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Diálogo entre médico e paciente pode prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida


Atualmente, com a facilidade de acesso a informações na internet, é comum as pessoas chegarem ao consultório com muitas perguntas sobre o câncer e suas consequências. Entretanto, não é raro os dados atrapalharem por não se aplicarem exatamente àquele paciente. Diante disso, é importante que o médico assuma, também, o papel de ouvinte, colocando-se aberto ao diálogo e ao esclarecimento de dúvidas. Quanto mais informação o paciente possuir, maior será sua capacidade de decisão sobre o futuro, diante de um desfecho desfavorável, quando se tratar de doença incurável. Quanto mais ampla for a troca de informações (diálogo), mais fortalecida se tornará a relação médico-paciente.

Esse viés de comunicação é facilitado através de protocolos de abordagem chamados em inglês PalliativeCare (Cuidado Paliativo), que pode trazer uma ideia de “limitação de cuidado”, em que não se pode fazer muita coisa. Entretanto, essa ideia é bastante distante do que, de fato, o cuidado paliativo precoce pode oferecer. Dentre outras medidas previstas no cuidado paliativo precoce está a discussão sobre objetivos e metas de tratamento. Informações como prognóstico e desfecho devem ser bem discutidas, permitindo ao paciente participar da decisão sobre os passos a serem seguidos no seu tratamento, pesando prolongamento de sobrevida e qualidade de vida. A abordagem de cuidado paliativo precoce se demonstrou capaz de prolongar a sobrevida dos pacientes portadores de câncer de pulmão metastático, apesar de, surpreendentemente, receberem menos quimioterapia nas últimas semanas de vida.

O oncologista Gustavo Godoy, da Oncoclínica Recife, lançou recentemente o livro “Relação Médico Paciente: diálogo como ferramenta”, no qual explica os benefícios desse relacionamento interpessoal e dessa troca entre os profissionais e seus pacientes. “O cuidado paliativo precoce se tornou uma preocupação mundial, dados os seus benefícios. Sempre tive a preocupação com a relação médico-paciente e percebi que os pacientes demonstravam sincero agradecimento e cumplicidade no compartilhamento das decisões.”

O oncologista destaca que o cuidado paliativo precoce é promovido por uma equipe multidisciplinar, identificando as necessidades específicas tanto do paciente quanto de seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida. “O cuidado paliativo precoce busca aliviar a dor entre outros sintomas. Além disso, são utilizadas abordagens para permitir a autonomia e a dignidade do paciente”, explica Gustavo.

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