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Reabilitação motora, atendimento de crianças com microcefalia e outros serviços em novo espaço

Unidade de Saúde de Olinda tem capacidade para 1,7 mil procedimentos mensais





O Centro de Reabilitação de Olinda pode representar um recomeço na vida de adultos e crianças. A unidade de saúde, instalada no Bairro Novo, oferece atendimento gratuito nas especialidades de fisioterapia, fonoaudiologia e ortopedia. Para quem, de forma inesperada, deparou-se com os movimentos do corpo comprometidos, vítimas de um acidente ou de uma doença degenerativa, o acompanhamento especializado e os resultados positivos do tratamento trazem esperança de dias melhores. Em casa nova, bem mais ampla e equipada, o centro realiza mais de 1,7 mil atendimentos por mês, com plano de expansão, até o segundo semestre, para acolher ainda mais pessoas.

A palavra de ordem é a humanização, direcionando os procedimentos de acordo com as necessidades especificas de cada usuário. “Recebemos pacientes que, na maioria dos casos, estão bastante fragilizados, acreditando não haver mais saída. Bem mais que indicar o que fazer, nossa proposta inclui ouvir, conversar, aconselhar, desenvolvendo uma relação de amizade e confiança”, explica a gerente do espaço, Neide Bione. Com funcionamento de segunda a sexta-feira, no horário das 7h às 17h, as consultas acontecem por meio de encaminhamentos da própria rede ou por busca espontânea. O local faz parte de um conjunto de oito unidades de saúde que já foram requalificadas pela atual gestão municipal.

Para o vendedor Willames Batista, 32 anos, um acidente de trânsito trouxe várias fraturas pelo corpo. “Fiquei sem condições de trabalhar”, contou. Já para a dona de casa Adriana Silva, 44, a paralisia no lado esquerdo foi repentina. “Não conseguia mais fazer tarefas simples dentro de casa”, lembra. Ambos hoje comemoram os bons resultados, após as sessões semanais no CRO. As técnicas incluem a cinesioterapia, que adota exercícios com uso de pesos e alongamentos, ou ainda a eletroestimulação. De acordo com a fisioterapeuta Manoela Valença, a procura também inclui doenças de desgaste, como a artrose, e complicações neurológicas, como o AVC. “Também nos deparamos com muitos casos decorrentes das arboviroses, como a chikungunya. São doenças que necessitam de um olhar atento por um longo período”, explicou.

Passando para o universo das crianças, o atendimento acontece no Centro de Reabilitação Infantil, que funciona dentro do mesmo complexo, na Rua Professor Cândido Pessoa, 1216. Com decoração lúdica nas paredes, salas climatizadas e muitos brinquedos, o espaço atrai a atenção dos pequenos, com idades entre 0 e 12 anos. De forma pioneira na cidade, oferece acompanhamento para casos de microcefalia, por exemplo, doença que registra alto número de casos em todo o Estado. “Além do respeito e carinho às crianças, as mães são recebidas com toda a atenção, sendo orientadas de como lidar com as limitações”, reforça a fisioterapeuta Alexsandra Lima. A unidade também recebe pacientes com autismo, paralisia cerebral, entre outros.

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