Curta o Paulista Atualizado no facebook e receba todas as nossas atualizações!

Compartilhar

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

II Seminário Sociocultural do Lamento Negro agita fim de semana em Olinda

Programação acontece até domingo (20), no Casa Crer


Tendo a mulher negra como foco temático, o “II Seminário Sociocultural do Lamento Negro Candaces: espelho da nossa verdadeira face” deu seu pontapé inicial nesta sexta-feira (18). Com programação até o domingo (20.05), o evento tem como eixos pontos críticos de direcionamento e de avanços nas áreas, dentre outras, como: educação, saúde, direitos humanos, comunicação, segurança da mulher e igualdade racial. O evento ocorre na Casa Crer, na Avenida Sigismundo Gonçalves, no Carmo, Olinda.
Os participantes encontram, a partir das 14h, uma série de palestras, debates, apresentações culturais e outras atividades norteadas por temáticas contemporâneas e emergentes no sentido de lutas e combates, por exemplo, à discriminação e sexismo. A entrada é gratuita. O encontro homenageará Mãe Lúcia e contará com nomes como Vera Baroni, Gabrielle Conde e Preta MC. Além de Dança para Oxum com Milla Andrade, Sarau Poético Letras Pretas, com Odailta Alves, Coletivo Bartira e Experimento Safira.
“Desde os dez anos de idade eu tenho uma vivência nessas temáticas de valorização da mulher, empoderamento feminino, no qual devemos ter nossas atitudes e movimentos sociais. Muitas mulheres precisam servir cada vez mais de exemplo para atingir um coletivo maior. Por isso o nome Candaces, que significa ‘mulher guerreira’”, explicou a coordenadora do Centro de Cultura e Arte Lamento Negro e idealizadora do seminário, Conceição Fayola.
Fundado pelo Mestre Maia, em 1987, o Lamento Negro foi criado no final da década de 80 com o objetivo de reduzir a criminalidade no bairro de Peixinhos, que era o segundo mais violento da América Latina. Para Maia, o apoio da Prefeitura de Olinda ao evento é fundamental. Segundo ele, a dificuldade dos negros, principalmente as mulheres, perante a sociedade, faz com que a raça se torne cada vez mais forte e com força de vontade. É com o apoio dos governos, as ações são valorizadas.
“É muito importante o apoio do governo municipal, estadual e federal. Não só ao Lamento, mas também outras atividades de outros grupos. Assim conseguimos o empoderamento de nós, negros e negras. Quando somos reconhecidos, dá mais vontade de fazer o nosso trabalho. Essa visão do prefeito Professor Lupércio é importante, antes não tínhamos esse olhar. Vivíamos presos em nossas senzalas, isolados no mundo, e os governantes lá, com outra realidade. Hoje entramos no Palácio da Justiça, hoje tocamos nossa música e somos ouvidos. Isso é importante para a nossa cultura negra. Ainda não temos o cenário que gostaríamos, mas estamos caminhando”, acrescentou o presidente do Lamento Negro, Mestre Maia.
O seminário do Lamento Negro conta com apoio da Prefeitura de Olinda, através da Coordenadoria de Igualdade Racial, e do Governo do Estado. “Realizamos recentemente conferência de igualdade racial. Dela, deliberamos algumas coisas que estamos tirando do papel. Lançamos há pouco tempo um plano contra intolerância religiosa e de política LGBT também. Nosso prefeito está bem presente nessas causas e podemos contar sempre com ele. Ele dá liberdade para a coordenadoria exercer o trabalho”, disse o coordenador de Igualdade Racial de Olinda, Clayton Gouveia.
Lamento Negro
O Lamento Negro tem 31 anos, foi criado em Peixinhos, e realiza um trabalho social através da capoeira, dança, cultura afro, educação, teatro, entre outros. Os músicos, seguindo o exemplo do Olodum, que fazia grande sucesso na época, tocavam ritmos como o afoxé e o samba-reggae. Mais tarde, foi trocado os tambores de estilo baiano pelo de maracatu, feitos com peles de alfaia.
Confira a programação do fim de semana
SÁBADO (19)
14h – Abertura – Intervenção com Mila Andrade
14h40- Palestra Transgeneridade: enfrentamento à transfobia
16h15 – Intervenção Mulher e daí
16h30 – Estética negra opressão e resistência
17h30 – Intervenção letra preta
17h45 – Lei 10.639/03: o porquê da relutância à cultura afro nas escolas
18h30 – Encerramento toqueata
DOMINGO (20)
14h – Abertura
14h30 – Desfile lassana
15h – Lei 10.639/03 em Pernambuco: abordagem sem luz?
15h45 – Experimento safira
16h – Intolerância religiosa
17h45 – Coletiva bartira
18h – Encerramento: falas e Mãe Lúcia canta epahei e mulheres guerreiras
18h30 – As Kallinas

0 comentários:

Postar um comentário

Comentários ofensivos não serão publicados.