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Prefeitura e família Lundgren debatem projeto para abrir as portas do Casarão e do Jardim do Coronel


Um dos pontos históricos mais importantes do Paulista, o Casarão da Família Lundgren, situado dentro do Jardim do Coronel, será aberto ao público para visitação e ainda para abrigar empreendimentos que gerem renda para garantir a manutenção desta importante edificação do início do século XX, que fica no centro da cidade do Paulista, e que não recebe visitação pública desde 1967.

Em reunião, na tarde desta segunda-feira (26.03), entre o prefeito Junior Matuto e o proprietário deste legado histórico, Anton Lundgren, foram encaminhados alguns pontos de responsabilidade da prefeitura para que sejam agilizadas as providências legais e para tornar possível tocar o projeto de desmembramento do terreno onde será construída a estrutura que deverá abrigar os empreendimentos que tornarão possível a manutenção do patrimônio Histórico.

Para Anton Lundgren, um patrimônio histórico deste não pode continuar de portas fechadas para a cidade. “Nós ainda estamos em processo de construção do que realmente vamos implantar aqui no Casarão. Mas, temos a convicção que será um projeto cultural para proporcionar a integração deste que é um patrimônio do Paulista, com a sociedade paulistense e pernambucana”, enfatizou ele.

O secretário executivo de Desenvolvimento Urbano, Paulo Marenga, também participou da reunião e informou que a prefeitura viabilizará, o mais breve possível, os encaminhamentos necessários para que o projeto do Casarão e do Jardim do Coronel se concretize. “Este património é tombado pela Fundarpe, (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco), que por sua vez já deu o parecer positivo para o desmembramento do terreno do Casarão, e o que depender da prefeitura, vamos agilizar para que seja tocado este projeto pensado pela família Lundgren”, assegurou Marenga. 

O prefeito Junior Matuto aproveitou a ocasião para reafirmar o compromisso que a gestão tem com patrimônio histórico da cidade e garantiu celeridade da equipe para viabilizar o projeto. “Estamos à disposição desta família que ajudou a construir a cidade do Paulista. Não vamos medir esforços e fazer todo o necessário para abrir as portas para o povo deste importante patrimônio histórico, que é um dos principais cartões postais da cidade”, garantiu o prefeito Junior Matuto.

História

Após adquirir no início do século XX a firma Rodrigues & Lima - uma fábrica de tecidos, situada em Paulista - nessa época ainda distrito de Olinda, o sueco Herman Lundgren com seu espirito empreendedor deu início a construção de duas vilas operárias conhecidas como Companhia de Tecidos Paulista - precursora do desenvolvimento da cidade. Logo após instalar-se no local o patriarca da família Lundgren sentiu a necessidade de construir o casarão para acomodar sua família. 

A Casa Grande, localizada no coração da cidade, é constituída de duas edificações germinadas. A primeira casa, térrea, foi construída no princípio do século XX, com área de 377 metros quadrados. No início da década de 30 foi construída a segunda casa com quatro pavimentos repetidos, numa área de 1.164 metros quadrados. Sua estrutura é composta de pilares, vigas e lajes em concreto armado, fachadas com tijolos cerâmicos aparentes e a cobertura, em quatro águas com telhas tipo francesas, com nítida influência da arquitetura europeia.

O jardim do Coronel situa-se ao lado da Casa Grande (os dois possuem uma área total de 23.584 metros quadrados), onde já funcionou um jardim zoológico nas décadas de 40 e 50. No jardim, além de zoológico, funcionou um parque de diversões para os filhos dos funcionários da CTP (Companhia de Tecidos do Paulista), que é bastante arborizado.

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