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A insegurança no amor


Flavio Melo Ribeiro (Foto: Arquivo Viver – Atividades em Psicologia) 
Psicólogo Flávio Melo Ribeiro CRP12/00449  

Hoje em dia muitos homens e mulheres têm optado por não viverem uma relação amorosa estável, preferindo ficar sozinhos, mas não solitários. Uns evitam qualquer relacionamento, mas a maioria sai a caça nas festas e baladas ou mesmo montam uma rede de parceiros para encontros e sexo casuais. Isto reflete duas posições opostas, por um lado pessoas seguras que optaram por determinado período da vida em função de outros projetos não investirem tempo e energia num relacionamento duradouro que implica viver os bônus e administrar os ônus desse empreendimento. E por outro, pessoas inseguras que tem medo de se perderem numa relação amorosa que implica compromisso.  

Dentre essas pessoas inseguras estão as que apresentam contradição segurança/insegurança, por fora se mostram seguras, firmes nos seus posicionamentos, por vezes até grosseiras no trato com as pessoas. Falam como são e o quanto não vão mudar deixando a escolha para o outro a aceitar dessa forma ou não. Agem assim por já terem sofrido em relacionamentos anteriores e o quanto percebem que mudaram quando ficaram sozinhas. Construíram um modo de vida que possibilitou viver sua liberdade. Mas por dentro são inseguras e tem medo de se envolverem emocionalmente por achar que amando podem voltar a agir como nos relacionamentos anteriores e voltarem a ser o que não querem mais. Nessa luta de força a insegurança ganha e para garantir que não vão voltar a sofrer preferem ficar sozinhas. Esse luta aparece no início de qualquer relacionamento já decretando o fim antes mesmo de começar ou deixam-se levar pelo relacionamento e ao se pegar amando ficam felizes, mas quando a convivência fica frequente se assustam e querem fugir. A duração dessa relação vai depender do quanto ela vai ser radical para romper ou do envolvimento do outro para entender essa carência.