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Muita música e programação pra criançada em destaque no fim de semana do Janeiro


“Reverbo”, que une no palco 16 amigos-músicos para celebrar a nova música pernambucana, é um dos pontos altos deste fim de semana no Janeiro. Artistas como Juliano Holanda, Isadora Melo, Jr. Black e Almério estarão em cena. Soltando a voz, o festival traz ainda shows de Geraldo Maia, Ciel Santos, Sheyla Costa, Adriano Salhab e o Afoxé Oxum Pandá, que lança o disco “Deusa da Beleza”. Pra criançada, tem Carol Levy – com recurso de libras e audiodescrição – e o clássico “O Mágico de Oz”. Teatro adulto vem com “A Ópera do Sol” e “Eu Gosto Mesmo do Pezinho de Galinha Porque eu Como a Carninha e Limpo o Dente com a Unhinha”. E mais duas sessões do imperdível “Kalashnikova”, espetáculo de dança da companhia suíça el contrabando. A programação paralela também vem recheada, confere abaixo!
>>> Sábado, 20 de janeiro:


DANÇA - INTERNACIONAL
Kalashnikova | Companhia el contrabando (Suíça)

17h e 21h, Teatro Barreto Júnior
R$ 30 e R$ 15 (meia). 1h05. 12 anos
A companhia suíça dedica-se ao flamenco experimental contemporâneo e investiga até que ponto esta forma de dança, marcada pelas tradições, pode ser colocada em novos contextos e posta em cena fora do seu caráter tradicional e obrigações estéticas.

O espetáculo - Não existe uma arma tão disseminada no mundo e com uma reputação tão lendária como a Kalashnikov, designação abreviada AK-47. É impossível deixar de imaginá-la fora dos acontecimentos violentos mundiais, agora que já passaram 70 anos da sua introdução nas forças armadas soviéticas, em 1947. Há muito tempo ela se tornou sinônimo de arma pequena, com a qual são mortas todos os anos centenas de milhares de pessoas. Assim, nas “pequenas guerras” travadas à sombra da bomba atômica, a Kalashnikov tornou-se uma arma de destruição maciça cumulativa. Com a guerra do Vietnã, a Kalashnikov também virou ícone da revolução mundial e dos movimentos de libertação nacionais. O ponto de partida da coreografia é o paralelo acústico entre o fogo totalmente automático e o batimento de pés da dança flamenco. As energias de criminosos e vítimas, da violência e vulnerabilidade são examinadas numa interação de pontos de contato temáticos e corporais reativos. Independentemente da ideologia que leva a disparar: os tiros esburacam o silêncio de forma brutal, o espaço da alma, o princípio de viver e deixar viver, o sentimento de segurança. Os batimentos de pés exigem vontade e robustez ao corpo dançante. O corpo obriga-se a estas séries de batimentos. Ele luta por elas e através delas. Trabalho de pés como luta contra o solo, o corpo, a acústica do espaço, contra o exterior e o interior. Os sapatos de dança como armas das bailarinas. O corpo torna-se criminoso e vítima de si próprio. Criminoso e vítima numa só pessoa, num corpo, umas vezes robusto e blindado, outras frágil e vulnerável. Os batimentos de pés tipo salva são ao mesmo tempo fascinantes e ensurdecedores e encontram a sua ressonância e receção nos corpos que os produzem. A arma, uma construção para a destruição. Uma reminiscência da guitarra enquanto instrumento central do flamenco é constituída pela canção "Hey Gipsy Boy", de Jimi Hendrix – que, durante a guerra do Vietnã, combateu as armas de guerra na sua música. Direção e coreografia: Anet Fröhlicher. Elenco: Jojo Hammer, Elisabeth Keuck, Vera Koeppern, Henna-Elise Selkälä. Trilha sonora: Jimi Hendrix e Robert Schumann. 
TEATRO ADULTO
Eu Gosto Mesmo do Pezinho de Galinha Porque Eu Como a Carninha e Limpo o Dente com a Unhinha | Alô Produções (Recife)

18h, Teatro Marco Camarotti
R$ 30 e R$ 15 (meia). 1h. 16 anos

Um pastor performático, uma prostituta bem-sucedida, um homossexual politicamente engajado, um marido fugitivo. Neste experimento cênico, os atores se revezam em seis personagens que contam histórias cruas de realidades escondidas por cidades grandes higienistas, passando pelo ponto de prostituição, igreja evangélica, presídio e subúrbio. Direção: Eric Valença. Elenco: Eric Valença e Nínive Caldas.
TEATRO ADULTO
A Ópera do Sol
 | Galharufas Produções (Olinda)
20h, Teatro Apolo
R$ 40 e R$ 20 (meia). 1h40. 14 anos

Escrito em mais de 18 gêneros ou modalidades da cantoria de viola, o texto publicado em livro há quase 20 anos prevê a condenação dos poderosos que tentaram ludibriar São José e a população pobre de agricultores do Sertão pernambucano. A temática dessa ópera-repente envereda por assuntos irresolvíveis e que deixa esse Brasil bem fraturado: concentração latifundiária, violência e injustiças sociais. Elenco: Beto Nery, Douglas Duan, Hermínia Mendes, Célia Regina Rodrigues, Katyucia, Miguel Taveira, Thalita Gadêlha, Eduardo Japiassú, Angelis Nardeli Tiago Britto. Texto: Adriano Marcena. Direção: Carlos Carvalho.
MÚSICA
Reverbo | Atos Produções Artísticas (Recife)
20h, Teatro de Santa Isabel
R$ 40 e R$ 20 (meia). 1h40. 14 anos
Reverbo. Não é movimento, é movimentação. Afinação e afirmação de uma ideia. Música-artesanato feita por amigos-músicos para celebrar a nova música produzida em Pernambuco. Tudo autoral. A poesia dos encontros. Uma varanda no palco. Unidos por um elo chamado canção. O repertório vai contar com um pouco de cada um dos músicos em cena. Além das apresentações solo, o show é pautado pelo encontro de vozes, uma performance coletiva. Cantores: Almério, Juliano Holanda, PC Sil