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Programa incentiva o empreendedorismo e terá articulação com iniciativa privada; entenda

Criado para funcionar em três eixos, o programa Progredir, lançado nesta terça-feira (26) pelo governo federal, tem a meta de emancipar até um milhão de famílias nos próximos dois anos. Ações de capacitação, incentivo ao empreendedorismo e acesso ao mercado de trabalho, além de microcrédito anual de R$ 3 bilhões, fazem parte da iniciativa.
Na qualificação profissional, está prevista a criação de vagas em cursos de formação inicial ou continuada. Entre eles, aulas pela internet de inclusão digital com foco nos jovens e oficinas de educação financeira para mais de 100 mil famílias. O Pronatec Oferta Voluntária terá 1 milhão de vagas.
Já a intermediação de mão de obra prevê o cruzamento de currículos e de vagas de emprego oferecidas por empresas parceiras, de forma regionalizada. Famílias inscritas no Cadastro Único terão oferta de R$ 3 bilhões ao ano em linha de microcrédito. O valor será para investir em pequenos negócios e ações de assistência técnica.
Carteira assinada
Quem aderir ao Progredir e conseguir um trabalho com carteira assinada e aumento da renda não será excluído imediatamente do Bolsa Família. Segundo o ministério, aqueles que alcançarem renda de até dois salários mínimos continuarão recebendo o benefício por pelo menos dois anos. Atualmente, 13,5 milhões de famílias fazem parte do programa.
Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, haverá articulação entre parceiros públicos e privados no programa. As empresas parceiras vão reservar 10% das vagas de emprego ofertadas para o público do plano.
Coordenado pelo MDS, o Progredir tem apoio dos ministérios do Trabalho; da Educação; de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; e da Indústria e Comércio Exterior. O projeto envolve também Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e o Banco Central.
Independência
Com o tempo, os beneficiários do Bolsa Família e os trabalhadores cadastrados no Cadastro Único terão meios de garantir seus ganhos, acabando com a dependência dos programas de transferência de renda. Para o ministro do MDS, o Progredir busca avançar para a inclusão produtiva.
“A proposta estava sendo apenas a da transferência de renda, mas as pessoas que estão no Bolsa Família querem e precisam progredir. Não é perspectiva de vida de uma família achar que vai ficar vivendo do Bolsa Família para sempre, temos que oportunizar que essas famílias tenham uma renda melhor para si e suas famílias”, disse Terra.
Fonte: Portal Planalto, com informações do Ministério do Desenvolvimento Social 

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