra Audiovisual tenha acontecido no Cinema São Luiz, um dos últimos cinemas de rua ainda existentes no País. “Ser no Cinema São Luiz fez todo sentido porque dentro do projeto temos esse exercício de tentar democratizar o acesso aos filmes. Isso faz parte de um modo de produção e de pensar cinema ao qual estamos ligados, pensar o cinema como uma expressão democrática e como política pública”, enfatizou. 
Os profissionais da rede estadual de educação foram peças fundamentais para o desenvolvimento do projeto e na ocasião foram representados pelo Coordenador de Políticas Públicas em Educação no Atendimento Socioeducativo na Gerência de Políticas Públicas Educacionais em Educação Inclusiva, Direitos Humanos e Cidadania, Hugo Regis. “Amor é a palavra. Vejo que tem muito amor nesse projeto. Todos nós tivemos alguém que em algum momento da vida nos estendeu a mão. Estamos aqui para sermos parceiros dos adolescentes, segurar a mão e seguir junto com eles. Eles são nossos estudantes, olhamos para eles como alunos e alunas da nossa rede de ensino”, destacou. 
Para a Diretora Geral de Política de Atendimento (DGPAT), Iris Borges, esse foi um momento de celebração e de orgulho, carregado de reflexões. “A cultura e a arte, de uma forma geral, são caminhos que nos mostram que temos como viabilizar oportunidades diferentes de vivenciar novos projetos de vida junto aos nossos socioeducandos. Esse momento foi muito rico e, com certeza, saímos daqui com reflexões que vão nos levar a qualificar cada vez mais o nosso trabalho”, destacou.  
Ao todo, o projeto atendeu 150 jovens oriundos dos Cases Santa Luzia, Jaboatão dos Guararapes, Vitória de Santo Antão, Abreu e Lima e Cabo de Santo Agostinho, além do Centro de Internação Provisória (Cenip) Recife. Todos os filmes-carta e exercícios produzidos pelos estudantes nas oficinas serão inscritos em festivais que prezem por projetos experimentais, ou temáticos sobre Direitos Humanos. O material pode ser conferido no canal do Youtube do projeto (https://goo.gl/v6qei3), que deve iniciar sua segunda edição no segundo semestre.  
Estiveram presentes ainda na Mostra Audiovisual realizada no Cinema São Luiz a Gerente Geral do Sistema Socioeducativo, Suelly Cysneiros, representantes do Poder Judiciário, do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), dos Conselhos de Defesa da Criança e do Adolescente, do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajope) e funcionários da Funase. 
As atividades do projeto Cartas ao Mundão contam com o apoio da Funase e são realizadas pela Zentrum Produções, em parceria com o Inventar com a Diferença: Cinema, Educação e Direitos Humanos e Gerência Geral de Políticas Educacionais de Educação Inclusiva, Direitos Humanos e Cidadania, da Secretaria de Educação de Pernambuco e da Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec).​
 

0 comentários:

Postar um comentário

Comentários ofensivos não serão publicados.