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SEMANA DE MEIO AMBIENTE DO PAULISTA | Abertura conta com título de cidadão a catador e decreto de Floresta dos Maranguapes



Foto: Jaime Fonseca Neto

A abertura do 1º Encontro Científico e Cultural, na Semana de Meio Ambiente, trouxe novidades para o futuro da cidade do Paulista, na Região Metropolitana no Recife (RMR), no Litoral Norte do Estado. Com o tema, Desenvolver, educar e preservar, o secretário-executivo de Meio Ambiente, Leslie Tavares, anunciou com muita alegria o decreto assinado pelo prefeito Junior Matuto (PSB) criando a Floresta Urbana Municipal dos Maranguapes. A nova unidade de conservação ambiental tem área total de 62 hectares de Mata Atlântica, ao lado do Parque Industrial da PE-22, próximo a instalação da fábrica da InBetta.

Para atender ao reflorestamento e arborização de praças, margens de canais e outras localidades do município, a mata contará com a instalação de um viveiro para produção de mudas específicas desse habitat. “O governo do prefeito Junior Matuto demonstra a responsabilidade com a preservação de áreas municipais transformando em áreas de unidades de conservação e como a floresta dos Maranguapes, a mata do Frio, a mata do Ronca e a lagoa Pau Sangue, mais de 300 hectares de mata atlântica passaram a ser definitivamente protegidas e intocáveis”.



Ainda, durante, a solenidade de abertura da Semana do Meio Ambiente o presidente da Cooperativa de Catadores de Material Reciclável João Paulino do Paulista (Coorjopa), Carlos André, 39 anos, conhecido como Carlos Catador, foi homenageado ao receber o título de cidadão da cidade de autoria do vereador Fábio Barros (PSB), presidente da Câmara.

Segundo o presidente Fábio Barros, Paulista é uma das 100 cidades que mais cresceu no país e tem legislação ambiental moderna ao se destacar na Política Municipal de Meio Ambiente.

PARTICIPAÇÃO
Participaram da mesa de abertura a gestora da Estação Ecológica Caetés da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Sandra Cavalcanti; o professor da Faculdade Joaquim Nabuco, Jurandir Aquino; o superintendente do Paulista North Way Shopping, Marcos Mota; o secretário de Segurança Cidadã, Manuel Alencar; e o diretor-geral da Câmara dos Vereadores do Paulista, Mário Jorge. Estiveram presentes no auditório, o secretário de Gabinete do prefeito Junior Matuto Francisco Padilha, a representante da fábrica InBetta, Jane Brigoni; o secretário de Políticas Sociais, Esportes e Juventude, Augusto Costa.

APRESENTAÇÃO CULTURAL

Alunas da Escola Municipal Jaime Bold, no bairro da Vila Torres Galvão, realizaram um desfile de moda sustentável, “usando copos descartáveis, sacolas plásticas, sacos de salgadinho e pipoca na confecção de roupas”, como explicou a diretora pedagógica, Andrea Vieira. Em sincronia com a ação cultural, a escola levou o grupo de percussão e afoxé Boi de Maria Preta, que participa todos os sábados do Projeto Mais Educação. O grupo tocou músicas regionais, e finalizaram com "Ave-Maria", ao realizar desfile de uma aluna da Jaime Bold vestida com roupa sustentável e interpretando Nossa Senhora. O grupo Boi de Maria Preta foi fundado por Ivan Tavares, em 1997, e atualmente conta com o professor de percussão Everaldo.

Animação toma contou da 9ª edição do Forrozão do Galo

Em sua 9ª edição, o Forrozão do Galo surpreendeu o público com uma festa ainda mais completa e tradicional, com a cara dos festejos juninos, e muita animação na capital pernambucana, na última sexta-feira (2) e sábado (3), no Polo do Galo. Com uma megaestrutura e shows de mais de 12 artistas no palco principal, além de desfiles de trios elétricos com grupos de forró e de quadrilhas, cidade cenográfica maior e praça de alimentação com comidas típicas.

Na sexta-feira (2), o cantor Gustavo Travassos abriu as festividades no palco principal, por volta das 20h30. Depois chegou a vez da Fabiana Pimentinha arrastar uma multidão em um dos trios elétricos que seguiu da Avenida Dantas Barreto, em direção ao Polo do Galo. Rogério Rangel, Amigos Sertanejos e Josildo Sá também participaram da festa, intercalados com apresentações nos trios de Ivan Gadelha e Asas da América.

Já no sábado (3), a festa continuou com shows da Orquestra Mirim do Galo da Madrugada (OMGM), sob comando do Maestro Lima Neto. Em seguida, Cristina Amaral, Musa, com Priscila Senna e Benil colocou todo mundo para dançar, também com apresentações intercaladas de Fabiana Pimentinha, Ivan Gadelha e Asas da América nos trios.

Governo anuncia ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

  • Em meio a retrocessos que ameaçam Unidades de Conservação na Amazônia, Temer tenta positivar a agenda ao triplicar área de parque nacional no Cerrado.
  • Segundo Mariana Napolitano, do Programa de Ciências do WWF-Brasil, a nova área do parque – de cerca de 180 mil hectares – deverá ser totalmente integrada à gestão atual. Os novos limites da unidade exigirão esforços de planejamento e implantação. “Será preciso avaliar o potencial e vulnerabilidade de cada porção da UC, redefinindo seu zoneamento para garantir que a mesma cumpra todo o seu potencial”, diz Mariana.
Em cerimônia no Palácio do Planalto na manhã desta segunda-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, o presidente Michel Temer assinou o Decreto que triplica a área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Com a medida, a unidade de conservação de proteção integral salta dos atuais 65 mil hectares para 240 mil hectares de área contínua, além de um pedaço, adjacente, que inclui as regiões de Sertão Zen e Macacos. (Veja o mapa). Trata-se de uma das melhores notícias do ano, e chega em meio a uma tentativa de desmanche de Unidades de Conservação na Amazônia, promovida pelo Congresso Nacional com explícito apoio do governo.
Mesmo sendo de altíssimo interesse para a conservação entre as diversas regiões naturais da Terra, o Cerrado é um dos biomas brasileiros que menos tem áreas federais sob regime de proteção integral – cerca de 3 % apenas. Com a ampliação, a situação melhora um pouco. Mas ainda está longe do ideal. O compromisso do Brasil é ter 17% de todas os biomas protegidos por lei. Apesar de sua importância global, estima-se que o Cerrado já tenha perdido mais do que a metade de sua cobertura vegetal nas últimas décadas devido ao avanço do agronegócio e a ocupação humana. O parque de Veadeiros tem sido um freio ao avanço do desmatamento.
Ganho para o BrasilAlém de destinarem-se à conservação da biodiversidade, os parques nacionais são importantes vetores de desenvolvimento econômico e social, por meio da visitação, pesquisa científica e educação ambiental. Na área de expansão do parque de Veadeiros, os cientistas identificaram pelo menos nove tipos de fisionomias vegetais (matas de galeria, mata seca, cerradão, cerrado sentido restrito, vereda, campo sujo, campo limpo e campo rupestre).
Nesse meio, pelo menos 17 espécies de plantas encontram-se ameaçadas de extinção, segundo a lista vermelha do Ministério do Meio Ambiente.
A diversidade de paisagens indica que a fauna da região também é bastante rica, e precisa ser melhor compreendida, antes que desapareça. Com a ampliação, o parque de Veadeiros passa a proteger 34 espécies de animais ameaçados de extinção, sendo 15 de aves, 18 de mamíferos e uma espécie de abelha nativa.
Transitam livremente pelo parque de Veadeiros populações de lobo-guará, onça pintada, raposinha-do-cerrado, pato-mergulhão, cachorro-do-mato-vinagre, morcego-beija-flor. Lá, eles estão seguros. A ampliação aumenta as chances de sobrevivência dessas espécies. O parque também protegerá cerca de 600 nascentes, garantindo segurança hídrica para o futuro da região.
“Estamos deixando ali uma reserva de vida, de esperança para a ciência, um espaço de contemplação e revigoramento do espírito. É um ganho para todo o Brasil e as gerações que vêm por aí”, assinala Jaime Gesisky, especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil, organização que liderou a campanha pela ampliação do parque juntamente com a Coalizão Pró-UCs.
#ampliaveadeirosEm dezembro do ano passado, o WWF-Brasil e a Coalizão Pró-UCs iniciaram uma campanha pela ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Depois de colocar no ar uma petição online pedindo que o governo de Goiás desse a anuência e o governo federal concretizasse a ampliação, a campanha promoveu uma série de ações de engajamento da sociedade em torno da ideia de aumentar a proteção da unidade de conservação.
A petição ficou durante mais de cinco meses reunindo assinaturas de pessoas de todo o país interessadas em ver o parque ampliado. Foram mais de sete mil brasileiros que aderiram à campanha. O documento foi entregue na semana passada no Palácio do Planalto. A adesão da comunidade que vive próxima ao parque foi imediata. Artistas locais emprestaram sua arte para a causa de Veadeiros.
Os vídeos produzidos ao longo da campanha revelaram que a sociedade não só havia entendido o sentido da ampliação como também almejavam isso em nome das futuras gerações. A moradora e líder espiritualista de Alto Paraíso, Darshan de Freitaspediu pela ampliação por se tratar de uma causa de interesse global. A pesquisadora Gislaine Disconzi – que estuda a ecologia do pato-mergulhão na Chapada dos Veadeiros avalia que o parque será vital para proteger as espécies ameaçadas e as paisagens do Cerrado.
Já o herpetólogo e professor da Universidade de Brasília, Reuber Brandão, um dos mais ativos pesquisadores da região de Veadeiros apelou em nome da ciência. “Ampliar Veadeiros é um passo civilizatório”, disse ele. O chefe do parque, Fernando Tatagiba, acredita que a ampliação aumentará ainda mais o potencial turístico do parque com impactos positivos na economia local.
Desafios da ampliaçãoSegundo Mariana Napolitano, do Programa de Ciências do WWF-Brasil, a nova área do parque – de cerca de 180 mil hectares – deverá ser totalmente integrada à gestão atual. Os novos limites da unidade exigirão esforços de planejamento e implantação. “Será preciso avaliar o potencial e vulnerabilidade de cada porção da UC, redefinindo seu zoneamento para garantir que a mesma cumpra todo o seu potencial”, diz Mariana.
Novos atrativos turísticos, trilhas e travessias poderão ser incorporados, propiciando mais oportunidades de visitação ao público que já visita Veadeiros, além de novas oportunidades de negócios para a comunidade local. “O desafio da implantação de Veadeiros poderá ser superado por meio de um grande pacto entre a gestão da unidade, ONGs e atores locais. Estamos prontos para fazer parte dessa história”, afirma Maurício Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil.

Sobre o WWF
O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

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