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Funase estende projetos itinerantes da Ouvidoria para mais unidades



Uma das iniciativas permite que socioeducandos façam elogios, sugestões e reclamações com
garantia de anonimato. Outra ação busca aproximar funcionários desse canal de comunicação

A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) está fortalecendo os canais de comunicação entre socioeducandos, seus familiares e a instituição, bem como entre servidores e as diretorias, por meio de duas iniciativas itinerantes da Ouvidoria. A primeira é um projeto piloto desenvolvido no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Santa Luzia, no Recife, que permite que as adolescentes internas façam sugestões, elogios, reclamações e denúncias com total garantia de anonimato, se assim desejarem. A ação deu tão certo no local que está sendo expandida para mais duas unidades da fundação. Já o segundo projeto é a Ouvidoria em Movimento, que percorrerá centros e casas da Funase para estimular que os funcionários façam uso dessa ferramenta para manifestarem suas demandas. Ambas as estratégicas reforçam o compromisso da instituição em garantir a cidadania de seu público-alvo e de seu público interno de forma transparente, democrática e inclusiva.

No Case Santa Luzia, o projeto piloto teve início em novembro do ano passado. A Ouvidoria instalou uma urna de acrílico no local, com chaves em poder da equipe do setor, que fica fora da unidade, e estabeleceu um calendário de coleta das manifestações. As socioeducandas tinham à disposição um formulário com espaço para um relato e podiam assinalar se o conteúdo era repassado sob anonimato, em sigilo ou de maneira pública. A ação prosseguiu até o último mês de janeiro, quando teve início uma fase de avaliação. A partir do que foi informado pelas jovens, a Ouvidoria elaborou propostas de ações que incluíram reuniões com as equipes técnicas de atendimento e palestras com as internas para tratar de pleitos relativos à dedetização e melhorias na alimentação e na estrutura física do Case. Além de respondidas diretamente às socioeducandas que se manifestaram nominalmente, as demandas foram encaminhadas à Diretoria Geral da Política de Atendimento (DGPAT) da Funase.

Entre as manifestações, houve o registro de elogios à coordenação da unidade e ao atendimento. A divulgação do projeto nas instalações do Case, por meio de encontros e da afixação de cartazes, também teve como objetivo estimular os familiares das adolescentes a fazerem relatos à Ouvidoria. Agora que a avaliação dos resultados terminou, a ideia é levar o projeto para o Centro de Internação Provisória (Cenip) Santa Luzia e para a Casa de Semiliberdade (Casem) Casa Amarela, ambos no Recife, a partir de julho. “Avançar nesse sentido agora é importante porque vai nos dar a possibilidade de ter uma amostragem das três medidas de atendimento: internação, com o que já foi feito no Case Santa Luzia; internação provisória, com o Cenip Santa Luzia; e semiliberdade, com a Casem Casa Amarela”, destaca a ouvidora da Funase, Suely Catunda.

Para a diretora geral da Política de Atendimento da instituição, Íris Borges, permitir que os socioeducandos tenham um relacionamento mais estreito com a gestão adiciona pontos muito positivos à garantia da cidadania deles e de uma cultura de paz nas unidades. “A experiência no Case Santa Luzia foi muito interessante. As adolescentes e seus familiares abraçaram a ação. Tivemos a visão da instituição a partir do olhar delas, o que serviu para que planejássemos algumas ações baseando-nos no que era recorrente nas manifestações. Estamos trabalhando as demandas delas e chamando-as para participar, já que elas podem fazer parte da solução. É isso que esperamos também no momento em que ampliamos essa ação para outras casas, contemplando uma de cada medida socioeducativa”, afirma.

FUNCIONÁRIOS
Já o projeto Ouvidoria em Movimento é direcionado apenas aos funcionários da Funase. O objetivo da ação é estimular contribuições para a melhoria do ambiente de trabalho. A iniciativa começará pela Unidade de Atendimento Inicial (Uniai), pelo Cenip Santa Luzia e pelo Cenip Recife. “Iremos às unidades com o intuito de estimular que os funcionários façam elogios e sugestões, porque as pessoas, muitas vezes, têm a compreensão errada de que a Ouvidoria só serve para reclamações. Algumas até não sabem como funciona. Então, essa ação será muito importante no sentido de fazer esse esclarecimento e nos colocar à disposição”, declara a ouvidora da Funase, Suely Catunda.

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