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Ninho incentiva maior uso da energia solar no Brasil


Deputado federal fez indicação ao Ministério de Minas e Energia para que país não desperdice potencial energético do sol, começando pelos serviços públicos

Um dos países com maior potencial de energia solar do mundo, o Brasil ainda aproveita muito pouco a incidência quase ininterrupta dessa fonte energética sustentável em seu território. Pensando nisso, o deputado federal Severino Ninho sugeriu, ao Ministério de Minas e Energia (MME), a ampliação do uso da energia do sol, por meio da adoção de medidas eficazes para sua maior exploração.

Além da priorização da energia solar nos prédios, o deputado indicou a inclusão da geração solar nas edificações construídas nos programas de habitação popular, como o Minha Casa Minha Vida. “Nossa ideia é que se comece a usar a energia originada do sol em hospitais, universidades, escolas, unidades do Minha Casa Minha Vida, órgãos públicos, entre outros. Também sugerimos a concessão de incentivos tributários que fomentem a fabricação e aquisição dos sistemas solares de instalação, inclusive financiamentos de baixo custo para a compra desses sistemas”, conta Severino Ninho.

O deputado afirma que, todos os anos, o regime hidrológico, nos períodos de seca, fica em situação desfavorável. “Nessa época, o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas alcança patamares preocupantes, o que faz com que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aumente a tarifa. A Aneel  diz que a necessidade de compensar a geração hidráulica prejudicada pela falta de chuvas leva ao uso de usinas térmicas, bem mais caras para operar, o que acarreta o acréscimo na conta do brasileiro”, explica Ninho. A usinas térmicas queimam combustíveis fósseis e possuem custo de geração elevadíssimo, praticamente R$ 700 por megawatt-hora.

“E o consumidor brasileiro paga por isso. É incompreensível, porque o Brasil dispõe da fonte solar, inesgotável e sempre disponível. Localizado na região intertropical, é claro que o Brasil possui grande potencial para o aproveitamento de energia solar durante o ano todo”, reforça o parlamentar. “É interessante porque, onde há menor irradiação solar no Brasil, que é no litoral norte de Santa Catarina, ainda temos mais sol do que no lugar da Alemanha em que a incidência é maior.  Este país é referência mundial no aproveitamento de energia solar para a produção de energia elétrica”, diz Ninho.

Segundo o deputado, o custo da tecnologia solar não é mais um empecilho a seu aproveitamento, porque os avanços tecnológicos recentes já tornaram os painéis solares competitivos, principalmente quando se compara o custo da geração da energia com as tarifas finais aplicadas aos brasileiros. “Ainda há a possibilidade de a energia solar complementar a hidrelétrica nos períodos de seca”, argumenta.

RESPOSTA – Em nota técnica, o Ministério de Minas e Energia recepcionou a indicação de Severino Ninho. O texto diz que o governo está aprofundando as ações para a inserção da energia solar na matriz brasileira. O objetivo é aumentar, em até 23%, a inserção de energias alternativas, a exemplo da oriunda do sol, até 2030. O Ministério explica que o Brasil já usa a fonte solar em programas de universalização do fornecimento de energia elétrica, como o Luz para Todos, e realiza atendimentos com matrizes sustentáveis em comunidades localizadas em locais remotos, onde não é viável a rede convencional de energia.

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