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Noise Viola lança A Canção do Mar do Silêncio no FIG

Grupo faz show, no Palco Instrumental, nesta sexta-feira (28), a partir das 20h

O grupo instrumental Noise Viola é uma das atrações do Palco Instrumental do Festival de Inverno de Garanhuns, na noite dessa sexta-feira. O sexteto, formado por Fred Andrade (guitarra), Paulo Barros (violão), Caca Barreto (baixo), Leonardo César (viola), Cacau (percussão) e Hugo Medeiros (percussão), apresenta as músicas do segundo disco, A Canção do Mar do Silêncio, a partir das 20h.
Formado por profissionais originados do Conservatório Pernambucano de Música, o Noise Viola surgiu nos idos dos anos 90, com o intuito de fazer boa música instrumental, dialogando com o regional e olhando para o contemporâneo. “Voltamos ao FIG depois de muito tempo. Vai ser um prazer tocar no palco que é dedicado especialmente à música instrumental”, explica Paulo Barros.
Gravado no estúdio Carranca, o disco A Canção do Mar do Silêncio foi lançado em abril, em show no Teatro Hermilo. O trabalho reúne 12 faixas, sendo dez assinadas pelo guitarrista Fred Andrade, uma de Paulo Barros (Valsa do Medo, gravada como solo de violão) e uma do violonista Guinga (Nó na Garganta).
“Acho que o grande lance do Noise, que é também o que busco como compositor, é misturar a simplicidade com o sofisticado. Misturar o brejeiro, o simples, que você vai ouvindo e quase espera uma voz, quase vira canção, com um pouco de impressionismo, que o grupo todo curte”, explica Fred Andrade. “O título é bem a cara do Noise Viola. É bem essa mistura, esse jeito de ir do simples ao mais refinado”, salienta Fred.

Ouvindo o disco, é possível identificar baião (Bateu Assas e VoouPasso da SiriemaCatatônica), frevo (FiruliruliruAlguém Anotou a Placa) e um leve toque de maracatu e ciranda. Todas as faixas são instrumentais, com destaque para o violão, a guitarra e a percussão.

Flautas, clarinete, oboé, violoncelo, percussão erudita, tuba, teclado e acordeon, que não compõem originalmente o grupo, estão presentes no CD, em arranjos também assinados por Fred Andrade. Além da participação especial de Guinga, marcaram presença na gravação a contadora de histórias Carol Levy, que faz voz na faixa Casa das Bruxas, marcada por uma levada de bossa nova;  Beto Hortis, que toca seu acordeon em A Canção do Mar do Silêncio, que dá nome ao disco.

SERVIÇO
Show de Noise Viola no FIG. Palco Instrumental (Parque Ruber van der Linden), sexta, 28/7, a partir das 20h. Lançamento de  A Canção do Mar do Silêncio

Técnica inovadora em transplantes de córnea traz mais segurança para o paciente

Menor índice de rejeição e recuperação visual mais rápida estão entre os benefícios da técnica DMEK

Recentemente, os oftalmologistas Lucio Maranhão e Bernardo Cavalcanti, do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), ministraram, pela primeira vez no estado, curso sobre o transplante endotelial DMEK. Trata-se de uma técnica inovadora que transplanta apenas parte da córnea. As principais  vantagens são recuperação visual mais rápida, menor indução de grau no pós-operatório, cirurgia com menor incisão e suturas, além de menor índice de rejeição.

“Antigamente quando se falava em transplantes, se trocava a córnea inteira. Atualmente, com o avanço das técnicas, é possível trocar apenas a parte doente da córnea, sem mexer na parte sadia, ou seja, a parte boa da córnea do paciente não é transplantada. Esses transplantes são chamados lamelares e podem ser classificados em lamelares anteriores e lamelares posteriores. O DMEK faz parte dos lamelares posteriores, onde trocamos apenas o endotélio e uma membrana com espessura em torno de 12 a 15 micras”, explica Lucio Maranhão.

O curso, realizado no início de julho durante o IX Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, no Recife, contou, ainda, com os oftalmologistas Nicolas Cesário, de Sorocaba, e Ramon Ghanem, de Joinville, como palestrantes. “Tivemos a participação de diversos médicos do país, usufruindo da parte teórica e prática. O objetivo foi estimular outros colegas a realizarem a técnica DMEK, divulgando essa como uma das melhores opções de transplante endotelial, tanto para os pacientes como para o médico”, explica Lucio Maranhão. “A técnica DMEK é micro-invasiva e os pacientes apresentam excelente recuperação pós-operatório, que significa menor tempo para retornar as atividades habituais”, completa Bernardo Cavalcanti. 

A técnica de transplante DMEK é realizada pelo HOPE e pela Fundação Altino Ventura (FAV) desde o final de 2015. “Implantamos  logo após curso com o professor Francis Price, nos Estados Unidos, que é uma das maiores autoridades em DMEK no mundo. Fomos pioneiros em Pernambuco”, destaca Lucio Maranhão.

A iniciativa foi fundamental para colaborar com a quantidade de transplantes de córnea realizada no Estado, sobretudo agora, que Pernambuco atingiu o status de córnea zero. Isso significa que a partir deste mês, todo paciente que tiver indicação para um transplante de córnea, depois de realizar os exames necessários para ser inscrito na fila de espera, fará o transplante em até 30 dias.

De acordo com a Central de Transplantes, no primeiro semestre foram realizados 516 transplantes de córnea em Pernambuco. Desses, 190 foram realizados pela FAV e 72 pelo HOPE, totalizando mais da metade do total de transplantes. “São números expressivos e que representam a dedicação e trabalho de toda a equipe. Desde 2013 realizamos transplantes endoteliais pela técnica DSEK, evoluindo, em 2015, para a DMEK. Hoje os transplantes lamelares representam quase 50% dos transplantes realizados no HOPE e na FAV. O foco da nossa equipe é agregar modernidade e segurança para o paciente”, ressalta Bernardo Cavalcanti.

Doações – A Central de Transplantes de Pernambuco reforça que qualquer paciente que falece em unidade hospitalar, seja por morte encefálica ou por parada cardíaca, pode doar a córnea que, após a retirada, dura até 14 dias. Para que ocorra a doação, de acordo com a legislação brasileira, um parente de até segundo grau precisa autorizar.