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Banda Liberdade, formada por socioeducandos, se apresenta na II Festa Literária do Paulista

Grupo se formou durante oficina de música oferecida no Case Abreu e Lima 
​,
  que tem influenciado na construção de novos projetos de vida


Munidos do violão, zabumba, triângulo, ganzá, baixo e teclado, adolescentes do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Abreu e Lima veem transformando seu dia a dia por meio da música. Desde o ano passado, socioeducandos participam de uma oficina e têm se apresentado dentro e fora da unidade, levando no seu repertório ritmos regionais como o xote, sempre exaltando a cultura nordestina. A próxima apresentação será nesta quinta-feira (14), às 15h, na II Festa Literária do Paulista (FLIPA), que acontece no Shopping North Way Paulista - Piso Térreo. Evento é aberto ao público.

Até então, nenhum dos adolescentes tinha conhecimento musical, com a oficina eles foram apresentados a toda a parte introdutória do estudo da música - conhecendo um pouco sobre acorde, notas musicais e solfejo -, que dá uma base segura para que eles possam se aventurar em diversos instrumentos. Atualmente eles têm aulas três vezes por semana.

Segundo o professor Artur Silva, que ministra as aulas, a música para os adolescentes fez não só com que eles saíssem da ociosidade, mas também que mudassem o comportamento. “Foi uma válvula de escape, a oportunidade de uma vida diferente. O trabalho dessa oficina tem sido muito prazeroso. É uma prática que tem trazido resultados muito positivos na capacidade cognitiva deles”, enfatizou.

Seja qual for o propósito da música, as experiências, anseios, sentimentos e sonhos sempre estão nela registrados, e isso é o que os adolescentes vêm fazendo. O grupo já trabalha na composição autoral de letras de Hip-Hop, Rima, Cordel e Prosas, que em breve passarão a integrar o repertório da Banda Liberdade. “As letras são inspiradas em Luiz Gonzaga e para isso eles fazem pesquisas dentro do contexto da história do forró e assim alimentamos os alunos de informação e cultura”, destacou Artur Silva.

Segundo o coordenador técnico do Case Abreu e Lima, Júlio Scamaral, o contato com a música tem contribuído com o papel pedagógico. “A oficina tem diminuído a ansiedade dos socioeducandos graças à abordagem voltada à conscientização do que motivou sua chegada à Funase e também de que esse pode ser o caminho para mudança de vida. Isso tem influenciado também no aumento da frequência escolar. Eles estão empolgados e envolvidos”, revelou.

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