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Solos em cartaz no Janeiro de Grandes Espetáculos


Espetáculo inédito de dança com Valéria Vicente e monólogo autobiográfico sobre racismo do Grupo Teatro de Fronteira compõem a terça-feira (16) no Janeiro de Grandes Espetáculos. Programação completa em www.janeirodegrandesespetaculos.com. Detalhes abaixo:




PROGRAMAÇÃO 16/jan (terça-feira)


Luzir é Negro! | Grupo Teatro de Fronteira (Recife)
19h, Teatro Marco Camarotti: Sesc Santo Amaro - Rua Treze de Maio, 455, Santo Amaro. (81) 3216.1728
R$ 30 e R$ 15 (meia). 2h. 14 anos

Espetáculo autobiográfico do ator e cantor Marconi Bispo, com direção de Rodrigo Dourado, investiga o racismo e suas manifestações na vida de um homem negro, nordestino, gay, candomblecista e periférico. Um país em combustão, antigos senhores de escravos transmutados e atuando por intermédio dos seus sucessores e casos de discriminação racial pipocando nas redes sociais alertaram a companhia para a necessidade de discutir em cena a tão proclamada – e falaciosa – democracia racial. Na pele de um ator que muitos insistem em chamar de ‘moreno’, esta falsa democracia estava inscrita. Coube ao grupo fazer surgir – luzir! – essas pequenas dores e algumas vitórias que se sobrepujaram a elas. Assim, partiram desta encruzilhada – elemento simbólico tão caro ao povo de santo: as memórias familiares de Marconi, as memórias da sua trajetória no teatro, suas memórias como filho de santo/praticante do candomblé, as memórias cravadas em textos teatrais sobre o negro e o debate público sobre as questões raciais contemporâneas. Resultou numa dramaturgia que transita entre passado e presente muito recente, público e privado, ficção e realidade. Luz e escuridão. As minorias precisam ter suas histórias ouvidas, sabidas, encenadas. A preservação da memória é um ato político. O extermínio da memória – consequentemente da cultura, terreno onde está se faz e se eterniza – é uma das primeiras ações de uma ditadura. Como se viu, como se vê. 

Concepção, criação e dramaturgia: Marconi Bispo e Rodrigo Dourado. Atuação: Marconi Bispo. Direção: Rodrigo Dourado.
+Teaser: https://youtu.be/4DwETdqrf-w 


Ebulição | Recife
20h, Teatro Hermilo Boba Filho: Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. (81) 3355.3321
R$ 30 e R$ 15 (meia). 40 minutos. Livre

Após três meses da estreia de "Re/in-flexão", Valéria Vicente estreia, no palco do Janeiro, o solo "Ebulição". Em 2015, a artista iniciou nova pesquisa a partir da dança do frevo no contexto do Carnaval. Sem nenhum roteiro prévio, saiu para brincar em Olinda e Recife. Três anos depois, o solo "Ebulição" guarda quase nenhuma semelhança imediata com o ambiente que lhe deu origem e deve surpreender até os mais próximos da sua trajetória. Valéria Vicente atua desde os anos 2000 na cena de dança contemporânea da cidade; já a pesquisa com frevo teve início em 2005, após sua saída do Grupo Experimental. À procura de uma movimentação própria à sua corporalidade, encontrou no frevo memórias, técnica e muitas questões que alimentaram pesquisas criativas, históricas, educacionais e cinesiológicas desde então. Os espetáculos "Fervo" (2006), "Pequena Subversão" (2007), "Frevo de Casa" (2011), "Reflexão" (2015) e "Re/in-flexão" (2017) foram motores ou resultados dessas pesquisas.

"Ebulição" destoa desse conjunto porque nem vocabulário nem imaginário do frevo são evocados ou dirigem o trabalho, que se detém em explorar diversas possibilidades de tremores corporais. O principal foco de atenção da artista é a capacidade do corpo humano de transformar-se energeticamente a partir da experiência e investimento em sua sensibilidade. Seguindo um caminho intuitivo, a atenção aos tremores e espasmos que aconteceram durante os ensaios pós-Carnaval ganharam atenção e conduziram ao mergulho que deu origem ao novo solo. Para desenvolver o trabalho, Valéria contou com dois suportes fundamentais, um no Brasil e outro em Londres. No Brasil, a abordagem corporal chamada Movimento Autêntico permitiu a identificação dos tremores como possível material criativo e reflexivo. O outro foi o intercâmbio na Middlesex University. Com apoio do Programa Erasmus Mundus, de maio a agosto de 2017 e com orientação da professora Vida Midgelow, a artista desenvolveu a estrutura do solo, apresentando ensaios abertos na programação daquela universidade.

Concepção e performance: Valéria Vicente. Direção: Valéria Vicente e Giorrdani Gorki (Kiran). Trilha musical e músico ao vivo: Caio Lima.


Mais:
+Ingressos à venda nowww.compreingressos.com/janeirodegrandesespetaculos e na Central de Ingressos no Teatro de Santa Isabel (de terça a domingo, das 9h às 16h)
+Fotos: http://bit.ly/jgespetaculos 

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