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Projeto valoriza cenário das escolas de Olinda com o uso da grafitagem

Alunos irão colaborar como agentes multiplicadores da preservação do patrimônio público

“Uma escola fica melhor colorida que pichada”. Com essa frase a aluna Demilly Freitas, 12 anos, da Escola Monsenhor Fabrício, em Peixinhos, Olinda, tenta sensibilizar os amigos e os jovens para a disseminação da grafitagem como elemento artístico e de preservação do patrimônio público. Nesse quesito, a garota dar uma aula sobre a temática e aponta o problema do vandalismo, causado entre outras coisas, pelas  pichações. Seguindo essa vibe, com o apoio da jovem aluna, é claro, a Prefeitura de Olinda está desenvolvendo o projeto Educação em Cores.  A iniciativa conta com suporte dos grafiteiros Galo de Souza e Jr. Vox na realização de oficinas.  

Durante a teoria, a garotada conheceu as diferenças entre grafitagem e pichação, as técnicas, traços, entre outros elementos. Na sequência, tendo como tema a educação, os alunos passaram para o papel suas impressões (em desenhos) acerca do assunto. O momento mais aguardado foi quando os meninos e meninas – acompanhados dos grafiteiros-, colocaram as orientações em prática utilizando o muro do Centro de Educação Musical de Olinda (CEMO) como cenário. Participaram 17 estudantes matriculados nas escolas Allan Kardec, Marcolino Botelho, Monsenhor Fabricio, Manoel Borba e Claudino Leal.     
Para a estudante Demilly Freitas foi um momento importantíssimo. “Passar por aqui todos os dias e ver a minha arte é muito legal. O muro fica melhor colorido, que pichado”, desabafou.  
  
Segundo o prefeito Professor Lupércio, todas as unidades de ensino irão abraçar a iniciativa, porque o grafite é uma arte que tira as crianças da rotina e estimula à criatividade.  Ainda de acordo com o gestor, a prefeitura desembolsou, em 2017, cerca de R$ 50 mil para recuperar imóveis pichados. “A solução depende de uma mudança de comportamento. E nesse sentido, a arte pode ser uma alternativa para embelezar e dizer não ao vandalismo”, pontua o prefeito. 

 “O maior objetivo é tentar mostrar ao estudante que a rebeldia, através da pichação, deve ceder lugar a arte. Se conseguirmos isso, o nosso objetivo será alcançado”, ressaltou o secretário de Educação, Paulo Roberto Souza.   

Na visão da secretaria executiva de Gestão, Lívia Álvaro, a estética dos grafiteiros, a linguagem própria e a indumentária fazem parte do aprendizado dos alunos. "Muitos grafiteiros tinham problemas nas escolas e encontravam dificuldades pela falta de atrativos. Hoje, projetos como esses tornam a escola muito mais interessante”, afirma.