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Socioeducandos e agentes participam de projeto que visa despertar novas perspectivas

Atividade é desenvolvida pelo Gajop que realiza ciclos de formação com o intuito de contribuir para uma atuação mais humanizada

TEXTO: Henrique Figueirôa


Adolescentes dos Centros de Atendimento Socioeducativo (Case) Santa Luzia e Case Caruaru participam, desde julho desde ano, do projeto “Diálogos para a mudança: enfrentando os desafios pela socioeducação”, que beneficia agentes socioeducativos e segue até abril do próximo ano. Com encontros realizados mensalmente, o projeto visa incidir sobre o contexto de vulnerabilidade vivido por adolescentes dentro e fora do sistema socioeducativo e foi elaborado pelo Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop) e executado por meio de uma parceria firmada com a Funase e com apoio das organizações alemãs Misereor e Die Sternsinger.

Os Jovens Defensores de Direitos Humanos, grupo formado por moradores de regiões periféricas, são os que conduzem ciclos de formação junto aos adolescentes e às adolescentes. Direitos da infância, família, sociedade, marcos legais de prevenção e combate à tortura, prática e vivencia dos agentes socioeducativos, são alguns dos temas trabalhados.

O coordenador do projeto, Romero Silva, comemora que esse trabalho esteja sendo desenvolvido na Funase. “Estamos muito felizes. É uma produção de conhecimento onde todos estão engajados e abraçaram a causa, desde a unidade, com toda estrutura e abertura das portas, até os agentes socioeducativos e adolescentes participantes”, completou.

Aos 50 agentes socioeducativos beneficiados pelo projeto, são oferecidas 20 oficinas, desenvolvidas com a metodologia utilizada pela Organização Mundial de Combate à Tortura (OMCT), a maior instituição de referência nesse tema no mundo. Entre os temas trabalhados estão: Direitos Humanos, Direitos da Criança e do Adolescente, Medidas Socioeducativas e Prevenção e Combate à Tortura.

Para o coordenador geral do Case Caruaru, Paulo Pinto, é muito importante oferecer capacitação aos colaboradores. “Essa troca de experiências só nos fortalece e traz novas metodologias a serem trabalhadas com os adolescentes. É um processo de avanços. Com certeza, colheremos bons frutos”, completou.

O sentimento é compartilhado pela coordenadora técnica do Case Santa Luzia, Jailda Castro. “A capacitação dos agentes possibilitará uma melhor compreensão sobre a importância do desenvolvimento do atendimento humanizado, bem como da imprescindível garantia dos direitos para a eficácia da ressocialização. Em relação às adolescentes, além de possibilitar uma rica troca de experiência, ajudará na formação de novos conhecimentos, e, quem sabe, na construção de novos projetos de vida”.

Ao final do projeto será produzido um artigo sobre o papel do agente socioeducativo nas unidades de internação de adolescentes e a produção de um documentário da experiência da atuação dos Jovens Defensores de Direitos Humanos junto aos adolescentes privados de liberdade. Amos os materiais servirão de base para a prática e vivencia de unidades sócio-assistenciais.

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