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Fernando visita a Ilha de Deus e encontra descaso e abandono do Governo do Estado


Grande símbolo do compromisso e atenção social de Eduardo Campos com a população mais carente de Pernambuco, a comunidade da Ilha de Deus, no bairro da Imbiribeira, hoje sofre com o descaso do atual governo. Projetos importantes para os quase dois mil moradores foram paralisados a partir de 2015, interrompendo um ciclo de transformações que chegou a servir de modelo internacional. Nesta sexta-feira (05) o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) visitou a comunidade ao lado do vereador Marco Aurélio Medeiros (PRTB) para conversar com as pessoas e conhecer de perto a realidade local.

Articuladora de uma série de projetos sociais a Organização Não Governamental (ONG) Centro Educacional Saber Viver enfrenta sérias dificuldades e está ameaçada de fechar as portas, deixando desamparadas centenas de crianças e mulheres envolvidas em atividades de educação e cultura. Por conta de um convênio não finalizado com a Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag) a ONG está obrigada a devolver R$ 250 mil, mesmo tendo investido os recursos em ações sociais. “Não recebemos nenhuma assistência da Seplag para o gerenciamento deste contrato. Pelo contrário, o que nos disseram lá era que estava na hora de cortar o cordão umbilical da Ilha de Deus com o Governo. Parece que a Ilha de Deus morreu junto com Eduardo”, afirmou o gerente administrativo Edy Rocha. Para evitar o fechamento, a Saber Viver agora tenta um acordo com o Governo Paulo Câmara, que obrigará a ONG a pagar R$ 4.500 mensalmente à Seplag. “Somos uma comunidade de catadoras e marisco e plantadores de mangue, como vamos pagar o que não temos?”, questiona.

Além do fim do diálogo com o Governo do Estado, Edy destaca que muitas ações foram abandonadas pelo poder público. Um exemplo é o caso do Centro de Beneficiamento de Pescado, que teve dois módulos erguidos, mas hoje está com a obra parada. O equipamento iria servir para o tratamento dos mariscos catados no manguezal, que garantem o sustento para quase todas as famílias da Ilha de Deus. Se estivesse pronto, o local também iria ajudar a aumentar a renda dos moradores, pois o preço do quilo do produto poderia ser triplicado e até vendido diretamente a bares e restaurantes. Também abandonada foi a obra da creche Saber Viver, que atendia 40 crianças e foi demolida, sob a promessa que uma nova seria erguida. “Nada foi feito e estamos precisando improvisar para não deixar as crianças na rua, já que as mães e pais precisam trabalhar. Também nos foi garantida uma quadra para melhorar as atividades físicas com os adolescentes. Ficamos no vazio”, relata Edy. Ele lembra que o atual governador não fez sequer a prometida visita à comunidade após as eleições de 2014. “Depois que ele chegou ao poder, nunca mais botou os pés aqui, nem nos recebe”, lamenta. Uma situação, porém, preocupa de forma especial os habitantes da Ilha de Deus: após ser feito por Eduardo todo o trabalho de saneamento, a Compesa não instalou as bombas para a sucção do esgoto e os dejetos estão sendo despejados diretamente no rio, de onde a comunidade tira os mariscos. “É um grave risco à saúde de todos nós que vivemos aqui e a condenação do nosso trabalho”.

Alternativas- Secretário de Desenvolvimento Econômico durante a primeira gestão de Eduardo, entre 2007 e 2010, Fernando levou para a Ilha de Deus capacitações e projetos que melhoraram a produção do pescado. “O que vemos aqui é o símbolo de um governo que fechou os olhos para os que mais precisam. Um descaso impressionante, que só comprova que é preciso virar a página e começar um novo ciclo em Pernambuco”, disse. 

Fernando se comprometeu com os moradores a trabalhar para que as bolsas das mulheres que produzem artesanato sejam custeadas pelo Governo Federal. “Irei ao Ministério do Desenvolvimento Social para assegurar estes recursos e que elas possam permanecer trabalhando. O que não podemos é aceitar que conquistas obtidas com tanto esforço sejam perdidas por falta de iniciativa de um governador que fracassou”. Fernando também ouviu relatos que a comunidade deixou de expor na Fenearte, principal vitrine do artesanato no país, prejudicando a comercialização e as vendas. 

O temor dos homens e mulheres que vivem no local é que um passado triste seja revivido, quando a criminalidade atingia índices alarmantes e ela era chamada de Ilha sem Deus, por conta do tráfico e dos homicídios. “Vamos nos mobilizar para que isto não aconteça, estas pessoas sempre tiveram coragem para lutar e não merecem este tipo de tratamento. O compromisso assumido aqui em 2006 não irá ser quebrado”, destacou Fernando.

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