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Servidores da Funase são capacitados em Práticas Restaurativas, que sugere um novo olhar para a resolução de conflitos

Curso é conduzido pelo Laboratório de Convivência e aborda a Comunicação Não Violenta e a Introdução à Justiça Restaurativa como pré-requisito para a formação de 80 servidores como facilitadores




Com o objetivo de implantar uma cultura de paz em suas unidades, a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) promove capacitações em Práticas Restaurativas. Encontros tiveram início nesta semana e seguem até novembro. Ao todo, 240 servidores das unidades da Capital e também do Interior terão aulas sobre Comunicação Não Violenta (CNV), ministradas pelo professor doutor e coordenador do Espaço de Diálogo e Restauração da UFPE, Marcelo Pelizzoli, e também de Introdução à Justiça Restaurativa, com o juiz estadual e doutor em Direito, Élio Braz. O curso é conduzido pelo Laboratório de Convivência, sob o comando da psicóloga Mônica Mumme, que, em Janeiro, ministrará a formação de 80 facilitadores em Justiça Restaurativa, com certificação reconhecida em todo o País.

Segundo a Diretora-Presidente da Funase, Nadja Alencar, quando o Governador Paulo Câmara solicitou o Plano de Ação de Curto Prazo para a Funase, na época em que o Secretário de Desenvolvimento Social Criança e Juventude, Roberto Franca, era o então Diretor-Presidente da instituição, se começou a trabalhar nessa perspectiva de reestruturação, que tinha como um dos focos o estabelecimento de um novo parâmetro na cultura institucional, a cultura de paz.

“Já na minha gestão, apresentamos ao Governador o Plano da Funase, que foi lançado em abril desse ano, e a cultura de paz foi o foco que ele achou fundamental. A mudança de relações entre os que fazem a instituição - sejam estes funcionários, adolescentes ou gestores-, numa proposta de diálogo onde a Comunicação Não Violenta e as Práticas Restaurativas fizessem parte do nosso cotidiano”, enfatizou.

Segundo Marcelo Pelizzoli, essa capacitação trará uma melhor socioeducação aos jovens e adolescentes da Funase. “A capacitação promove a melhoria da própria percepção dos profissionais em relação ao comportamento dos jovens. Outro ponto é estabelecer uma forma de comunicação transparente. Uma comunicação afetiva e mais clara, mais verdadeira”, compartilhou.

Na Funase, as práticas de Justiça Restaurativa começaram a ser introduzidas no final do ano passado a partir do projeto “Semeando uma Cultura de Paz: as Práticas Restaurativas como Ferramentas da Socioeducação”. As práticas restaurativas são estabelecidas em Círculos de Construção de Paz, tendo como base a CNV e os princípios da Cultura de Paz. Nestes círculos se vive os princípios e as práticas da Justiça Restaurativa, que são a integração, a conexão das pessoas, o respeito, a colaboração, o empoderamento, ressaltando, em todo esse processo, o respeito.

Sendo assim, a primeira experiência se deu na Casa de Semiliberdade (Casem) Areias, passando também pelo Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Abreu e Lima, conduzida pelo Grupo Gerador, responsável pela disseminação dessas práticas na instituição. Segundo a assessora técnica das Casas de Semiliberdade, Vitória Barros, a Justiça Restaurativa é uma ferramenta poderosa na construção das relações humanas, é mais um instrumento na resolução de conflitos. “Ela promove a mudança da lente da punição para a responsabilização do adolescente. A base dessa mudança está no diálogo, que é a escuta e a fala compassiva”, destacou.


As aulas sobre Introdução à Justiça Restaurativa, com o Dr. Élio Braz, começam no dia 1º de novembro. Em Janeiro acontece a formação dos facilitadores. Então, o próximo passo é a criação de micro grupos geradores nas unidades de atendimento e assim a disseminação dessas práticas. O projeto de Justiça Restaurativa é uma das ações previstas no Plano de Ação de Curto Prazo da Funase, aprovado pelo Governador Paulo Câmara e lançado em abril deste ano.

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