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Funase representa o Estado no Fórum Social Mundial que aconteceu em Salvador

Um socioeducando e um agente socioeducativo do Case Caruaru participaram do evento a convite do Gajop


Durante cinco dias, um socioeducando e um agente socioeducativo do Case Caruaru se uniram a representações do Brasil e do Mundo para pensar saídas comuns para a humanidade, em uma ótica solidária, democrática e de respeito às diversidades. Eles representaram o Governo do Estado na 13ª edição do Fórum Social Mundial que aconteceu na cidade de Salvador, entre os dias 13 e 17 de março.

“Muito bom saber que estamos no cominho certo. É um trabalho que vem dando resultados, feito com carinho, respeito com os adolescentes e seus familiares”, enfatizou o coordenador geral do Case Caruaru, Paulo Pinto. O convite foi feito pelo Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), que desde o ano passado leva ao Case Caruaru e ao Case Santa Luzia o “Diálogos para a mudança: enfrentando os desafios pela socioeducação”.

O projeto, desenvolvido pelo Gajop, visa incidir sobre o contexto de vulnerabilidade vivido por adolescentes dentro e fora do sistema socioeducativo. Para isso, os adolescentes participam de ciclos de formação, realizados pelos Jovens Defensores de Direitos Humanos. Os agentes socioeducativos também participam desse processo que tem o intuito de despertar nesses profissionais o reconhecimento do lugar de atores de garantia de direitos que eles ocupam.

Segundo a advogada popular do Gajop, Thaisi Bauer, a participação dos adolescentes que estão inseridos no sistema socioeducativo tem sido pautada para que eles tenham perspectivas para além do sistema, fortalecendo a participação deles em espaços de construção política e no protagonismo juvenil. “No Fórum eles puderam ter ciência de que o encarceramento da população jovem e negra não é algo pontual, não é um problema dele, mas um problema coletivo, de seletividade do sistema de justiça criminal”, completou.

Foram cinco dias intensos, com 19 eixos temáticos, 100 caravanas, 1,2 mil voluntários, 6 mil organizações e movimentos da sociedade civil e 80 mil pessoas, fazendo do Fórum um espaço de troca de experiências, debates, protestos, encontros e reencontros. “A viagem foi muito boa, nunca tinha andado de avião, adorei. Participei das atividades do fórum, das palestras, rodas de debate, a maioria falando sobre o cárcere, aprendi muita coisa e também vi que temos obrigações a cumprir, para o bom funcionamento da unidade”, destacou M.J.N. S, de 17 anos.

Se juntando ao adolescente estava o agente socioeducativo Ericsson de Gois, que se sentiu lisonjeado por participar, pela primeira vez, de um evento a nível internacional que agregou tanta discussão produtiva. “O Fórum foi muito proveitoso, pudemos ver um pouco a realidade de diversas localidades através das discussões sobre cárcere, gênero, raça, enfim, voltamos com muito conhecimento e vamos replicar na unidade”, ressaltou.

FNDCA - No ano passado, um socioeducando do Case Caruaru e outra do Case Santa Luzia representaram Pernambuco no Encontro Nacional do Fórum de Defesa da Criança e do Adolescente, que aconteceu em outubro, em Brasília. Eles participaram do encontro das Entidades filiadas ao FNDCA e dos representantes dos Fóruns de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Estaduais e Distrital, que aconteceu em outubro, em Brasília.

O evento teve como objetivo incidir para que os direitos de crianças e adolescentes sejam garantidos pelo poder político e pela sociedade em geral, além de fazer um balanço dos investimentos direcionados a esse público. Os socioeducandos da Funase foram os únicos do Brasil que cumprem medida de internação a participar desse momento, convidados para encontrar, juntos com os demais, estratégias para a efetivação das políticas infanto-juvenis.

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